Capítulo 4

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Anastásia:

Entro no carro e ele dá partida e sai cantando pneu.
_ Pra onde vamos?
_ Pra minha casa.
_ Mas aquela casa que estávamos não é sua casa?
_ Aquela casa é da minha família agora vamos pra minha casa doutora, que será sua casa também.
Depois de algum tempo ele estaciona em frente a um prédio enorme, muito chique, entramos no elevador e ele aperta o botão da cobertura, quando as portas se abrem vejo um enorme apartamento, tudo é preto, toda a decoração em tons de cinza e preto, no meio da sala tem um cachorro enorme preto, que parece que vai me atacar a qualquer momento, mas se aproxima de Christian e balança o rabo, quando se aproxima de mim eu fico parada, com medo.
_ Max!
Christian fala sério e o cão me cheira e começa a balançar o rabo.
_ Ele não vai te morder, Max só ataca quem eu mando.
Reviro os olhos para o modo convencido que ele fala.
_ Você fica aqui, não é pra sair e nem abra a porta pra ninguém, somente Mattias entra aqui.
Vejo uma senhora na cozinha, ela vem até onde estamos.
_ Gail, essa é Anastásia, minha esposa.
_ Então você se casou mesmo menino, achei que era só fofoca.
Ele dá quase um meio sorriso para senhora.
_ Anastásia, essa é Gail, minha governanta e sua única amizade por enquanto.
_ Oi senhora Gail, prazer.
_ Prazer menina, mas pode me chamar somente de Gail, sem essa de senhora.
Dou um sorriso fraco pra ela, Christian sai nos deixando a sós.
_ Vou organizar algumas coisas na cozinha, se precisar de algo é só me chamar menina.
_ Obrigada Gail.
Ela sai e eu fico ali sentada no sofá encarando o céu lindo que consigo ver pelas enormes janelas de vidro, o tempo passa e sinto Max vim deitar em cima dos meus pés.
_ Você quer carinho grandão?
Começo a fazer carinho nele, e ele acaba subindo no sofa e deita a cabeça nas minhas pernas.
_ Vamos ser grandes amigos Max, não sei como seu dono idiota, pode ter alguém tão amoroso como você ao lado dele.
Passo o resto do dia ali, chorando, sem comer nada, um tempo depois resolvi subir e tomar um banho, Gail me explicou que meu quarto com Christian é a primeira porta esquerda, entro e é tudo chique, mas como o resto da casa, tudo em tons de cinza e preto.
Vou até o banheiro e ligo o chuveiro, deixo a água cair, choro mais ainda, só queria sumir dessa casa, e de perto dessas pessoas. Sinto a sensação de estar sendo observada, olho para a porta e Christian está ali parado me olhando.
_ Mas que merda você está fazendo aqui me olhando?
Ele vira as costas e sai do banheiro, pego um roupão e visto, e vou para o quarto gritando com ele.
_ Porque estava lá me vendo seu idiota doente?
_ Porque, eu quis e posso.
_ Não, você não pode.
_ Posso, a casa é minha, você é minha esposa e eu posso.
_ Seu babaca, nunca mais fiquei me olhando.
Eu vou indo apontando o dedo pra ele e quando estou perto com dedo no rosto dele, Christian segura meu pescoço com força e me joga na cama e sobe em cima de mim.
_ Nunca mas aponte o dedo na minha cara, doutora, e pare de escândalo, nem foi nada demais, ou nunca nenhum outro homem te viu pelada ou tomando banho?
_ Isso não é da sua conta.
Ele segura meu queixo com força agora.
_ Pode ficar tranquila, não vou encostar em você, você não faz meu tipo doutora, nosso casamento será somente no papel, nunca teremos nada.
_ Ótimo, pelo menos uma noticia boa, porque eu tenho nojo de você seu doente, você tem que se tratar, você é um monstro sombrio, sua casa é preta, suas roupas são sempre pretas, você vive nessa escuridão que é sua vida, é um monstro Christian.
Ele me encara, e sinto um olhar estranho dele.
_ Acabou doutora?
_ Acabei idiota.
_ Perfeito, agora desce pra comer, e depois vai dormir.
_ Não vou comer nada, estou sem fome.
_ Você não comeu nada o dia todo, doutora.
_ Como se você se preocupasse.
_ Realmente não me preocupo com você, mas não quero ter que explicar pro seu irmão que você morreu, por falta de comida, ele não vai aceitar e ai vou ter que dar um jeitinho nele.
_ Vai pro inferno Christian, eu estou sem fome só me deixe em paz.
Falo e ele sai de cima de mim e sai do quarto, me troco, deito e acabo pegando no sono, acordo de madrugada, com Christian deitando na cama ao meu lado, e pelo cheiro de álcool, vejo que ele bebeu e muito, já caiu dormindo, eu me cubro e durmo de novo. Acordo e vejo que estou deitada no peito do Christian e nossas pernas estão entrelaçadas, olho pro seu rosto e ele está de olhos abertos me encarando.

