- Por que você não dá uma relaxada? - Questionou Namjoon me encarando enquanto esticava em minha direção um baseado.
Olhei para a "relaxada" e depois para Namjoon, meio pensativo. Tudo me recordava de meses atrás quando tentei experimentar a maconha e fiquei ansioso e nervoso demais, fugir um pouco da compostura de ser o certinho sempre foi algo que me aterrorizou.
Apesar de não funcionar bem em alguns, a erva não era culpada dos meus pensamentos ansiosos e sim o meu pesadelo de estar cometendo algum "crime sociável" contra o meu pequeno círculo de amigos que eram certinhos demais e demonizam a maconha.
Dito isso, eu dei um trago. Eu inspirei forte deixando a fumaça invadir meu peito e subir pra minha mente antes de soltá-la. Mais um trago, mais outro até que eu devolvesse o beck para Namjoon.
Quando encarei meu amigo pude observar um sorriso de felicidade estampado em sua face, por algum motivo que não sei, Namjoon adora me tirar da minha órbita. Acho que para ele, me ver chapado deve ser uma baita diversão, até porque, bem, quem imaginaria o pequeno Jimin, por alguns, Jiminzinho, tragando um base.
- Essa é boa, a onda bate bem mais forte, cuidado. - Ele me alertou enquanto fumava.
Namjoon, a única pessoa que posso realmente considerar um amigo.
Bem, nós nos conhecemos há alguns anos, não sei bem dizer o exato, porém quando o conheci essa face masculina confiante estava um pouco mais escondida. Quando o conheci, Namjoon era um garotinho um pouco acima do peso, irritadiço e mesquinho.
Ele até que se dava bem no nosso grupinho de amigos, porém era sempre o mais desgostado. Era comum ouvir alguns murmúrios escondidos em relação ao seu gênio forte quando sua imagem não estava mais presente.
Por um lado eu sempre fui o pacificador. Sempre me dei bem com todos e sempre tentei estar à disposição, até porque esse sempre foi o meu jeito de ser amigo.
Como um pacificador, eu quem acalmava o clima entre o nosso grupo. Quando todos viravam as costas para Namu eu ia até ele tentar entender o que se passava em sua cabeça e tentar o trazer para fazer as pazes ( logo que era Namjoon a quem sempre iniciava uma discussão idiota por motivos bestas). Por um lado, o garoto gordinho e bochechudo sempre me escutou, nós sempre nos damos incrivelmente bem.
Apesar de que na época Namu não fosse meu amigo mais próximo, hoje posso dizer que o tenho como único amigo. É irônico, naquele tempo era Joon que tinha dificuldade em manter laços com os outros, hoje o rapaz é um dos mais conhecidos da nossa idade, além da evidente e absurda mudança física, Namjoon se tornou outro ser humano.
Suspirei frustrado ao encarar o celular pela milésima vez no dia.
Bem, zero novidades, zero notícias de Jungkook. Algo não inédito.
É como se tivéssemos terminado mas eu não sei, talvez eu até saiba, mas apenas quero me forçar a pensar que não.
"Tsk."
Olhei para Namjoon e pude observar a exata cena onde ele assoprava a fumaça para fora de seus pulmões após resmungar.
Ele sabia que eu ansiava por Jungkook, ele tinha noção do quão podre minha carne estava por dentro por deficiência de meu moreno.
Seu braço mais uma vez foi esticado em minha direção, me entregando a droga que eu prometi para Jungkook que nunca usaria, que sempre seria seu garotinho bonzinho.
Mais uma vez deixei as vozes morais em minha cabeça de canto e toda a fobia e ansiedade social imaginativa que me acorrenta a cabeça para tragar.
- Hoje tem, hein. Vamos para uma resenha na casa da Sooyoung.
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Back To Black | Jikook
TerrorJimin, não tem coragem o suficiente para exprimir sua dor sobre a difícil e dolorosa falsa separação com Jungkook. Instável, entregue a todo o desespero que já sentiu e à sua depressão, ele volta para o escuro, um comportamento cíclico. [ abandono...
