Capítulo 12

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Quando cheguei no Cassino, encontrei alguns amigos aguardando mesas na recepção. Fui direto para o escritório encontrar minhas sócias. Fiquei por algumas horas conversando com elas e olhando os gráficos de clientes que estiveram lá. 

- Fernanda, isso aqui ficou demais! - Alice disse, me assustando quando eu estava andando pelo ambiente, observando as pessoas.

- Não me fala que você veio com aquelas pessoas? - Perguntei procurando Antony entre as pessoas.

- Rafael me convidou. - Respondeu desconfiada.

Contei para ela que Antony apareceu em meu apartamento. 

- E você deitou ele com um simples golpe naquele lugar? 

Fiz que sim com a cabeça e ela riu ainda mais alto.

- Ele mexeu com a mulher errada, agora sabe disso. Você precisava ver o medo nos olhos dele porque sabe que eu posso fazer pior. 

- Antony deve estar desconfiado sobre o troco que vai dar nele. - Alice disse, ainda se recompondo da crise de risos que acabou de ter.

- E vai doer, bom, espero que doa muito nele! - Retruquei.

Desviei os olhos dela, e vi quem eu não queria ver. Antony tinha acabado de chegar, estava usando roupa preta e assim que cruzou o salão, me viu também. Estava sério, muito mais do que o normal. 

- Ah pronto, era só o que me faltava! - Resmunguei revirando os olhos ao mesmo tempo.

Alice se virou para conferir, depois olhou para mim rindo.

- É só falar no diabo, que ele aparece! - Disse me dando tapinhas nas costas.

Ele se aproximou e Alice saiu, me deixando sozinha com ele.

- Achou que iria se livrar de mim tão fácil, Fernanda? - Disse me olhando no fundo dos olhos.

Respirei fundo, com desdém.

- Nossa, jurei que ainda estaria deitado no meu sofá. Fechou a porta pelo menos? - Perguntei e ele riu.

- Você quase machucou o que é seu! - Antony disse, esboçando a cara mais safada que eu já vi.

- O que é meu e de todas. - Corrigi.

Ele se aproximou tanto, que pude sentir o cheiro dele.

- Acho melhor tirar a calcinha, porque eu vou rasgar ela quando eu te comer mais tarde...

Disse no meu ouvido, me fazendo arrepiar dos pés a cabeça em segundos. Não consegui responder nada. Ele foi em direção a mesa onde estava os amigos, e eu fiquei perplexa com o que acabei de ouvir. Não tive forças para sair do lugar. O efeito de suas palavras causaram um colapso em meu ventre. Fiquei com medo de dar um passo e desmontar no chão, caindo na poça do meu próprio tesão.

Ainda desconcertada, consegui ir para o bar que ficava a minha direita. Pedi um drink e me recompus. A vontade de sentar nele estava quase fazendo meu cérebro esquecer o que ele tinha feito. Nunca tinha sentido isso por alguém. Por um momento comecei a me odiar.

- Não quer se juntar com nossos amigos? - Rafael perguntou, se sentando ao meu lado.

- Aqui está bom! - Respondi levantando a taça. 

Ele sorriu.

- Percebi que Antony e você estão se estranhando...

Olhei para o lado, procurando Antony. Ele estava com um copo de whisky na mão e me encarava de longe. 

Tudo é feito para ser QuebradoOnde histórias criam vida. Descubra agora