Fui até a loja de conveniência próxima da minha casa, comprei um refrigerante e um salgadinho, me sentei no chão de um dos corredores e fiquei comendo. O estabelecimento estava vazio, já se passavam da meia-noite, tive muita sorte de morar perto de uma loja 24 horas.
- Ai! - alguém tropeça em mim.
- Desculpa - olho para cima e reconheço ele, era Bill. Ele percebe que eu estava ali e apenas continua andando em direção a geladeira.
- Andou usando aquelas drogas denovo? Seus olhos estão vermelhos - ele me ignora e segue seu caminho, indo em direção ao caixa. Eu apenas observo ele.
Bill tinha pego apenas uma cerveja, ele parecia meio sonolento, não faço a menor ideia do que ele tinha usado. Bill consegue ter alguns amigos de índole bem duvidosa.
- Posso te ignorar também, sabia? - falo um pouco alto para que ele escutasse.
- Faça esse favor - ele sai da loja.
Depois que eu termino de comer, eu me levanto, jogo o lixo fora e saio da loja, dando de cara com Bill sentado na calçada com suas costas encostadas no vidro da loja.
- Já são mais de meia-noite, não deveria andar chapado por ai. Vá pra casa - deixo minha garrafa que ainda estava com água ao lado dele - Está parecendo um mendigo sentado assim - sigo meu caminho, deixando Bill para trás.
Quando cheguei em casa, tomei um banho e troquei os curativos dos meus pés. Eu ainda estava com fome então fui até a cozinha preparar algo para comer enquanto escutava música e bebia o resto de um champanhe.
- I can taste it on your mouth! - comecei a cantar - And I can't leave it, you're a freak like me. Can't you see? - bebi mais um gole do meu champanhe e desliguei o fogo, minha comida já estava pronta - We can work this something out, and I'm believin'! You get off on me!
(n/t: música: TiO - Zyan)
Levei meu prato com minha comida e a garrafa de champanhe para o sofá para começar a comer.
◆◆◆
Já havia terminado minha comida, levei meu prato para a pia, mas antes de começar a lavar ele alguém toca a campainha.
- 02:26, quem caralhos está ai? - resmumguei indo até a porta e olhando através do olho mágico - Mas que porra? - abro a porta assim que vejo Bill sentado no chão - Bill! O que faz aqui?
- Zoe! - ele se levanta para me abraçar.
- Ai! - eu afasto ele - Está bêbado?
- Só um pouquinho
- Vem, entra logo, não quero os vizinhos reclamando de um bêbado gritando pelos corredores - ajudo ele a entrar e ô levo até o meu quarto, deitando ele na cama.
- Falei pra mim mesmo que não viria aqui, mas a minha casa está tão longe - disse com a boca pesada enquanto eu tirava seus sapatos.
- Quando recuperar seus sentidos você vai sumir de qualquer forma, então isso não é nada demais - jogo os sapatos dele em qualquer canto do quarto - Mas tente não vir aqui denovo na próxima
- Você me odeia Zoe? - questiona quando eu começo a cobrir ele com o lençol.
- Não, quem me odeia é você
Ele me olhava feito um cachorrinho, seus olhos não estavam mais vermelhos como antes. Por um momento eu fico presa em seu olhar - como eu amo esses seus olhinhos... - falo em meu pensamento.
- Eu nunca disse isso, ou disse?
- Não precisou dizer - me afasto dele.
- Onde vai?
- Dormir na sala - saio do quarto antes que ele dissesse mais alguma coisa.
Era estranho ter ele em casa, ainda mais sabendo que amanhã ele provavelmente nem vai lembrar de hoje, simplesmente vai embora e continuar me evitando. Não faço a menor ideia de como eu vou conversar com ele denovo.
◆◆◆
Acordei na manhã seguinte com um lençol me cobrindo, não lembro de ter pego um quando vim dormir.
- Bill? - me levanto, indo até meu quarto a procura dele mas nem sinal - Por que eu ainda pergunto? - suspirei decepcionada. Saio do quarto e começo a andar em direção a cozinha quando vejo uma fumaça em minha varanda, ando um pouco mais para frente e vejo uma silhueta refletir no chão - Bill? - ando até a varanda e lá estava ele, fumando em plena 7 da manhã.
- Oi
- O que usou ontem? Ficou todo esquisito e molenga - pego o cigarro de suas mãos e dou um trago.
- Nada, só bebi demais
- Certeza? Pensei ter visto seus olhos vermelhos - ele tira o cigarro de minhas mãos e apaga ele.
- Já estou indo - diz saindo da varanda, andando em direção a porta.
- Não apareça bêbado aqui outra vez, também quero tentar esquecer de você Bill
- Até parece - ele para, para me olhar - Deveria parar de mentir assim
- Não estou, é você quem não quer acreditar
- Perdi a confiança em você a muito tempo - eu rio soprano um pouco sem acreditar no que eu estava escutando.
- Entendi - começo a ir em direção ao meu quarto - Só vá embora
[Bill pov]
Algumas horas antes
Acordei em um quarto familiar, só não tinha certeza se estava no lugar que eu pensei estar. Vai ser uma situação horrível se eu realmente estiver na casa da Zoe.
Me levanto da cama e enquanto pegava meus sapatos eu vejo uma foto em uma moldura sob a cômoda perto da cama.
Merda.
Era uma foto minha, do Tom e dela quando crianças.
Calço meus sapatos e saio do quarto. Vejo Zoe dormindo encolhida no sofá cama - Por que ela não me deixou no sofá? - pensei.
Volto para o quarto apenas para pegar o lençol que estava comigo para cobrir Zoe. Aproveitei que ela estava dormindo feito uma pedra para ir até sua varanda fumar um pouco antes de ir embora.
Não sei o que aconteceu comigo ontem, lembro de ter ido a uma festa com Georg e depois ter começado a beber... Os meninos estão tão cansados quanto eu dessa história toda, nem as minhas festas preferidas conseguem me fazer esquecer do que eu falei para Zoe.
Não deveria ter falado aquilo, eu estava atordoado demais, falei em meio a emoção.
Não sei o que será de nós daqui para frente, também não quero acabar com a nossa amizade mas sinto que quanto mais eu fico ao lado dela, mais aquele sentimento ressurge em meu coração e mais eu lembro do dia em que ela me deixou.
- Bill? - Zoe me chama, assim me tirando dos meus pensamentos.
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▶Try again (Bill Kaulitz)
Fanfiction𝐎𝐍𝐃𝐄: Bill saí a procura de cigarros em uma loja de conveniência após sair de uma festa no meio da noite e acaba encontrando sua ex-namorada. 𝐎𝐔 𝐎𝐍𝐃𝐄: Zoe acabava de chegar de viagem e esbarra sem querer com Bill, o cara cujo o qual ela es...
