Sicília, Itália
{...}
— Não vou implorar pra você ficar. — Sua voz era gelada, enfática e seu olhar escuro perturbador.
— Posso ir? — Quando não ouviu respostas, o loiro apelou: — Não é como se eu fosse pra polícia e contasse que Don Russo me confundiu com um tal de Giuseppe e me sequestrou. — O outro seguiu parado em frente a porta, em silêncio. — Nem eu mesmo acreditaria nisso. — Ele resmungou para si mesmo, farto de tudo.
— Ninguém está te impedindo de ir. — Disparou, abrindo a porta para que o menor fosse o primeiro a sair.
Ouvir isso foi o suficiente para fazer o loiro sair porta a porta com toda a pressa que conseguiu.
Ele estava furioso com aquela conversa estúpido, com aquele mafioso estúpido. Jimin teria dado um soco em seu ex-futuro-chefe, se não soubessem que acabaria a sete palmos do chão. Apenas uma tapa daquela mão grande seria capaz de derrubá-lo para sempre.
No entanto, ao entrar na sala de estar, Jimin sentiu seu coração retumbar no peito ao ver Daya.
A garota estava nos braços da babá atual, entretanto, bastou vê-lo e ela começou a bracejar, esticando os braços em sua direção, como se quisesse ir até ele a qualquer custo.
— Min-min! — Daya se esticou toda, indicando que queria os braços do novo amigo.
— Hey, princesa. — Jimin a segurou, sentindo-se péssimo quando a garota deitou a cabeça em seu ombro, mostrando confiança. — O Min-min está indo pra casa agora, mas eu gostei muito de conhecer você. — Acariciou os cabelos da menor com zelo.
— Ca...sa? — A garotinha ergueu a vista para encará-lo.
— Sim, meu anjo. — Beijou ambos os lados de suas bochechas. — Eu amei te ver, você é a garotinha mais linda e adorável que eu conheço.
— Não... Bincar'? — Perguntou, confusa.
Ao se virar, Jimin perdeu a força das pernas. Don Russo o encarava com raiva. Mas a culpa era dele. Ele não voltaria atrás.
— Outro dia, princesa. — A entregou para a babá, praticamente correndo para a porta do cômodo.
Partiu seu coração deixar Daya, entretanto, Jimin já foi crucificado demais por ser gay, ele não seria oprimido outra vez em seu próprio trabalho.
Jimin teve os olhos vendados quando saiu da mansão.
Seu estômago doía, sempre que ele estava imerso em situações de estresse. Sua mente estava tão enervada que ele não assimilou o percurso da mansão até um parque que ficava em frente à sua casa.
Os homens de Don Russo não o trataram com truculência, Jimin sequer ouviu as vozes, ou seus rostos.
Ao sentir a brisa quente tocar seu rosto, Jimin soube que estava livre, agora com as mãos livres, ele tirou a venda sem qualquer esforço. Quando sua mente voltou ao normal, ele caminhou para casa, ainda que seu corpo estivesse esgotado.
Jimin tinha bolhas nos pés, seus olhos ardiam e o sol estava queimando seu rosto. Sem fôlego, ele pegou sua chave debaixo do tapete. Entrar outra vez em sua casa foi reconfortante. Jimin se segurou fortemente para não desabar e chorar como um bebê. O som de panelas batendo o levou para a cozinha da casa, onde sua mãe, Park Hejeen, estava picando legumes em uma tábua de madeira.
— Você cancelou sua viagem, amore mio? — Deixando tudo de lado, a mãe de Jimin correu para abraçá-lo.
— Sim, mama! — Apertou os braços ao redor da cintura de sua mãe, beijando seu rosto alternadamente. — Estou faminto. — Começou a abrir as panelas, beliscando um pedaço de frango.
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DON
FanficJeon Jungkook é herdeiro da máfia siciliana; narcisista e obstinado, nunca se permitiu ser abalado por sentimentos estúpidos, como o amor, sentimento que só serviu para destruir sua família em diferentes níveis. Park Jimin é um romancista frustrado...