 Acordo e vejo que estou deitada no peito do Christian e nossas pernas estão entrelaçadas, olho pro seu rosto e ele está de olhos abertos me encarando

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_ Bom dia doutora.
_ Droga.
Saio de cima dele rápido, me levanto e quando vou  chegando na porta do banheiro sinto uma tontura e tento me apoiar na parede, mas não consigo e quando penso que vou cair, sinto braços fortes me segurando.
_ Peguei você Ana.
Christian me pega no colo e me coloca na cama deitada, ele nunca tinha me chamado assim, de Ana.
_ Você está bem?
_ Sim, só uma tontura, acho que é fome.
_ Vou chamar um médico.
_ Não precisa, eu sou médica, e estou dizendo que não é nada, não se preocupe.
_ Não me preocupo, só não quero uma doente dentro de casa e perto de mim.
_ Claro você não se preocupa com ninguém além de você mesmo né?
Ele não fala nada, vai para o banheiro e toma um banho rápido, sai só com uma toalha na cintura, e meu Deus ele tinha que ter essa barriga tão trincada desse jeito? Que merda estou pensando?
Fecho meus olhos e ele sai do closet já trocado, claro todo de preto como sempre, sai do quarto e chama Max, mas o cachorro que subiu na cama assim que Christian entrou no banheiro continua deitado sobre minhas pernas.
_ Max, vem agora!
O cachorro fica imovél, Christian me encara e eu continuo fazendo carinho na cabeça do Max, ele não diz nada, mas vejo seus olhos vermelhos de ódio, porque seu cachorro preferiu ficar comigo a ir com ele.
Depois de um tempo deitada, consigo me levantar e ir tomar um banho, me troco e deito na cama, com minha cabeça doendo.
_ Oi, Anastásia.
Gail fala da porta, com uma bandeja nas mãos.
_ Oi Gail, entra.
_ Christian, disse pra mim trazer algo pra você comer, que você acabou passando mal por falta de se alimentar.
_ Acho que foi fome mesmo, muito tempo sem comer me deu tontura, mas ele ti pediu isso Gail?
_ Sim, ele se preocupado com você, menina.
_ Até parece que sim, ele só pensa nele mesmo.
_ Não querida, não veja ele assim, meu menino tem um coração enorme e bom, mas aquela família estraga tudo de bom que se aproxima dele, e depois que ele perdeu o pai dele, o tio faz o que quer dele.
_ Não consigo imaginar ele sendo bom, Gail.
_ Mas é menina, agora chega de conversar, já falei demais, se alimente, se não a fera lá embaixo me deixa doida.
Gail deixa a bandeja sobre a cama e sai, e tudo que ela falou fica girando na minha cabeça, quando será que ele é bom? Pra quem ele é bom? E porque a família dele faz isso com ele?

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