SIXTY NINE

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Fora da boate, o Sr. Ninguém estava de pé em frente a uma de suas  telas, cada uma exibindo diferentes ângulos do interior do clube. Ele estava acompanhando a missão de perto, seus olhos atentos a cada detalhe. O momento era crucial, e ele sabia que qualquer erro poderia comprometer tudo.

De repente, um dos monitores mostrou Brian passando pela entrada VIP com a ajuda de Sara, sem ser detectado. Um sorriso satisfeito surgiu no rosto do Sr. Ninguém. 

O Brian passou sem problemas," anunciou ele, levantando uma mão em celebração.

Deckard, que estava sentado, manteve seu olhar fixo na mesma tela que mostrava Sara. Ele observava cada movimento dela, seu rosto impassível, mas seus olhos revelando uma preocupação velada.

"O Brian está seguro, mas mantenham a atenção," disse o Sr. Ninguém, percebendo o foco de Deckard. "Precisamos continuar monitorando todos os nossos agentes. Principalmente Sara."

Deckard apenas assentiu, seus olhos nunca deixando a tela.  Quando ele viu Sara interagir com um dos seguranças, fingindo estar alta, não pôde deixar de sentir um aperto no peito. A preocupação que ele sentia por ela era profunda, e ele sabia que não podia deixar isso atrapalhar a missão.

O Sr. Ninguém aproximou-se de Deckard, colocando uma mão firme em seu ombro. "Ela está fazendo um ótimo trabalho, Deckard. Confie nela."

Deckard olhou brevemente para o Sr. Ninguém e depois voltou a focar na tela. "Eu sei. Só não quero que ela se coloque em perigo desnecessariamente."

"Nem eu," respondeu o Sr. Ninguém. "Por isso estamos todos aqui, garantindo que tudo corra conforme o planejado."

Deckard deu um leve aceno com a cabeça e voltou a observar a tela. Enquanto isso, o Sr. Ninguém continuou a coordenar a equipe, mantendo todos informados sobre os próximos passos e garantindo que a operação continuasse sem problemas.

A missão estava longe de terminar, mas pelo menos por agora, eles tinham superado mais um obstáculo. E com Deckard de olho em cada movimento, Sara e o restante da equipe sabiam que tinham um aliado vigilante garantindo sua segurança.

POV Deckard

Deckard observava as telas de monitoramento, seu olhar fixo em cada detalhe da operação. Para ele, era incrivelmente difícil ficar do lado de fora da missão, assistindo em silêncio enquanto os outros arriscavam suas vidas. Cada movimento de Sara, cada passo de Brian e do restante da equipe, era uma lembrança amarga de como tudo isso era, em grande parte, culpa dele.

Anos atrás, ele havia se infiltrado na máfia, ganhando a confiança deles e se tornando uma peça-chave em seus esquemas. Mas agora, essa mesma infiltração tinha levado a uma série de eventos que colocavam seus amigos em perigo. A culpa pesava em seus ombros como uma âncora, arrastando-o para as profundezas do arrependimento.

Ele apertou os punhos, a frustração crescendo dentro de si. Ele queria estar em campo, protegendo aqueles que lhe eram caros. Mas ele sabia que sua presença seria um risco. Se fosse reconhecido, toda a operação estaria comprometida. Então, ele ficava ali, do lado de fora, sentindo-se impotente.

"Maldita máfia," murmurou para si mesmo

Sua mente se enchia de pensamentos sobre como tudo poderia dar errado e sobre como ele estava forçando pessoas que ele se importava a enfrentar perigos desnecessários.

A sensação de impotência era quase insuportável. Deckard sempre fora um homem de ação, alguém que enfrentava os problemas de frente. Mas agora, ele estava relegado ao papel de observador, confiando que sua equipe conseguiria sem sua intervenção direta.

Ele olhou para o Sr. Ninguém, que estava coordenando a operação com uma eficiência fria e calculada. Deckard sabia que o Sr. Ninguém estava certo ao mantê-lo afastado. Ainda assim, isso não aliviava a sensação de responsabilidade que pesava sobre ele.

"Vamos, Brian, você consegue," sussurrou Deckard, vendo o homem se mover pela área VIP com cuidado.

Cada segundo parecia uma eternidade enquanto ele observava a missão se desenrolar. Ele sabia que tinha que confiar em seus amigos, mas a necessidade de protegê-los e de se redimir o corroía por dentro.

Deckard soltou um suspiro pesado, tentando afastar a ansiedade. Ele sabia que precisava manter a calma e estar pronto para agir se algo desse errado. Mas a espera, a incerteza, era um teste de paciência e de fé que ele nunca tinha experimentado antes.

E então, ele viu Brian passar pela segurança sem ser notado, e um alívio temporário o invadiu. A missão estava longe de terminar, mas pelo menos, por enquanto, seus amigos estavam seguros. Deckard apenas esperava que continuasse assim até o fim.


Continua....

Outro Universo  (Velozes e Furiosos)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora