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Scott: fui dormir em casa e acordei na floresta. A uns dois quilômetros, deve ter um motivo pra isso ter acontecido.

Ele e as três garotas estavam na floresta, no meio da noite. Todos eles sentindo falta de algo importante e sendo levados a lugares que não se lembravam de estar.

Scott: já estive aqui antes, no início do segundo ano. Lembra Faith?

A garota concordou, a noite em que decidiram procurar pela metade de um corpo.

Scott: na noite anterior aos testes pro time. Eu me lembro, eu não paro de pensar nisso.

Malia: o que estavam fazendo?

Faith: procurando um cadáver.

As duas garotas se entre olharam enquanto os dois continuavam andando.

Lydia: que mórbido.

Scott: por que estávamos aqui sozinhos?

Ele olhou pra Faith, mas ela também não se lembrava.

Lydia: eu queria poder ajudar mas a gente não se conhecia.

Malia: eu ainda era um coiote, talvez quisesse comer o cadáver.

Scott: Deaton falou que meu subconsciente tá tentando me dizer alguma coisa. E eu preciso da ajuda de vocês pra descobrir o que é.

Continuaram andando.

Lydia: podia ser curiosidade de adolescente, vocês souberam do corpo e vieram atrás.

Scott: mas como? Não somos de assistir ao jornal e não temos acesso a polícia.

Malia: sua mãe trabalha no hospital, ela pode ter recebido uma ligação e você ouviu.

Ele parou, a olhando.

Scott: ela não tava em casa aquela noite.

Faith: minha mãe também não, estavam de plantão.

Acrescentou ao receber a atenção de Malia.

Scott: eu moro a dez quilômetros, como eu vim parar aqui?

Malia: de carro.

Faith: não tínhamos carro.

Malia: vieram correndo.

O alfa a olhou e Faith conteve uma risada debochada.

Faith: ele tem asma.

Voltaram a andar.

Scott: a gente tava se escondendo, mas sabiam que a gente tava aqui.

Malia: a falta de ar pode ter feito muito barulho.

Ele se virou pra ela.

Scott: como é que iam saber que era eu?

De repente ele virou a cabeça, como se estivesse de volta a aquele dia, ouvindo os chamados do Sherife. Faith também se sentia dessa maneira.

Scott: eu não entendo porque o Sherife viria atrás da gente.

Lydia: porque como quase toda morte nessa cidade, tinha relação com o sobrenatural.

Faith: ele não era sobrenatural ainda. Foi mordido naquela noite, depois que o Sherife me levou.

Scott concordou, se lembrando do exato momento.

Scott: eu ainda não era lobisomem e... Não estávamos aqui sozinhos.

Trocou um olhar com Faith, ela compartilhava da mesma sensação que ele, e tinha quase certeza que quem estava com eles era o denominado Stiles. Mas quem era Stiles?

Scott: eu sei que parece loucura... Mas eu sinto que tínhamos um melhor amigo. E ele tava com a gente naquela noite.

Malia: não é loucura. Sei que alguém me acorrentou pra continuar na forma humana.

Lydia: eu fui a escola hoje, e eu tinha certeza de que era pra encontrar alguém. Mas eu não consigo me lembrar quem. Eu procurei essa pessoa o dia inteiro, eu não sei quem é, mas eu acho que eu amava ele.

Eles se entre olharam e depois olharam pra Faith, de longe ela era a que mais se lembrava dele.

Scott: e se estivermos falando da mesma pessoa?

Ele pegou uma foto em seu bolso e iluminou com a lanterna. A foto que tiraram a alguns dias.

Scott: e eu acho que ele tava nessa foto.

Faith apontou pro lugar vazio entre Lydia e Scott.

Lydia: ele tava sentado alí.

Faith: vi vocês de longe nesse dia, tinha alguém aqui.

Scott: vamos pra clínica.

Malia o olhou confusa, era meio repentino.

Faith: eu e Lydia somos um canal, ele pode ajudar a intensificar.

Scott concordou e eles saíram dali, voltando pro carro de Malia e indo pra clínica. Deaton preparou tudo e Faith e Lydia se sentaram frente a frente, o vidro sendo iluminado a frente delas na mesa.

Malia: e ela vai escrever as respostas num passe de mágica?

Deaton: não é tão simples assim.

Lydia: nunca é.

Deaton: na escrita automática, a mão é guiada pela percepção consciente. Com sorte, silêncio, escuridão e a luz, vão proporcionar um estado de transe mais confortável e relaxante também. Faith vai estar ligada a você, ela vai usar a magia pra decodificar o que não conseguir entender e diminuir a força pra não te afetar.

A ruiva concordou e ele colocou o papel e a caneta a frente dela.

Deaton: vocês vão olhar pra luz e deixar os pensamentos fluírem.

Ele fez um sinal com a cabeça e se afastou com Scott e Malia. As duas garotas se entre olharam e Lydia pegou a caneta. Faith fechou os olhos e quando abriu estavam azuis. Ela e Lydia fixaram os olhos no vidro iluminado, Lydia começou a escrever no papel e Faith usou a magia pra ver os traços. Eles aparecendo a frente de seus olhos como mágica. Quando Lydia começou a escrever mais rápido, sua respiração ficou ofegante e logo a de Faith também. Seus olhos passavam rapidamente de um lado pro outro, tentando acompanhar e processar o que Lydia fazia. Ela segurou a mesa e o brilho azul começou a sair de suas mãos, refletindo no metal.

Scott: aí elas tão bem? Vamos para-las.

Deaton se aproximou.

Deaton: Lydia? Faith?

Ele desligou a luz e Lydia parou automaticamente, ficando em estado de transe assim como Faith. Suas mãos e olhos ainda brilhavam.

Scott: elas estão bem?

Deaton: Faith?

Malia pegou a folha, as palavras ainda se movendo e piscando em azul, sobre o efeito da magia de Faith.

Malia: como assim perversidade?

Scott: ela não escreveu isso.

Colocou a folha de volta na mesa, de longe dava pra ver melhor.

Faith: Stiles.

Sussurrou e eles a olharam, seus olhos e mãos parando de brilhar. Lydia também acordou, olhando pra Faith.

Lydia: mas o que é Stiles?






[Não revisado]









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