Ango vai a resgate!

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Ago juntou a louça na pia e começou a lavar, assentindo.

- Certo, crianças vão escovar os dentes.

Oda sorriu saindo do banho já vestido e beijando o pescoço de Ango quando percebeu que só estavam os dois por alí.

- Oi, amor...

Ango corou de leve se encolhendo um pouco, mas se aconchegou nos braços do maior achando confortável.

- Isso é tão bom.

Ango correspondeu amorosamente levando seus braços até o pescoço do outro ficando nas pontas dos pés, sorrindo.

- Senti sua falta...

- Não se passou tanto tempo assim. Mas também senti.

Oda olhou para Ango dando uma leve mordidinha nos lábios finos do menor.

- Eles lhe causaram muito pânico? Quero dizer trabalho?

Oda sorriu virando Ango para si e beijando-o sem pressa alguma.

- Não, eu não sou o tipo de pessoa que se irrita fácil.

Ango riu olhando o mais alto nos olhos.

Oda deu mais um sorriso indo até o sofá, se deitando junto a Ango que sorriu se aconchegando nos braços do maior lentamente.

- Que filme vamos ver?

Ango quebrou o silêncio para perguntar enquanto entrelaçava suas mãos livres. Oda começou a acariciar o rosto de Ango devagar, olhando para a Tv.

- Algum de comédia para você não sentir medo?

Oda entrelaçou seus dedos na mão do contrário devagar. Ango deu uma olhada para a porta e as crianças correram para dentro do quarto.

- Forte é você porque pelo seu tamanho ...

Ango brincou se escondendo atrás de uma almofada. Oda mordeu seu ombro rindo.

- Então você é mais organizado por ser baixinho.

- Não sou baixo, tenho boa estatura.

Ango retrucou e depois brigou dando uma travesseirada no maior.

- Desculpe, fortão.
E eu não sinto medo.

Ango se fingiu de ofendido e riu dando um beijo em Oda em seguida. Dava para ficar bravo de verdade com esse homem?
As crianças estavam observando os dois atrás da porta, rindo.
Oda começou a fazer cócegas em Ango para ver se ele ria e desfazia aquele bico.

- Tá bem.

Ango tentou ficar sério, mas as cócegas o dominaram e acabou caindo na risada.
A campainha tocou e Ango olhou na direção da porta surpreso.

- Não estou esperando ninguém.

Oda levantou uma sobrancelha e foi até a porta, abrindo e indo até o lado de fora.

- Alô? Em que posso aju...

Logo o homem foi golpeado na cabeça e Ango ao ouvir o barulho foi ver do que se tratava, se escondeu ao perceber tudo e ficou olhando assustado.
Oda caiu pra trás ao sentir a batida, tentando se apoiar em algo.

- Maldição....

Os homens arrastaram Oda até um furgão que não tinha identificação e o jogaram lá dentro, fazendo sinal para o motorista.
Ango saiu correndo atrás e se pendurou no veículo tentando impedir que o levassem.

- Droga.... Odasaku....

Oda estava batendo no porta mala desferindo maldições, justo agora que tudo estava bem. Quem armou isso?

- Que inferno!!!!
Me soltem;!!

Ango segurou firme para não cair o caminho todo, o furgão estava em alta velocidade, uma curva e ele poderia ser lançado dali direto para o chão, mas era a pessoa que ele amava que estava sendo levada. Um dos criminosos olhou pelo retrovisor, vendo um outro indivíduo pendurado alí e alertou o motorista.

- Acelera!!!!

Ango não soltou, mesmo com as mãos doendo ele permaneceu segurando firme. Ao passarem por uma árvore ele abaixou a cabeça para o galho não pegar nele. Também aguentou bem os solavancos da estrada sem se render.

Oda permaneceu espancando o porta malas tentando sair.

- Me deixem em paz!!!

O motorista acelerou mais ainda, olhando para fora. Um dos homens fez sinal para o motorista pois reconheceu Ango.
O mesmo perdeu os óculos no caminho, mas ainda assim não se soltou dali. O motorista revirou os olhos e fez uma curva rápida, tentando tombar o outro.

- Maldito!! Como ele subiu?

Ango acabou desta vez batendo a cabeça contra a lataria do furgão, mas permaneceu alí, firme mesmo sangrando. O motorista viu que ele estava ali ainda, mas acreditou que ele iria parar.  Depois de uma longa viagem com várias curvas para evitar que o caminho fosse gravado, estacionaram o carro descendo do mesmo não vendo o Ango. Acharam que ele havia desistido ou caminho no caminho.

- Ele caiu.

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