CAPÍTULO 2

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- Bravo 0-7 na escuta, conseguimos entrar - Você diz no rádio para o tenente que ficou de cobertura fora do edifício, era um prédio abandonado, um edifício com as laterais envidraçadas. Estava abandonado mas você sabia que tinha sido caro de construir.

- Certo, tô vendo vocês - Ghost dizia com sua mira nos três que andavam perto das janelas do primeiro andar do edifício.

- Vamo ver todas as portas, se tiver mais de uma pessoa, não entram! - Você diz aos outros ali dentro consigo, que apenas balançam a cabeça como confirmação.

Vocês estão agora em um corredor, o edifício que parecia ser um antigo hotel em seu corredor tem ao lado esquerdo as janelas que mesmo sujas e empoeiradas vão do chão até o teto e que dão visão total de Ghost a vocês, e ao lado direito quatro portas fechadas e afastadas uma das outra. A primeira estava entre aberta, então você coloca seus olhos na fresta para tentar ver algo, acaba que vê três pessoas que estão aparentemente dormindo em camas diferentes, você vira prós seus companheiros e faz um sinal de "três" e "dormindo" com as mãos, eles logo entendem e vão a outra porta.

Dessa vez quem espiona dentro é Soap que vira pra vocês e faz o sinal de "um" com a mão, logo entrando e rapidamente abortando o mesmo com uma faca no pescoço, você e Gaz só escutam o homem soltar murmuros antes de cair morto no chão.

O plano inicial de Price era sem mortes, mas na primeira parte aonde vocês mataram os que estavam de vigia na parte de fora do edifício com suas snipers, conseguiram perceber que haviam muitas pessoas dentro também, logo a morte dos inimigos foi liberada.

- Investiguem o quarto, não deixem nada passar - Você da a ordem o que faz os outros se movimentarem. Cada um pra um canto desse quarto velho e pequeno que continha uma cama de solteiro, um armário de duas portas e uma TV velha de tubo no chão.

- Acho que tem algo aqui... - Gaz fala enquanto te entrega uns papéis que estavam no chão ao lado da TV.

- São cartas, e provável que estejam decodificadas - Você diz surpresa olhando para os papéis, escritos da mesma forma que se comunicavam antigamente, mas as palavras pareciam soltas e não combinar frases. - Eles se comunicavam assim?

- Capitão - Gaz chama Price na linha.

- Na escuta.

- Eles se comunicavam através de cartas Price - Você fala dessa vez - Cartas escritas das forma mais esquisita possível, mas é sem dúvida uma forma de comunicação.

- Cartas? De papel? Hum...impressionante, é por isso que não temos informação nenhuma, os caras vivem em 1500, porra - Price diz em descontentamento.

- Ainda temos lugares para ver, depois entro em contato. - Você diz indicando que irá sair do quarto.

Indo em direção às outras duas portas, essas que por sinal não tinham ninguém e nem nada de util, partindo assim para o outro andar pelas escadas ao final desse corredor.

- Espera - Gaz que estava a frente interrompe a subida, parando vocês dois atrás antes de subirem os ultimos degrais. - Tem dois armados no corredor. Ghost?

- Tô vendo - A voz grossa e antipatica do outro sai - Pega um que eu pego o outro - Ghost sugere a Gaz, que logo mira sua arma com silenciador no mais próximo da escada que olhava em direção ao seu companheiro do outro lado do corredor, esse que rapidamente também foi abatido pela sniper de Ghost.

- Boa, vamos continuar assim - Você dizia como forma de animar o grupo - três portas a frente, cada um olha uma - Vocês três se encaminham para ficarem posicionados a frente das portas.

- Pronto! - Gaz e Soap já prontos para invadir falam, foi só o seu sinal com a cabeça que os mesmos entraram em seus respectivos quartos.

Na sua porta haviam duas pessoas que conversavam entre si, mas a conversa foi pelos ares quando a cabeça dos dois também foi, um tiro, duas mortes.

