06 - Madrinhas, amigos e Carniça

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✯ Ginny

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Ginny

Magenta.

De todas as cores do mundo, Utahime fez questão que a cor das madrinhas fosse magenta.

Respirei fundo e me enfiei no vestido que brilhava como o rosa mais patricinha da Barbielândia. Era uma peça longa e elegante, mas com um toque de diversão. O tecido de tule fazia camadas na saia, mas a fenda na perna esquerda mantinha o estilo adulto. As alças finas machucaram um pouco meus ombros, mas bastou uma pequena intervenção com agulhas e linhas da minha mãe e uma tira de seda resolveu meus problemas.

Ainda estava com o cabelo solto e nenhum penteado à vista, mas Florine corria para todos os lados, ansiosa e levemente birrenta para colocar seu lindo vestido magenta com pérolas bordadas por toda a peça.

— Vem cá, senta aqui com a mamãe.

Coloquei-a no vestido e suspirei. Passei um longo tempo ajeitando o cabelo dela enquanto a minha mãe se arrumava. Tudo parecia tão corrido que eu estava desesperada em silêncio.

Meu celular não parava de tocar, Florine não parava quieta, o penteado não dava certo, eu estava arrumada pela metade.

Eu só queria gritar!

— Filha, o seu namorado não vai vir?

— Mãe, ele não é meu namorado! — Franzi o cenho para a minha mãe e apontei com a cabeça para Florine.

— Ai, errei, desculpa. — Ela cobriu o rosto com risadinhas e se aproximou para me ajudar com a minha menininha.

Falar aquele tipo de coisa na frente da minha filha era pedir para arrumar confusão. A cabecinha de Florine não precisava lidar com aquilo ainda, principalmente enquanto as coisas ainda estavam instáveis com Itadori.

Além disso, iríamos encontrar a carniça do pai dela naquela tarde. Eu não queria que ele usasse as falas de Florine contra nós. Não confiava nele, nem um pouquinho.

— Ah, céus! Não vamos sair daqui nunca. — resmunguei quando Florine começou a chorar.

Tinha acabado de colocar o glitter no cabelo dela, mas a coitadinha estava cansada e só queria um pouco de colinho. A segurei e a abracei, tentando acalentá-la. Cantarolava de um lado para o outro, mas ainda apreensiva porque já estava quase na hora de sairmos.

Para completar nosso caos, o interfone tocou.

Minha mãe tomou a frente para atender e recepcionar Yuji enquanto eu tentava acalmar Florine. Escutei-o chegar e os dois conversando na sala, mas Florine ainda estava manhosa. Desisti de fazer qualquer coisa no meu cabelo, iria com ele solto e seria o suficiente. Eu não tinha como simplesmente largar minha filha na sala para fazer alguma coisa.

— Oi, Flôzinha! — A voz de Yuji surgiu à porta e Florine ergueu a cabeça. — Ué, tá chorando? O que foi?

Ela nem sequer soube explicar, apenas apoiou a cabeça no meu ombro e continuou abraçadinha comigo.

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