Emoções.

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Basicamente, aconteceu muitas emoções quando cheguei no Japão, mas algo que nunca mudou, foi meu amor por Jacky, talvez eu estava a procura de um amor no Japão, mas agora quando eu realmente precisava disso, não conseguia, achar, amar outro alguém, eu só queria ele, mas era tão difícil um amor impossível, eu queria voltar no tempo, enquanto a gente ficava horas embaixo de uma araucária, conversando, as vezes se olhado, nossa quanta saudades, não tenho, nem ao menos consigo  expressar isso, esse sentimento nem palavras podem descreve-lo.

Me levantei no outro dia, com o Bany, deitado em minha barriga, eu dormi em uma cadeira e acordei em uma cama, isso me assustou, mas nada me deixada surpresa vindo daquele lugar. Bom o Brasileiro logo quando acorda, ele vai tomar um banho, depois vai tomar seu café, assende um cigarro, e está pronto para seu dia corrido, eu fiz tudo isso, mas não teria um dia corrido, até por que minha primeira semana ali, era somente para turismo. Então fui até o mercado mais perto, para comprar algumas coisinhas, e deixei o Bany em casa, nesse mercadinho, tinha coisas típicas do japão, mas eu não sabia oq era, tentei achar todos os ingredientes para um bolo de chocolate, ou aqueles que chegavam perto, e avistei uma garrafa que no rotulo estava escrito "Sochu", claro que levei também, minha intenção era tentar fazer um mimo para minha vizinha, que pobrezinha estava devastada, fui para minha casa, fiquei a manhã fazendo aquele bolo, e eu nunca fui uma boa confeiteira, mas pelo menos eu tentei.

Bany não parava de miar, e não parava de olhar um sequer minuto para a janela.

- Bany, o que foi amor, tá tudo bem?

Lógico ele não me respondeu, mas sempre ele mia quando está com fome, e quando falo com ele, ele sempre vem comer, mas continuou a olhar para a janela. Fiquei muito feliz quando abri o forno, e meu bolo, estava inteiro, e com um cheiro maravilhoso, fiz um brigadeiro como cobertura, nossa eu tinha certeza que a senhora, ia amar o bolo e sua bebida favorita. me arrumei coloquei o Hashi no cabelo, estava me sentindo muito bem ele, vesti minha calça de alfaiataria bege, uma blusa de manga longa branca, e coloquei meu sobre tudo preto, estava pronta, levei o Bany, mas coloquei ele, em um sling, eu não tinha filhos, mas sabia cuidar de um, também, arrumei o bolo e a bebida na minha bolsa, e fui bater na casa de minha vizinha.

Bati varias vezes e ela não abriu, achei estranho, achei que ela não saía de sua casa, tentei abrir a porta, e ela estava aberta, parecia que os japoneses não temiam por sua segurança, eu notei que a casa estava em total silêncio, coloquei o Bany no chão, fechei a porta deixei minha bolsa encima da mesa, fui até o quarto, ela não estava lá, bom eu comecei a me preocupar, ela não estava em lugar nenhum, mas ai eu lembrei que em minha casa tinha um porão, na dela provavelmente também , era meio padrão as casas ali, na região, quando abri o porão, vi a senhora encima da escrivania, na hora, suspirei bem fundo, pensei que ela estava bebada, cheguei bem perto.

- Senhora, eu cheguei, vamos acordar, trouxe um bolo, e sua bebida preferida.

Ela nem ao menos se mexeu, foi quando eu comecei a notar que aquela situação não era normal, tentei acorda-la, mas ela não acordava, comecei a chorar, ela já não estava mais entre nois, parecia que tinha um frasco de alguma coisa, do lado dela, e varias cartas escritas a mão, eu comecei a olhar ao redor sem saber o que fazer, não tinha ideia, liguei para o hospital,e enquanto a ambulancia vinha, eu peguei as cartas.  E fiquei do lado dela, até eles levararem o corpo, eu não sabia nem o nome dela, muito menos, o que ela fez parar tirar sua vida, eu fiquei bem mal, mal a conhecia, mas estava doendo tanto. Ai chega ambulância, eles recolhem o corpo, e me fazem varias perguntas, e eu não sabia responder. Não sabia quem era ela, só sabia que ela tinha finalmente descansado, descansado com o amor da sua vida, eu fui pra casa, não tinha oque eu fazer ali, só estava neutra.

Tirei minha roupa, e fiquei deitada olhando pro teto, pensando em tantas possibilidades da vida, eu poderia ter ajudada ela, fiquei mal, lembrei do meu passado, da minha tentativa de tirar a vida, lembrei do jacky me tirando daquele lago enquanto estava afogando, ele me salvou me tirou daquele lugar, eu estava morrendo de frio, estava molhada, mas o jacky me secou, me esquentou, e me levou para casa, talvez eu nunca vou esquecer daquilo. Comecei a entender por que o bany, estava olhando pra janela  e miando, ele estava olhando as almas dos dois senhores que se amavam, estavam finalmente livres de uma vez por todas, conectados pelo destino, até mesmo depois da morte. Eu queria ter pelo menos feito alguma coisa, mas infelizmente não fiz, fui só uma parte do destino daquela senhora, ela deixou essas cartas, eu estou com medo de ler, por que afinal de contas, eu peguei sem a permissão dela. são 14:00 horas aqui, e estou sem chão talvez eu vá tomar um café com a bany para tentar ao menos sair dessa angústia.

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⏰ Última atualização: Apr 25, 2024 ⏰

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