Capítulo 27 - Epílogo - Parte 1

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- Sim, mäe. - Ryujin rolou os olhos, olhando para a garota no banco do passageiro. - Acabamos de sair do aeroporto. Estaremos aí em breve.

- Você vai ver mãe, eu te disse. - Ryujin mordeu o lábio e olhou para Yeji. A morena no banco do passageiro sorriu suavemente. - Tudo bem mãe, eu tenho que dirigir. Te vejo em breve.

Ryujin riu suavemente assim que desligou, colocando seu telefone no segurador de copos e entrelaçando seus dedos com os de Yeji, com sua mão livre.

- Você parece nervosa. - Yeji inclinou sua cabeça para o lado levemente, deixando seu cachos soltos caírem sobre seus ombro. - Você está nervosa?

Ryujin deu de ombros e levou sua atenção novamente à rua, seguindo a rota familiar para sua casa de infância.

- Um pouco, sim. Eu não tenho nenhuma razão para estar, na verdade.

- Vai ser divertido, certo? - Yeji brincou com o pulso de Ryujin distraidamente.

- Claro que sim! - Ryujin sorriu. - Você vai poder conhecer minha família louca. - Yeji riu e travou círculos na mão de Ryujin.

Semanas haviam passado desde que Yeji havia sido absolvida. As estações haviam mudado, deixando uma leve camada de neve pelo chão de Seul. Em Daegu, entretanto, a temperatura estava praticamente perfeita. Era confortável do lado de fora, não importava o que você estava vestindo.

Depois que ela foi solta, Yeji começou a fazer uma rotina de consultas de terapia. Primeiramente, a menina mais nova estava hesitante. Mas com incentivos de Ryujin e tempo, as consultas duas vezes por semana começaram a mostrar progresso.

Ela nunca voltaria a 100% normal. Mas como seu médico havia dito, sempre havia espaço para uma melhora.

Uma das maiores preocupações de Ryujin era seu relacionamento com Yeji. Ela havia conversado com a terapeuta de Yeji logo que chegou, atirando uma pergunta atrás da outra na mulher de meia idade.

O que ela tinha conseguido era uma lista interminável de termos médicos, que basicamente explicavam para Ryujin que sim, Yeji era capaz de amar. E que uma relação estava bem, desde que as coisas fossem devagar e que Yeji estivesse ciente de onde as coisas estavam indo.

Yeji estava ciente. Definitivamente ciente. Quando Ryujin havia discutido com Yeji sobre o futuro, ela encontrou uma Yeji tagarela, que não parava de falar sobre como chamariam sua criança e de que cor pintariam sua casa. (Amarelo, obviamente.)

Pensar em passar o resto da vida com Yeji trazia
borboletas ao estômago de Ryujin sempre. Mas ela podia esperar. Quanto mais pessoas ela conhecia diariamente, mais ela via o quanto precisava de Yeji.

E agora, aqui estavam elas. Semanas depois, de mãos dadas no seu carro indo para a antiga casa de Ryujin. A mãe de Ryujin havia convidado ela e sua 'namorada misteriosa' para passar o natal.

Então sim, Ryujin estava nervosa. Extremamente nervosa. Ela não fazia ideia de como seus pais reagiriam quando descobrissem quem a garota misteriosa era na realidade. Porque até onde eles sabiam, Ryujin ainda odiava Yeji com cada célula em seu corpo.

- Aqui estamos. - Ryujin sorriu nervosamente. Ela apertou a mão de Yeji e fez menção para a casa na esquina. Um grupo de crianças pequenas estavam reunidas na frente da casa, chutando uma bola inflável de praia.

- Eu gostei. - Yeji deu um grande sorriso, se ajeitando no banco para ter uma visão melhor da casa. Ryujin estacionou o carro e respirou fundo, se virando para Yeji.

- Está pronta? - Ela perguntou, mordendo o lábio. Yeji assentiu.

- Você está? - Ela rebateu, se prendendo no fato de que Ryujin estava mais nervosa do que havia admitido estar.

- 𝐘𝐄𝐋𝐋𝐎𝐖 : RYEJIOnde histórias criam vida. Descubra agora