capítulo 7 -

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Pedri González

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Pedri González

— Um jantar? — pergunto cínico.

Olívia estava me dizendo que teve a brilhante ideia de fazer um jantar. Ao que tudo indica, Antonelli havia aceitado o acordo, e assinado o contrato. Eu infelizmente cedi ao cavalheirismo que me foi ensinado, e fui educado o suficiente para ela entrar nessa bagunça.

Deveria ter cuspido na comida que meu irmão fez. Mas não valia o esforço. Rana era uma rainha no corpo de uma mulher, e merecia algo definitivo, que eu não conseguiria proporcionar.

O que me tira desses pensamentos intrusivos é o fato de que ela aceitou porque quis, não tive que forçá-la a nada.

— Sim, hoje a noite. Sugiro que convide dois ou três amigos. Antonelli vai fazer o mesmo. — A minha assessora informa teclando no seu Ipad. — O que você está olhando?

— Estou pensando quando que minha vida se tornou fantoche na mão da mídia. — bufo me levantando do sofá.

— Quando você ficou no top dez mais comentados no Twitter. — revida sem me olhar.

Desgraça. Desgraça de vida. Não tinha outra pessoa para imitar na porra da foto não? Tudo bem, não queria ninguém no meu lugar passando tudo isso, mas só nesse minuto eu queria.

Ligo para Ferran e Gavi, que já sabiam do plano todo de namoro falso, os convidando. Não abri mão de contar aos meus amigos sobre isso, pelo menos teria algum tipo de apoio, mesmo que isso causaria certa discussão entre mim e Olívia.

— Você vem comigo também. — aponto o dedo na cara do meu irmão que estava deitado na sua cama. Ele faz careta. — Nem adianta fazer essa cara cabeção, estou pouco me fodendo pra sua opinião. Você ajudou a me meter nessa, e agora vai.

— Inferno! — reclama e segue para seu banheiro.

Faço o mesmo indo para o meu quarto, indo diretamente para o banho. Torcia pra que esse jantar fosse no mínimo confortável.

Enquanto vestia a camisa, repassava o plano na minha mente. Olívia tinha sugerido esse jantar com certas intenções: eu e Rana iríamos demorar um pouco para assumir o namoro, até porque do jeito que está a internet, eles não aceitariam facilmente um namoro repentino. O que era extremamente confuso.

O jantar seria ideal para os holofotes. Definitivamente teriam paparazzis no restaurante, por mais privado que seja o estabelecimento que eu escolhi, e isso entraria na cabeça da mídia. Quatro caras, quatro garotas. Um deles fodido da mídia; isso era manchete para site de fofoca no outro dia.

Quando entro no carro recebo a ligação de Ferran, atendo instantaneamente enquanto Fer entra no meu lado.

— Fala — digo ao atender.

— Eu vou no meu carro e pego Gavi, ou você faz isso? — meu amigo fala do outro lado e escuto o motor de seu carro rugir.

— Eu moro mais perto da praga, levo ele. Mas na volta resolvemos isso. — me despeço. Olho Fernando que estava no motorista. — Pegar o Gavi.

Ele só acena dando partida. Conversamos sobre tudo, pois não queria falar desse namoro até chegar à mesa de jantar. Infelizmente, meu irmão não tinha os mesmos planos.

— Você vai contar para os nossos pais? — me olha curioso ao parar no sinal vermelho, e sabia que estava falando do fatídico assunto.

— De jeito nenhum. Mamãe arrastaria meu nariz pelo chão da sala, e papai não ficaria nada feliz com isso. — respondo e vejo Fer franzir os lábios. — Além do mais, não planejo levar namorada nenhuma para casa deles. Só vou levar, se for algo real.

O trajeto continuou leve, Fernando não deixava o clima ruim fácil, principalmente quando Pablo entrou no carro, e eles se cumprimentaram.

— Você acha que tem muitas gatas para mim? — meu amigo jogador fala ao invés de me cumprimentar.

— Não sei, você está planejando adoção? — debocho e recebo um tapa na nuca.

Automaticamente ele olha para Fer esperando a resposta. Quando foi que perdi minha moral?

— Vai ter sim. Parece que Rana chamou três amigas. — meu irmão gira o volante entrando no estacionamento do restaurante.

— Se aquela são as amigas dela... — Gavi observa chamando nossa atenção para janela do carro — Pedri e nós tivemos muita sorte na loteria do namoro falso!

E puta merda, ele não estava brincando mesmo.

Cherry - Pedri GonzálezOnde histórias criam vida. Descubra agora