Na porta de Gaz haviam três pessoas, dois em pé e uma sentada olhando para a janela no outro lado, os de pé acompanhavam a visão do sentado. Ele entrou na surdina atirando nos dois em pé e esfaqueando o que admirava a paisagem.

Na vez de soap, não havia ninguém, mas dentro do quarto havia uma outra porta que dava a um suposto banheiro, dúvida essa que ele respondeu ao invadir e ver um homem escovando seus dentes, a pasta de dente logo foi misturada com o sangue que jorrou do pescoço do mesmo com uma facada de Soap.

- Tudo limpo - Ele diz ao terminar.

- Aqui também - Gaz diz respirando fundo.

- Rapazes, venha aqui rapidinho - Você diz se abaixando em um dos corpos que acabará de matar. Depois de analisar um pouco os outros entram em seu quarto.

- Essa tatuagem...Não é de tráfico humano? - Você diz pegando no braço de um dos corpos onde é possível ver uma pequena tatuagem com uma espécie de número de identificação.

Puta que pariu. Todos que vocês mataram até agora foram sequestrados e traficados? Vocês mataram inocentes?

- A gente precisa se separar - Você diz depois de uns segundos abaixada ali em choque - Vocês sobem pro último andar, eu vou descer e ver os três que nós deixamos dormindo.

- Com todo respeito Tenente, mas isso é muito perigoso, tanto pra nós que vamos subir e pra você que vai descer, não podemos fazer isso. - Soap diz relutante com sua decisão.

- É nossa única escolha sargento, não temos muito tempo aqui, precisamos saber o que eles sabem, e se aqueles três forem mesmo vítimas eles vão ajudar. Ghost? - Você diz ligando o seu rádio novamente - Eu preciso de você, vou voltar e descer sozinha para o primeiro quarto, mantém sua cobertura ali por enquanto.

- Sim senhora! - Ele diz sem questionar, aparentemente ele sabia obedecer regras.

- Vamos, continuem! - Você diz enquanto começa a descer as escadas novamente, Gaz e Soap se entreolham e sobem pro último andar, mesmo não querendo.

Ao chegar lá em baixo sua ansiedade estava a mil, os pensamentos de que talvez vocês teriam matado algumas vítimas te consumia, mas o desejo de encontrar aqueles três ainda naquela quarto era maior.

Você abre a porta devagar, mas não vê mais ninguém. "Não é possível, aonde esses porra' foram?" Você pensa, mas antes de raciocinar para onde eles poderiam ter ido, uma voz te corta.

- Tenente tô vendo três crianças saindo correndo do primeiro andar indo em direção ao milharal, devo atirar?

- NÃO, NÃO FACA ISSO!! - Você grita desesperada - Eu vou atrás delas , só me fala pra onde.

- A leste da sua posição senhora -
Você olha a leste, minimamente é possível ver um urso de pelúcia sendo segurada invadindo o meio do milharal alto, esse que ajudou os inimigos a ficarem escondidos, mas também protegia seu esconderijo deles.

- Eu vou atrás delas - Você diz determinada, Ghost até fala algo sobre ele não ter visão ali, mas você o ignora, adentrando assim a grande milharal a sua frente.

- Ei, crianças, eu sei que estão ai, eu vim apenas pra conversar - Você diz na tentativa de algum contato, até que alguém lhe responde.

- Você matou nossos amigos - Uma voz chorosa é ouvida - Você é um mostro igual os outros.

- Não, nós não sabíamos, não sabíamos quem você eram, agora nós sabemos, por favor me deixem te ajudar - Você diz entrando mais ainda no milharal, tentando seguir em direção aquela voz.

Mas você para, finalmente viu aquele ursinho novamente, agora parado sendo apertado por uma mão pequena de uma menina que ao seu lado tinha um menino que chorava muito e a sua frente outro menino mais velho, que segurava uma Ak-47, apontada para sua direção.

- NOS DEIXEM EM PAZ... - BUUUM!

141 - A COD FANFICTIONOnde histórias criam vida. Descubra agora