Alimentação

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Recem-nascido:
Comer é a atividade mais importante da vida de seu recém-nascido, e dormir vem num segundo lugar bem próximo. A maioria dos recém-nascidos vai querer se alimentar a cada duas ou três horas.Os padrões de sono são igualmente intermitentes. Grande parte dos recém-nascidos dorme por 16, 17 horas em um período de 24 horas, mas isso costuma se dividir em blocos de cerca de oito horas. Até o final do mês, seu bebê poderá chegar a algum tipo de regularidade na alimentação ou no sono, embora exista a chance de levar meses até que você consiga notar esse tipo de padrão.

2 mês:
A alimentação do bebê com 2 meses deve ser exclusivamente leite materno. É aconselhável manter a amamentação no seio até os 6 meses, pois o leite materno funciona como uma vacina, protegendo o bebê de diversas infecções. Não é necessário dar água para o bebê. Caso a mãe tenha dificuldade para amamentar, suplementar com leite em pó próprio para a idade de acordo com indicação médica, devendo oferecer água ao longo do dia, principalmente no verão, a fim de evitar desidratação.

6 aos 9 meses:
O período entre os 6 e os 9 meses é cheio de mudanças na alimentação do bebê. A grande novidade desta fase é que só o leite sozinho, seja o materno ou a fórmula em pó, passa a não dar mais conta de todas as necessidades nutricionais que o bebê tem para continuar crescendo forte e saudável. Chegou a hora de comer comida também! A partir dos 6 meses, o sistema digestivo já está mais maduro, e o organismo é mais forte para enfrentar eventuais infecções ou alergias causadas por novos alimentos. Aos poucos, o bebê vai começar a comer frutas amassadas e raspadas e gradativamente passará para as papinhas salgadas, primeiro no almoço e depois no jantar. Tudo sem pressa, com muita paciência, mas também com persistência. O leite materno, no entanto, continua a ser um alimento importante e reconfortante para o bebê, e, segundo o governo brasileiro e a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é que seja oferecido até os 2 anos de idade ou mais.
Você vai provavelmente notar que a criança passa a demonstrar interesse no que os outros estão comendo. É assim mesmo: ela aprende acima de tudo por imitação. Aproveite esse interesse todo para introduzir novos sabores ao bebê. Capriche nas frutas, verduras e legumes, e fique longe dos doces, para não "viciar" logo de cara o paladar da criança. Guarde o chocolate e as sobremesas lácteas com corantes, tipo danoninho, para quando o bebê já tiver 1 ano ou mais. Vale lembrar que bebês de menos de 1 ano não devem comer mel, devido ao risco de botulismo, uma doença muito grave. Portanto nada de adoçar as frutinhas com mel. Seu filho é uma tela em branco em termos de paladar. Tem muita coisa que você pode fazer para que ele cresça com uma alimentação saudável e para que não seja enjoado para comer no futuro.Claro que existem fatores da natureza da própria criança que influenciam nisso tudo também, mas vale a pena o esforço. Maneire no sal e vá com calma nostemperos na hora de preparar a papinha. Não tem problema dar papinha comprada pronta de vez em quando. Aproveite, porém, a oportunidade para se aventurar na cozinha, já que é uma boa chance de melhorar a alimentação da família inteira.Troque ideias e receitas no fórumAlimentação e família.

Consistência: pedacinhos, mesmo sem dentes

A partir dos 6 meses, o bebê começa a movimentar a mandíbula de um lado para o outro, imitando a mastigação. Mesmo que seu filho ainda não tenha dentes para mastigar, os especialistas consideram importante que ele se acostume a engolir pedacinhos de comida. Procure oferecer alimentos amassados, e não batidos no liquidificador. Amassando a comida, você deixa que seu filho perceba as diferentes texturas dos alimentos e as sensações que eles provocam na boca. E ele sente melhor os sabores também. Ainda por causa do nascimento dos dentinhos, para aliviar o incômodo nas gengivas, você pode dar alimentos mais duros para o bebê "roer", como um bico de pão italiano, ou um palito de cenoura, sempre tomando cuidado para a criança não engasgar.

Comer sozinho: aventura e sujeira!

Nesta fase, o bebê começa a desenvolver a capacidade para comer com as próprias mãos. Você já deve ter notado ou já já vai ver ele tentando pegar objetos com o polegar e o dedo indicador, no chamado movimento de pinça. Além disso, tudo o que ele conseguir vai parar na boca, outro sinal de que está pronto para expandir seu cardápio. Aproveite o interesse e ofereça, além de sopinhas e papinhas, comida em pedaços, para ele pegar com a mão. Alguns exemplos: banana cortadinha, cenoura cozida, batata, bolacha maisena, pedacinhos de queijo. Por volta dos 7 ou 8 meses, a maioria das crianças tenta pegar alguma coisa do prato dos outros. Muitos bebês tentam pegar a própria colher, o que pode tornar a hora de alimentá-los um pouco mais difícil. O melhor a fazer é dar à criança uma outra colher, para que segure enquanto você o alimenta. Experimente! Sim, um pouco de sujeira é inevitável, mas você estará incentivando a criança a ser independente. Se não fizer isso agora, é muito possível que tenha que ficar "dando na boquinha" por muito tempo depois. Procure também estabelecer um lugar certo para a criança comer. Quando ela já estiver se sentando bem, pode começar a usar um cadeirão. Acostume-a a comer sem distrações. É muito fácil "viciar" a criança a só comer assistindo TV, brincando ou até passeando pela casa. Cuidado para não cometer esse erro, porque depois é difícil consertar.

Precisa continuar dando leite?

Sim, você deve continuar dando leite para o bebê. Se você estiver amamentando, pode continuar, com no mínimo duas mamadas por dia. Se você der mamadeira, saiba que o bebê desta idade precisa de no mínimo 720 ml de leite por dia, e com 1 ano ainda tem de tomar 600 ml de leite por dia. Espere até 1 ano para começar a dar leite comum para o bebê. A continuidade daamamentação é a melhor alternativa. No caso de a criança tomar fórmula, ela ainda deve tomar fórmulas especiais para crianças de menos de 1 ano. Embora a amamentação seja recomendada até 2 anos ou mais, nesta fase muitas mães e bebês se decidem pelo desmame. É uma decisão pessoal -- só não vale parar de dar o peito contra a vontade, por causa da pressão dos outros.

Manual da Boa mãe IIHistórias para pegar e não largar. Descubra agora