Simoraya (part 2)

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O convite havia sido feito e Simone não precisou pensar duas vezes antes de aceitar, Soraya mal podia imaginar que Simone também fantasiava aquele momento há muito tempo, negava para si mesma o calor que lhe subia pelas pernas a cada vez que sua aluna adentrava aquela sala com um decote acentuado ou com uma calça apertada marcando cada detalhe de seu corpo, especialmente uma parte em específico, da qual Simone mal conseguia se concentrar se seus olhos ali repousassem, a loira era dona de grandes atributos...

Com o passar dos anos e a entrada de Thronicke no Senado, os sentimentos e desejos foram sendo reprimidos, estocados dentro de uma parte do inconsciente de Tebet, dando lugar a um profissionalismo e um encantamento que mascarava suas reais intenções diante dela, conseguiu se enganar durante todo esse tempo, assim como Soraya, mas aquela noite, a proximidade intensa, os abraços os olhares, foram o suficiente para arrebentar as portas que trancavam esse desejo dentro delas. E ali estavam as duas, há poucas quadras de se entregarem finalmente uma para a outra.

O caminho fora silencioso, Tebet não sabia o que dizer e muito menos Thronicke, ela havia ateado fogo naquela ponte entre as duas e agora era impossível de cessar as chamas, somente seus corpos seriam capazes daquela proeza. Apesar do silêncio, não havia constrangimento ou incômodo, mas sim uma ansiedade mútua, um desejo que se tivesse aroma estaria as intoxicando dentro daquele carro de vidros fechados. A loira podia sentir os olhares de Simone lhe queimando a pele, ainda que não a estivesse observando enquanto dirigia, era quase possível ouvir seus corações palpitarem em uníssono.

O silêncio foi quebrado quando a loira parou o carro e anunciou que haviam chegado. Simone apenas assentiu, enquanto já a despia com os olhos, ato que fez Soraya sentir suas pernas quase fraquejarem. “Que mulher... que mulher...” pensou consigo mesma enquanto entravam no elevador.

- Você está tão silenciosa... achei que onças gostassem de rugir. – Provocou a morena, se aproximando mais da outra e quase colando seus corpos, fazendo Thronicke suspirar com o calor de seus lábios tão próximos ao seu rosto.

- Ah, eu gosto..., mas às vezes sou uma onça manhosa, sabe... preciso de carinho pra rugir... bem alto. – Soraya sussurrou no ouvido de Simone fazendo seus pelos se eriçarem automaticamente. – Você vai me fazer rugir não vai, Simone? – a loira gemeu baixo no ouvido da mulher, que mordeu os lábios tentando não arrancar as suas roupas ali mesmo dentro do elevador.
A porta se abriu e em um gesto rápido Tebet a puxou para fora, agarrando-a pela cintura em direção à porta. Soraya abriu rapidamente e em instantes sentiu seu corpo se chocar contra a superfície de madeira logo que ela foi fechada atrás de si. Simone a beijou despudoradamente, colocando a mão em sua nuca e puxando levemente seus cabelos. Soraya, em contrapartida, alisava toda a superfície de seu corpo, procurando pelo zíper daquele vestido que lhe caia tão bem, mas não seria melhor do que vê-la nua.

Em um suspiro de muita dificuldade, Tebet cortou o beijo e as carícias, fazendo Soraya olhá-la com um vinco na testa. – Espera. Eu quero ver cada detalhe desse seu corpo que você não tem ideia do quanto eu já desejei, Soraya. – A mulher a olhava com devassidão. – Quero que tire as roupas para mim, candidata. – Ordenou.

Soraya sorriu de forma impudica caminhando em direção ao quarto enquanto era seguida por olhos famintos em seu corpo. – O seu pedido é uma ordem, Senadora. – disse, para então deixar o blazer cair por seus braços, em seguida abriu o zíper de seu vestido e lentamente foi tirando a peça de seu corpo, sem nunca desviar dos olhos de Simone, que a observava em êxtase na beira da cama. Viu os olhos da mulher arder em volúpia quando o vestido caiu em seus pés, revelando um corpo curvilíneo coberto apenas por uma pequena calcinha preta rendada. Simone fez um gesto com o dedo, indicando que queria Soraya entre suas pernas.

- Você foi para um debate sem sutiã, candidata? E com uma calcinha tão sexy? – a morena mordeu o lábio e passeou seus dedos por entre os seios da mulher até a borda de sua calcinha, puxando-a levemente em provocação. – Desse jeito você ganha meu voto...

