con la brisa - bônus;

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Os dias seguintes após a declaração aberta de Naruto para Hinata se resumiram nele aparentemente afoito, pois seus gestos e atitudes demonstravam alguém muito feliz e enérgico, disposto a ir até o fim.

A princípio, não fez muita coisa. Chamava a morena para encontros casuais, apenas os dois, onde dialogavam sobre suas vidas pessoais, seus objetivos futuros, coisas comuns do dia a dia.

O Uzumaki sempre se mostrava alguém atento nos mínimos detalhes, desde os gestos simplórios dela, como uma coçadinha no nariz, até um simples fio de cabelo fora do lugar. Gostava de admirá-la, não apenas a aparência, mas também a beleza interior de Hinata. Aquela mulher o cativava de uma forma que nem ele entendia muito bem como ou quando exatamente aconteceu. Pôde ter uma noção ainda maior sobre o coração dela, depois de uma certa noite, após um expediente puxado.

Ela disse em alto e bom som: "Você...realmente é diferente. Está me cativando mais que o esperado, espero que possamos dar certo".

Ah, como descrever a sensação de estar dando certo suas investidas? Se sentia nas nuvens, bem como um adolescente recém descobrindo o amor.

De fato, Naruto estava mesmo abrindo a si próprio, dando-se uma nova oportunidade. Já tivera outros relacionamentos também, da mesma forma que a Hyuuga. Nenhum deles, infelizmente - ou felizmente, dadas as circunstâncias atuais -, durou tanto quanto gostaria. Sempre havia algo que impedisse o andar da caminhada. O lado bom, era que todos os finais foram amigáveis, ninguém saiu ferido.

Agora, com a morena a qual conhecia a meros três anos - que pareciam muito mais - tudo parecia fora do comum, muito bom por sinal. Eram as mesmas sensações que sua mãe descrevia quando ouvia-a narrar como se apaixonou pelo seu pai. Claro, cada experiência é individual e única, porém, com as falas de Kushina ressoando em sua mente, era impossível não sentir as similaridades das emoções.

Sentiu-se comovido por aquilo, pois torcia em seu íntimo para que tudo desse certo com Hinata. Ele estava escolhendo-a, tinha certeza disso.

Foi no segundo encontro, oficial, que escutou atentamente como foi para a azulada namorar outros rapazes. Ao todo, foram três. Digamos que ela soube aproveitar bem a adolescência - dependendo do ponto de vista.

A Hyuuga não teve necessariamente traumas, contudo, cada um deles a fez enxergar diferentes dilemas. Segundo ela: um, a ensinou a ser forte, outro, a paciência, e outro, um amor. Todos de uma forma sublime. Escutou-a atentamente afirmar que, durante todo aquele tempo, estava procurando algo que só encontrou quando ficou solteira. Apenas estando sozinha entendeu que acima de qualquer vida a dois, mesmo no namoro, é importante para qualquer indivíduo se amar em primeiro lugar. Achou algo dentro de si, que ocupava qualquer espaço vazio, a qual não notou antes por estar supostamente desesperada para ter um amor em forma de gente ao seu lado.

Naruto se viu encantado. A maturidade e firmeza com que as palavras saíram dos lábios dela o fizeram refletir pelo restante daquela noite. Quando colocou a cabeça no travesseiro, ficou sem conseguir dormir. Tendo Hinata encontrado algo melhor do que um par, onde foi que ele conseguiu cativá-la? Pensou nessa questão por um bom tempo, além de ter questionado a si mesmo se estava se amando também, no mesmo nível que ela se amava. Aquilo passou a ser uma verdade para si. Dormiu com um sorriso no rosto.

Na manhã seguinte, pulou da cama. Uma ideia fervilhava a mil na sua cabeça. Já fazia pelo menos dois meses desde que ela deu carta branca e estava disposta a dá-lo uma chance. Pois bem, a faria ter certeza de que ele era o homem de sua vida.

Como faria aquilo? Oh, seria brilhante.

Tomou um café da manhã reforçado, saiu de casa mas antes de ir para o trabalho, passou em alguns lugares específicos, marcando horários e buscando algumas coisinhas, deixando-as guardadas no carro.

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