Será possível alguém se apaixonar em tão pouco tempo? Foi o que Luiza se perguntou, ao perceber que estava completamente rendida aos encantos de Son Heungmin.
Hoje é dia de natal. A casa de Richarlison está uma bagunça. Todo mundo anda para lá e para cá terminando os preparativos para a ceia. Tem uma árvore enorme no meio da sala e há várias crianças espalhadas pela casa, correndo. Eu, Caroline e a esposa de Harry estamos preparando o jantar e só de olhar toda aquela comida sinto água na boca.
De longe, pude avistar Sonny brincando com o filho de Cristian. Ele tinha um sorriso enorme e por um momento, me peguei imaginando como seria daqui uns anos. Será que teríamos uma família assim como seus amigos?
Em meio aos meus pensamentos, acabei me distraindo e sem querer cortei o dedo enquanto cortava alguns tomates.
— Merda... —Sussurrei vendo o sangue escorrer pelo corte e fui em direção ao banheiro, lavando a ferida –que apesar de pequena doía bastante– na pia.
— Tá tudo bem? —Ouvi a voz de Heungmin atrás de mim e me virei para ele sorrindo.
— Está sim, só cortei o meu dedo. Nada demais —Vi ele assentir e abrir o armarinho que tinha ali, pegando um curativo.
— Me dá a mão —Ele pediu e estendi a mão, vendo ele colocar o curativo em meu dedo— Seja mais cuidadosa.
— Está bem.
— Vêm, já está tudo pronto —Segurou a minha mão me guiando em direção a sala de jantar.
A noite estava sendo ótima. Jantamos, rimos de piadas sem graça, fizemos alguns jogos e abrimos os presentes. Parecia até que éramos uma família enorme e esquisita. Agora eu estava sentada na beirada da piscina sozinha, balançando meus pés na água. Havia me lembrado há pouco de que, no dia seguinte eu teria que ir embora e consequentemente, toda a animação que eu sentia sumiu.
— O quê está fazendo aqui sozinha, meu bem? —Son apareceu, se sentando ao meu lado.
— Só tava pensando.
— Em quê? —Levou sua mãos até meus cabelos.
— Você sabe. Amanhã eu tenho que ir embora, mas eu não quero ir —Choraminguei como uma criança que havia acabado de perder o seu doce.
— Não sente saudade de sua família?
— Sinto, mas e você? Vou ter que ficar muito tempo longe.
— Eu sou o de menos. Volta pro seu país, vê sua família e assim que der, eu vou te visitar. Só não fica pensando muito e aproveita, ok? —Soltei um suspiro.
— Ok.
Seus braços me envolveram em um abraço caloroso e eu apoiei minha cabeça em seu ombro, podendo sentir o seu cheiro. Era ótimo ter ele ao meu lado, ele conseguia fazer toda a tristeza e preocupação que eu sentia ir embora.
— Dorme lá em casa hoje. Quero aproveitar as últimas horas que tenho com você.
— Está bem.
Ao final da festa me despedi de todos, inclusive Carol, que iria ficar ali na casa de seu namorado e fui para o hotel, pegando minhas malas já que eu ia dormir na casa de Son e iria encontrar a loira no aeroporto no dia seguinte.
Assim que chegamos em sua casa, deixei minhas malas próximas da entrada e fui para o quarto acompanhada do maior que se deitou na cama e me puxou para que ficasse em cima dele, sentada em seu colo.
— Vou sentir tanto a sua falta —Falou enquanto apoiava sua mão sobre minhas coxas.
— Eu também vou sentir a sua.
— Os dias passaram tão rápidos, né? Parece que foi ontem que a gente conversou pela primeira vez .
— Poisé. Eu nem tô acreditando que tô me sentindo tão triste em uma noite de natal.
— Mas você está comigo aqui, ainda. Então vamos deixar essa tristeza de lado —Ele disse me puxando para perto e selando nossos lábios.
Retribuí o seu beijo enquanto acariciava o seu rosto, sentindo todo o meu corpo queimando com seus toques e pela necessidade que eu sentia de estar mais perto dele. Me separei do beijo continuando próxima de seu rosto e abri um sorriso.
— Eu. amo. você —Falei pausadamente, deixando selares em sua boca a cada palavra que eu falava.
— E eu também amo você. Demais.
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Infelizmente o dia seguinte já havia chegado e eu já estava no aeroporto, junto com Son, Caroline e Richarlison. O nosso vôo era o próximo e seria dentro de alguns minutos. Sinceramente já estava me preparando para chorar. Iria sentir falta daquele lugar e das pessoas dali.
— Esta nervosa? —Escutei Richarlison perguntar para minha amiga e olhei para eles de relance, os vendo abraçados.
— Um pouco —A mais nova respondeu rindo— Odeio andar de avião.
Desviei o olhar voltando a encarar Heungmin, que estava um pouco afastado falando ao telefone. Suspirei. Agora que eu tinha motivos para não querer ir embora, estava me perguntando como seria construir uma vida nessa cidade. Nesse país.
Próxima chamada. Vôo 203.
Me levantei pegando minhas malas e vi Son vir até mim me dando um abraço apertado. Sei que era para aquilo ser reconfortante, mas só ne deixava mal.
— Me manda mensagem, tá? —Ele disse próximo ao meu ouvido e apertei os olhos com força, tentando evitar abrir o berreiro.
— Ta bom —Me afastei deixando um beijo sobre seus lábios e segui para o embarque junto com Carol.
Mas antes olhei para trás, vendo ele acenar para mim. Então fiz o mesmo e logo em seguida já estava dentro do avião.
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FELIZ VÉSPERA DE NATAL!! espero que tenham gostado desse capítulo, escrevi ele bem rapidinho. Deixem estrelinha e cometário.