Soraya sorriu levemente e inclinou o corpo de Simone para trás, desceu o zíper de seu vestido, observando cada centímetro daquela pele alva sendo revelada e deixou-o parado em sua cintura enquanto a observava com aquele olhar de onça que só ela sabia fazer. – Esses seus seios... Simone... a minha boca enche de água só de olhar para eles. - A loira sentou-se sobre a morena enlaçando seu pescoço e depositando um beijo caloroso em seus lábios, foi descendo com os beijos por seu queixo e pescoço, até alcançar seu ponto de pulso e sugar fervorosamente. Simone suspirou. Soraya seguiu descendo com seus lábios passeando por toda a pele de Tebet vagarosamente, queria sentir com muito cuidado cada milímetro daquela corpo. Seus lábios alcançaram os seios da mais velha, ainda cobertos pelo sutiã marsala, fartos e prontos para receber seus toques. A mulher não demorou puxando os dos dois lados fazendo os seios da mulher saltarem para fora da peça, Soraya se perdeu e imediatamente abocanhou um dos seios de Simone, que arfou em prazer acompanhada de um pequeno gemido.
A mulher deslizava sua língua pelo mamilo rijo, alternando entre um seio e outro, dividindo-se entre o prazer de chupá-los fortemente e mordiscar com leveza. Tebet sentia sua intimidade pulsar e umedecer a cada movimento de Thronicke, que intensificava sem pestanejar. A mulher movia seus quadris enquanto a outra apertava suas coxas fortemente, desejando mais daquele contato.

Thronicke levantou-se em um gesto rápido, desvencilhando dos seios de Simone que já sentia falta dos lábios da loira ali; a mais nova retirou o vestido de Simone e em seguida sua própria calcinha, fazendo a mais velha derreter e perder o resto de sanidade que ainda tinha. Voltou a sentar-se sobre Tebet, que ardeu sentindo suas intimidades friccionarem em um movimento calculado de quadril da mulher mais nova.

- Soraya... você está me enlouquecendo assim...

- É isso que eu quero, Simone... que você enlouqueça. Que perca o senso e que se entregue inteirinha pra mim. – A loira sussurrou deitando-se sobre ela e passando seus seios sobre o rosto da mesma, que os agarrou com as duas mãos chupando-os igualmente.

- Eu quero... te sentir na minha boca, Simone. – A loira disse entre um gemido rouco pelos toques da mulher em seus mamilos.

Simone sentiu uma pontada em seu estômago seguida de outra em sua intimidade, que estava vergonhosamente molhada sem a loira nem a ter tocado ali. Soraya desceu pelo corpo de Simone, beijando toda a extensão de sua pele até chegar entre suas pernas e repousar ali olhando-a  firmemente nos olhos.
Acariciou levemente por cima da peça, já sentindo seu calor e umidade ultrapassarem o tecido. – Tudo isso pra mim, Sisi? – disse em tom sedutor. – Afastou a lingerie da mulher para o lado e assoprou levemente, fazendo-a movimentar os quadris em ansiedade.

Sem aviso Soraya depositou sua língua sobre o sexo quente de Simone que gemeu de imediato, passeou por ali com cuidado, deslizando por cada canto, de cima abaixo. Simone sussurrou seu nome entre outros gemidos quando Thronicke encontrou seu ponto de prazer e passou a sugar ali em um ritmo variado e enlouquecedor para Tebet.

- Soraya... você vai... me fazer... – a mulher puxou a cabeça da mais nova para aumentar o contato, a mesma entendeu o sinal e aumentou o ritmo de sua língua e lábios que se uniram a dois dedos deslizando para dentro de Simone, que quase perde o ar diante daquela explosão de sensações em seu corpo. Nunca havia sentido tanto prazer em um ato como estava sentindo naquele momento. Em poucos minutos atingiu o ápice de seu prazer em um gemido nada singelo, derramando-se sobre a boca de Soraya que ainda estava em si, junto a seus dedos que ainda a massageavam internamente com muita lentidão.

- Você... nossa... Soraya...é maravilhosa... uma onça mesmo. E eu espero ser atacada por você outras vezes. - Retomava o fôlego enquanto puxava a loira para um beijo agora calmo, mas ainda cheio de desejo, suas pernas se entrelaçaram e Simone a beijava intensamente, queria descontar ali naqueles lábios todos os anos de vontade reprimida.

- Você é tão linda. Sabia que nua você seria um espetáculo, mas é ainda mais do que imaginei. – a mais velha sorriu beijando a ponta de seu nariz em um gesto muito delicado.

- Você também é linda, Simone. E saiba que há muito tempo eu também sonho com esse seu corpo que olha... é uma delícia. – Fitou-a com um olhar provocativo.

Simone virou-se num gesto repentino dando um leve sustinho em Soraya que riu ao ver o sorriso predador da outra. – Minha vez, Soso... – sorriu sugestivamente para então retomar os beijos que já havia iniciado naquela noite. E assim permaneceram por horas a fio, na atmosfera de desejos sanados, de corpos suados e sentimentos contidos. Era uma noite inesperada que nenhuma das duas imaginaria começar e que com certeza não queriam que acabasse. O que lhes ressoava a cada toque era a certeza de que aquela foi a primeira, mas definitivamente não seria a última vez.

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⏰ Última atualização: Nov 16, 2022 ⏰

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