Thalassa Holt viveu nas Ilhas Elysian por 26 anos sem saber que seu nascimento - e sua permanência - na mesma eram parte de um plano muito maior e mais antigo que muitas civilizações. No entanto, Thalassa não podia ser contida e quando sua mãe desap...
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Luke não conseguia se lembrar a última vez que esteve dentro de um avião antes de ir para Orlando. O voo estava previsto para durar cerca de três horas e o relógio em seu pulso marcava que, em alguns minutos, o avião ia pousar.
E apesar de saber que nada aconteceria com ele enquanto, talvez, ele não conseguisse cumprir a missão, Luke foi o caminho inteiro de Nova York à Orlando com o coração acelerado a cada balanço da aeronave.
Ele tinha levado apenas o básico e o essencial: Uma muda de roupas, dinheiro e dragmas de ouro, duas adagas e algumas comidas como biscoitos e barrinhas de cereal. Quíron também tinha sido bastante generoso quando deu a ele um pouco de Ambrosia e Néctar para alguma emergência.
E claro, Luke esperava que o fato do Senhor D ter comprado passagens especificamente para Orlando, talvez fosse um indicativo de onde, exatamente, esse tesouro estava.
Luke também tinha comprado um desses Mapas vendidos em aeroportos com rotas e roteiros para chegar mais rápido em lugares estratégicos e decidiu que, já que estava indo para Orlando, iria vasculhar cada grão de areia, de cada praia existente.
Olhando novamente o mapa, Luke percebeu que a praia mais próxima do Aeroporto Internacional de Orlando era Cocoa Beach, uma praia de ondas calmas, boa para ser frequentada em família, segundo o Mapa.
Tentando não pensar muito sobre, o rapaz largou o mapa dentro da mochila e ajeitou o corpo na poltrona macia, fechando os olhos por alguns instantes, se sentindo mais cansado e mais velho do que realmente era.
-Senhores Passageiros… - A voz do Piloto do Avião interrompeu o silêncio do local e Luke abriu os olhos, assustado. - Informamos que dentro de cinco minutos, estaremos pousando no Aeroporto Internacional de Orlando. Pedimos que todos apertem os cintos, fiquem em seus lugares, desliguem os celulares e confiram sua bagagem de mão.
O homem continuou dando instruções para os passageiros pelos próximos dois minutos, mas Luke quase não conseguia ouvir, tamanha ansiedade para que o avião pousasse logo. Afinal, talvez, tivesse acabado de descobrir que odiava voar. Ou pelo menos, estava com medo de que Zeus explodisse o avião com ele dentro.
No entanto, não tinha sido o caso: Cinco minutos depois, Luke estava erguendo o corpo da Poltrona, em terra firme, enquanto jogava a mochila por sobre o ombro. Seguindo as pessoas para fora do avião, Luke realizou o desembarque e parou em frente ao aeroporto, sentindo o calor de Orlando soprar uma brisa morna em seu rosto, meio perdido, sem saber o que fazer.
Pegando o mapa, ele circulou a rota que fez, apesar das letras embaralharem suas vistas. Primeiro Cocoa Beach e, para isso, precisava de um carro.
Olhando ao redor, há uns cem metros dali, Luke achou uma frota de táxi e se pôs a caminhar para lá. Havia uma fila formada por uma dúzia de pessoas e famílias esperando e o rapaz ficou, pacientemente, na fila, aguardando sua própria vez. Demorou, mas enfim, chegou e Luke se enfiou dentro do carro, encarando o motorista pelo retrovisor.