Final de tarde, cá estou eu, sentada na calçada vendo as pessoas irem e voltarem.
Percebo agora o quão monótona é a vida.
Tudo o que ouço são os cantos dos pássaros e o rangido das portas.
Oh, Deus! É pedir demais um pouco de emoção?
Eu precisava pensar, por isso saí sem olhar para trás.
O som de uma porta abrindo é o mesmo som que a liberdade emite.
Para mim, aquele lugar se tornou uma prisão, onde as palavras não ditas se prendem a mim como correntes e me fazem morrer aos poucos.
E não adianta gritar por socorro, pois me parece que todos são surdos.
