Não sei muito o que espero da vida, bem, na verdade hoje eu não espero nada. Estou acostumada com o vazio que as palavras encontram, com a má interpretação das minhas falas e o cansaço de todos para perceber que passei do estágio de desespero para apatia. Realmente não quero sentir nada e tudo que eu sinto tem todas as chances de me destruir totalmente. Não existe nenhuma mágoa que me surpreenda e eu aprendi a me suprir de migalhas que o vento trás enquanto as reações que tenho me levam para bem mais longe de tudo. Não quero me esforçar em ser nem metade do que um dia fui, antes de tudo isso. Não quero lutar por algo que prefiro desfrutar sozinha a mendigar a companhia dos demais. Tudo que eu tenho é pessoas desinteressadas lutando por objetivos vazios e destruindo laços e perdendo momentos que deveriam ser eternos. E eu cansei de me culpar ou levar culpa por tudo, mesmo quando não estou errada em nada ou quando erro propositalmente para ver se alguém percebe que estou ali. Que tenho sentimentos, medos, fracassos, não consigo me levantar, também preciso de ajuda. Ao mesmo tempo a dor me faz dar passos curtos e imprecisos para uma batalha que sei que devo lutar, mas sinceramente... não espero mais nem pelo resultado de tudo isso.
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Porque escrevo
RandomEu nunca imaginei que seria escritor. Não me preparei para isso. Conheço pouco da tradição literária. A literatura me chegou sem que eu esperasse, sem que eu preparasse o seu caminho. Chegou-me através de experiências de solidão e sofrimento. A soli...
