passarinho

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Philza acorda em uma espécie de porão, empoeirado e fedendo a mofo.
O local era mal iluminado com apenas uma lâmpada de luz fraca e coloração amarelada.

Estava tudo muito confuso "..oque aconteceu?..." Philza se perguntava, mas sem lembranças ou respostas, apenas uma terrível dor de cabeça que fazia seu corpo se arrepiar todo.
Perto de si tinha um fogão improvisado feito de pedras e barro, dentro dele não havia nada mas o fogo estava aceso queimado sem fazer barulho.

No canto do cômodo se encontra uma mesa de madeira caindo aos pedaços com 2 cadeiras mal conservadas. Em cima da mesa havia algumas garrafas de vidro de diferentes marcas e tamanhos que mais tarde descobriu que eram de bebidas alcoólicas...

Não cômodo também havia em uma das paredes uma câmera e um painel ao lado da porta aparentemente trancada por fora.

Alguns minutos se passaram, e Philza ficava cada vez mais agoniado com o silêncio na sala. Ele começou a procurar por alguma maneira de sair, mas não tinha nenhuma abertura a não ser a da tubulação...

Ele se senta no meio da sala e espera por mais uns poucos minutos.
- Eu tenho que me lembrar... Não é como se eu tivesse vindo parar aqui do nada!-

Os segundos viraram minutos, e os minutos viraram horas, mas nada acontecia, até que...

Passos rápidos e animados se fizeram presentes do outro lado da porta. Phill imediatamente se levanta do chão e vai até a porta de ferro com uma pequena abertura na parte de cima.

- Olá!? Tem alguém aí??- ele chamou e chamou mas assim que o ser do outro lado ouviu, parou imediatamente de fazer barulho, deixando apenas o espaço da dúvida e aflição.

Derrepente.. o som de teclas do lado de fora vem do lado de fora, parecia que do lado de fora também tinha uma réplica do painel do lado de dentro. A maçaneta se torce....

Philza foi imediatamente cegado pela luz estridente do lado de fora e imediatamente colocou a mão sobre os olhos com um grunido de dor.

-... Ahh... Olha só.. então não era um sonho, eu realmente te peguei, não é Phill...? pensei se fosse inteligente o suficiente para ter fugido até agora. Pfft- a voz rouca ao mesmo tempo aveludada que tanto conhecia acalmou sua mente perturbada...

- FOREVER! V- VOCÊ! Espera.. onde estamos...? Oque aconteceu..- ele cuspiu as primeiras palavras que que tinha na cabeça aparentemente alegre e aliviado de seu companheiro forever estar agora na sala com ele.

- é simples passarinho, você está numa das minhas bases secretas! E advinha só, o urso branco me disse que se eu levar uma amostra das suas asas até a federação ele vai me ajudar a te manter aqui! Não é perfeito...!?- forever falava com um tom animado, de certa forma indiferente enquanto mantinha as mãos atrás das costas e um sorriso no rosto.

Imediatamente philza perdeu todas as palavras e sua mente ficara em branco por um breve momento e as frases de forever atravessavam seu corpo como flechas afiadas...

Philza estava lutando por sua vida, a cada segundo que passava poderia morrer ali mesmo, naquela sala suja e escura. A única coisa que poderia salvar sua vida seria sua propria decisão. Perto de seu corpo caído e ensanguentado havia uma faca, um pouco enferrujada e sem corte, ele a pegou quase sem forças e levou até a chama da fornalha, esperou até o metal ficar brilhando em um vermelho alaranjado.

Estava quase perdendo a consciência quando pegou a lâmina quente e selou a ferida que estava no lugar de suas asas, ele gritava de dor e desespero, apertava tão fortemente os dentes que foi capaz de sentir o gosto de sangue em sua boca. Philza perdeu o controle de sua vida, a única coisa que lhe restava era a perda de sanidade, pouco a pouco ele se esvaia e virava outra pessoa, uma pessoa totalmente diferente de quando foi capturado, agora parecia que a dor era uma das únicas sensações que ele realmente sentia, dor psicólogica de perder tudo, seu filho, seu amado, seus sonhos...

Estava eternamente preso com Forever, assim como um pássaro preso em uma gaiola...

Ainda com a faca em mãos e um sorriso grande e cheio de lágrimas no rosto, Philza estava atordoado pela grande perda de sangue e pela grande quantidade de dor por ter suas asas arrancadas, com seus últimos segundos de consciência ele acaricia o local da ferida com a ponta das garras desmaiando logo em seguida.

[...]

Philza acorda em um quarto branco com vários curativos em volta de seu torso, ele sente uma dor imensa ao tentar se mover, não está sentindo suas asas, mas isso o incomoda, por mais que não as sentisse, elas estavam lá.
Ao olhar um pouco o ambiente, ele percebe que estava usando uma roupa branca bem suja de sangue e os lençóis da cama também estavam cobertos por sangue seco, tinham agulhas de várias formas em cima de uma cômoda juntas a um tipo de fio transparente.
De frente para a cama uma figura lhe chamava atenção, uma pessoa sentada em uma cadeira branca um pouco desgastada, na mão tinha uma garrafa de vodka e suas roupas também estavam sujas de sangue, quando a figura percebeu Philza acordar, logo se levantou e sentou na cama ao lado do híbrido..

- como está, Meu Amor?~ - Era Forever um pouco bêbado, seu tom de voz era alto e desafinado, de certa forma as duas últimas palavras fizeram Philza ficar um pouco de desconfortável e desconfiante.

- Shhh... não precisa responder, dói muito né!?- Forever não parecia realmente preocupado com oque aconteceu, afinal foi culpa do mesmo por Philza estar assim.

- eu fiquei com dó de você... resolvi costura-las devolta, mas, eu não sei costurar!!..- O Brasileiro solta uma alta gargalhada enquanto sorria de orelha a orelha. Demorou um tempo até Philza processar oque Forever disse..
Quando entendeu, ele começou a sentir a dor das agulhas, alfinetes e grampos perfurando das costas até as costelas, soltou um grito de desespero e logo começou a chorar, sua voz rouca se misturava com soluços e ruídos animalescos, ele chorava como uma criança enquanto tentava se debater mesmo debilitado e amarrado na cama com seus tornozelos amarrados aos apoios da cama...

- Qual o problema??? Eu te dei suas asas devolta e é assim que você me agradece!? - Forever franziu o cenho enquanto olhava para o rosto de Philza.

- ... eu vou pegar mais uma garrafa, quando eu voltar quero ver você sorrindo e me agradecendo.. entendeu? - O brasileiro se inclina sobre o corpo do mais velho, deposita um beijo em sua bochecha e sai do quarto, trancando a a porta.

Philza se recupera do choro quase que instantaneamente. Ele encarava o teto branco sem nenhuma expressão facial, parecia em transe. Ao longe ele escutava os passos de Forever se afastando cada vez mais, até chegar ao ponto de não escuta-los mais.

Por mais que suas asas estivessem coladas ao seu corpo de uma forma não muito inteligente, o brasileiro fez um bom trabalho em costurar as feridas...

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Puta que pariu, eu nem deveria estar escrevendo isso, mas, baixei o wattpad denovo esses dias e fui ver oque tava escrevendo. Achei essa atrocidade, e outra, o forever aqui É PERSONAGEM FICTÍCIO PELO AMOR DE DEUS 😓

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⏰ Última atualização: Oct 14, 2024 ⏰

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!!!Para Meu Amado, Philza ♡!!! Onde histórias criam vida. Descubra agora