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☆Danilo☆ 📖❤️.

A história me salvou!
Pode parecer exagero... mas eu falo com toda certeza do mundo que a história é minha maior paixão.
Antes eu tinha na verdade uma paixão que eu achei que duraria para sempre, mas aparentemente não era.

Perder a Beatriz foi a coisa mais dolorosa que já senti.
Meu mundo desmoronou e tudo pra mim já não tinha mais cor.
Ela era a pessoa mais meiga e amorosa que já conheci na minha vida.

Toda vez que lembro dela eu penso "e se...".
É um pensamento doloroso que me invade. E um sentimento de raiva por esse sistema Brasileiro.

Beatriz foi mais uma das vítimas de uma bala perdida no meio da favela pela polícia. 
Acontece muito... ainda mais se você tiver um tom de pele um pouco mais escuro. Parece que as balas perdidas desses canas te perseguem.

E sinceramente... sabemos que não foi perdida né.

Ela era uma preta de dar inveja, cabelo crespo, sorriso perfeito e um corpo lindo com suas curvas exuberantes.
Eu era rendido por ela.

Mas isso já aconteceu a 5 anos... então eu estou seguindo a minha vida normalmente e nesse momento estou indo dar uma aula em uma escola no interior de São Paulo.

Cheguei na escola bem no momento exato. Entrei na aula e comecei ensinar o que eu sei de melhor. HISTÓRIA!
Vocês já conseguiram enxergar o quão fascinante é a história?

- Bom dia! - eu disse.
- Bom dia professor - disse a sala.

Não estou sendo convincente... mas eles me amam. Eu sou o professor bonzinho para eles. Sem falar que sempre trago dinâmicas interessantes. 
O que eu mais tenho raiva é de professores de história que a única coisa que faz é dar um livro didático e fazer a turma ler sem fazer elas entenderem sobre o assunto.
ESSES professores que tornam a história chata.

- Professor qual vai ser o conteúdo de hoje? - disse a aluna.
- Era vargas? - disse o aluno.
- Hoje o conteúdo será Revolução Francesa. - eu digo alto para todos ouvirem. - A revolução francesa foi um grande marco na história e na nossa situação atual, quero que vocês compreendam cada assunto, cada discussão, e também quero a opinião de cada um de vocês no final da aula.

50 minutos depois.

- Tchau gente, até terça! - Digo saindo da sala.

E lá estava ele... Vitor Nogueira, o professor de matemática mais sem sal da escola. Não digo pela beleza... eu digo pela personalidade. Não tem um dia que esse homem não aparece com a cara de quem matou 3 dez minutos antes de dar aula.

E eu sempre tenho a sorte de sair de qualquer turma e ver ele entrar para dar aula logo depois de mim.
E pela minha intuição, eu tenho certeza que esse cara me odeia.
Não faço mínima ideia do porquê. Já que nossa interação nunca passou do "bom dia".

Ele é um cara bonito, não nego. Ok ele é muito bonito. 
Mas mesmo eu sendo bissexual, eu não consigo sentir atração por ele.
Pra mim é só um esquisito chato que vive com cara fechada e que se sente superior.

Pra mim o Vitor é tão insignificante que eu imagino que ele ou só lê livros de matemática, ou livros de coaching.
Eu super imagino ele lendo um livro do "Primo Rico" e super levando a sério. - começo a rir no corredor imaginando isso. - seria hilário. 

Ok, talvez eu tenho pegado pesado na parte do primo rico.

Deixo meu ódio por ele e vou para outra sala dar aula.

Mais do que números, seremos história.  Onde histórias criam vida. Descubra agora