Lábios que instigam.

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   — Cara, faz tanto tempo que eu não te vejo! — Vinícius falou surpreso quando viu o coreano passando pela porta.

   — JK! — Paquetá correu até ele. — Finalmente voltou hein? — sorriu e o abraçou de lado.

   — Não queria, mas cá estou. — disse emburrado e com o braço direito segurou o braço dele em forma de retribuir o carinho.

   — E o nariz, como está? — Neymar perguntou.
 
   — Vai indo...

   — Cê não pode usar máscara, né? — Lucas.

   — Não.

   — E por que tá usando, cabeção? — puxou os lábios para dentro e franziu as sobrancelhas.

   — Porque eu tô horrível. Não vou tirar. Já deixo avisado, Lucas.

   — Que mané horrível, mano. Se liga. — continuou com o cenho franzido. — Até o fim da escola eu tiro essa máscara aí.

   — Vamos ver. — debochou. — Bom dia pessoas. — deu um tchauzinho para o resto do grupo.

  Jeon foi se sentar em seu lugar, que continuava longe dos meninos, isso porque ele era muito legal e não queria sentar no lugar de outra pessoa.

   — Cadê o Pombo? — Raphinha indagou.

   — Deve estar com o Antony. — Neymar fez um beicinho e deu de ombros.

   – • –

    — O trabalho que eu vou passar é em trio. Já aviso.

   Grande parte da sala gritou de alegria. Jeon bufou e apoiou a bochecha na palma da mão.

   — Vou passar as informações na lousa e depois de copiarem vocês podem formar os trios.

   Dito e feito. O professor passou as informações o trabalho na lousa e depois de copiarem o pessoal já ia se juntando e planejando como fariam o tal trabalho. Jeon, por ser novo – e estar todo estranho com aquela máscara na cara – acabou sobrando. Ele ficou pacientemente esperando algum rejeitado lhe chamar para compor o grupo desfalcado.

   — Ei. — a voz de Richarlison saiu um tanto baixa.

   Jungkook levou sua atenção para ele, logo o platinado jogou um papelzinho sobre sua mesa. Ele o encarou confuso e com uma sobrancelha arqueada.

   — Abre.

   Ele estava a apenas duas cadeiras de distância. Sentou no lugar de Neymar.

  
A gente vai fazer junto?

   Assim que leu, ele olhou atônito para o pedaço mal cortado de folha. Depois juntou as suas sobrancelhas, supostamente bravo. Richarlison mordia o lábio inferior ansiando pela resposta. Jeon pegou seu lápis e escreveu, depois arremessou o papel de volta.

O quê? O trabalho?

   Ric riu jogando o corpo um pouco para trás. Respondeu depressa e jogou de volta. Porém, forte demais. O papel passou da mesa de Jungkook e caiu, felizmente – talvez – no pé de Paquetá. E ele pegou.

   — É meu! — arregalou os olhos e exclamou assustado.

   — Hmmm, bilhetinho? — deixou os olhos quase fechados e sorriu sacana.

Bolada. - RicharKookOnde histórias criam vida. Descubra agora