Capítulo 3: Cruzando Fronteiras: Amizade e Descobertas em Alto-Mar

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Draco e Erik entraram numa sala de aparência grandiosa. Teto arqueado, paredes revestidas com painéis de madeira entalhada e iluminação indireta proporcionada por lamparinas mágicas fixadas ao longo das paredes. A sala servia como um hub, com diversos corredores se estendendo para todas as direções como tentáculos de algum monstro marinho gigante. Cada corredor estava alinhado com portas, cada uma provavelmente levando a um camarote.

No meio da sala, uma grande janela circular chamava a atenção, como o olho gigante de um Kraken. Draco e Erik, junto com outros alunos que também haviam adentrado a sala, foram imediatamente atraídos por ela.

E foi então que o navio começou a submergir.

Draco sentiu o estômago dar um salto quando o movimento do navio se tornou palpável. Ele se voltou para a janela gigantesca e ficou sem fôlego. O céu escuro foi substituído por uma parede líquida e iridescente. A água começou a cobrir a janela, primeiro preenchendo o espaço com tons de azul escuro e verde antes de se transformar em um vácuo escuro e abissal.

O mais surpreendente foi que, apesar da submersão, nenhuma gota de água infiltrou-se no navio. Nem pelo convés, nem pelas frestas das portas dos camarotes e certamente não pela enorme janela, que agora servia como um portal para o mundo aquático. O encantamento sobre o navio era tão forte que eles estavam completamente isolados do mundo exterior, tão seguros quanto se estivessem em terra firme.

"Melhor procurarmos um camarote vago logo," disse Erik, com uma nota de urgência na voz. "Provavelmente somos a última parada deste navio e duvido que haja muitas opções sobrando."

"Como você sabe de tudo isso?" questionou Draco, seu olhar afiado pousando sobre Erik. O garoto apenas sorriu enigmaticamente, sem dar qualquer resposta.

Eles andaram pelos corredores sinuosos do navio, a madeira do chão rangendo sob seus pés a cada passo. Em sua busca, abriram inúmeras portas apenas para encontrar camarotes já ocupados por rostos nada convidativos. A busca parecia cada vez mais uma missão impossível.

Mas quando Draco já estava começando a perder a esperança, chegaram à extremidade de um corredor. Lamparinas de aspecto antigo iluminavam o espaço, e o interior de um camarote vago era iluminado por uma luz bruxuleante e meio esverdeada.

"Finalmente," murmurou Draco, praticamente colapsando no chão assim que adentraram o espaço.

O camarote era mais amplo do que parecia de fora, e elegante de uma forma antiga. Havia quatro camas de madeira escura, ricamente entalhadas, cada uma com gavetas e armários embutidos. No meio do quarto, uma mesa redonda estava situada, iluminada por uma outra lamparina mágica que emitia uma aura suave e acolhedora.

O detalhe que mais capturou a atenção de Draco foi uma janela circular que dava vista para o mar agora submerso. Ele podia ver a imensidão azul-escuro, e imagens fugazes de criaturas marinhas passando rapidamente pela janela.

"Parece que somos os últimos a bordo. Melhor escolhermos nossas camas antes que algum atrasado decida se juntar a nós," Erik falou, interrompendo o momento de fascínio de Draco.

Ainda intrigado com o conhecimento aparentemente vasto de Erik, mas grato por ter encontrado um espaço, Draco escolheu a cama mais próxima da janela mágica.

"Se eu fosse você, escolheria logo a cama ao lado da minha," Draco disse com um sorriso convencido, "É sempre bom estar perto de um Malfoy."

Erik riu, um som que levava uma mistura de incredulidade e diversão. "Os Malfoys, você diz? Não se ofenda, mas nomes como o seu não significam muito por aqui."

Draco Malfoy e o Anel de GigesoOnde histórias criam vida. Descubra agora