Esse livro é o primeiro da Série Amores.
Anastásia Steele, é conhecida como uma das melhores médica pediatra da cidade de Seattle, ela ama seu trabalho mais que tudo na vida, mas tem o sonho de construir uma família, e se casar com seu príncipe en...
Acordo, e Christian ainda está dormindo e eu estava abraçada com ele, me afasto rápido e vou para o banheiro, faço minha higiene, tomo um banho demorado. Vou para o closed me troco e saio do quarto, preciso tomar um remédio pra dor, meu pé está doendo demais. _ Bom dia Gail. _ Bom dia Ana, como está seu pé e seu joelho? _ Meu pé está doendo bastante, um sacrifício pra descer essa escada enorme. _ Porque não pediu ajuda do Christian? _ Ele ainda está dormindo. Me sirvo um xícara de chá e pego uma torrada, passo geleia de me morango que eu amo. _ Nossa que delícia essa geleia, minha favorita é de morango, mas essa está surreal Gail. _ Obrigada querida, eu mesma que fiz, Christian também ama ela. Termino de comer e fico ali conversando com a Gail, com ela brigando comigo ajudo ela lavando a louça. _ Bom dia. Ouço a voz grossa, olho para a porta da cozinha e Christian está entrando só de calça de moletom sem camiseta. _ Bom dia. Gail responde, eu fico em silêncio, saio da cozinha com o pé doendo bem menos, os remédios devem estar fazendo efeito. Coloco mais chá na minha xícara e vou para onde Gail já me disse que é a biblioteca, é uma sala enorme, me sento na poltrona que fica perto da janela, observo que o clima está totalmente diferente de uns dias atrás, está esfriando a temperatura caiu muito hoje, o inverno promete judiar esse ano.
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Fico ali pensando na minha vida, não sei por quanto tempo fiquei ali, escuto a porta abrir e olho vendo Christian entrar já trocado, com sua roupa preta. _ Christian eu posso sair um pouco de dentro de casa por favor, eu juro que não vou fazer nada de errado. _ Não. _ Por favor, Gail pode ir comigo, eu não vou tentar nada idiota, pode confiar em mim. Ele para e me encara. _ Confiar em você? Tá bom. Ele fala com ironia. _ Pode ir, mas Gail vai com você e Mattias seu segurança também. _ Tá ótimo. Ele sai e eu subo para o quarto me troco e Gail já está me esperando pronta na sala. _ Gail, obrigada por aceitar ir comigo. _ Não precisa agradecer minha querida, vai ser bom passear um pouco. Passeamos no shopping e a todo momento Mattias atrás de mim e da Gail, comprei algumas roupas pra mim e dei uma pulseira linda para Gail de presente, ela não queria mais eu insisti até ela aceitar. _ Vamos almoçar, naquele restaurante que tem aqui perto de comida italiana Gail? _ Vamos sim querida. Quando estamos saindo do shopping chega uma notificação no meu celular de um número desconhecido.
VOCE ME PAGA SUA VADIA.
Guardo o celular na bolsa e não falo nada pra Gail, almoçamos em meio a conversas animada, mas algo está me incomodando. _ Gail, posso ti fazer uma pergunta? _ Claro Ana. _ Ele já levou a Nicole muitas vezes no apartamento dele. Ela respira fundo. _ Pode falar Gail. _ Não, ela nunca foi lá, ele nunca levou ninguém lá. _ Mas eles tem algo. _ Tinha Ana, por isso ela fez tudo aquilo ontem. Espera o que ela fez ontem, Gail começou vai ter que terminar. _ O que a Nicole fez ontem? _ Ele não ti falou, então é melhor deixar isso pra lá. _ Não faz isso comigo Gail, me conte por favor. _ A Nicole tentou se matar ontem de noite, tomou muito remédios e ele precisou ir ajudar ela e leva lá para o hospital. Por isso ele saiu quando ela ligou e por isso chegou tarde. _ Agora vamos embora Ana, está tarde né? Concordo com a cabeça, pago a conta e saímos do restaurante e eu perdida nos meus pensamentos, até que vejo uma menininha sentada na calçada, encolhida deve estar morrendo de frio.
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_ Oi lindinha. Falo me aproximando dela e tocando no seu ombro. _ Oi tia. Ela me vê e vejo que está chorando bastante. _ Cadê sua mamãe, lindinha? _ Minha mamãe virou estrelinha e o tio mal disse que é minha culpa. Ela chora mais e eu abraço ela por instinto. _ Você quer que eu leve você pra sua casa? _ Não tia, ele vai me bater mais, tá dodói aqui. Ela me mostra suas costas, quando levanto sua blusa ela está toda roxa, meu coração se aperta e eu seguro as lágrimas, tão bebê e já sofreu tanto. _ Mattias, eu preciso levar ela conosco. _ Não podemos Senhoras Grey, vamos deixar ela em algum hospital. _ Não, eu tô comunicando, não estou pedindo permissão, não vou deixar ela sozinha. Ele baixa a cabeça, pego a menininha no colo e Gail continua em silêncio. _ Gail, fala alguma coisa. Falo assim que chegamos no apartamento do Christian de novo. _ Ele vai surtar, vai querer levar ela daqui. _ Eu não vou deixar, eu preciso cuidar dela Gail, me ajuda, por favor. _ Claro, o que eu puder eu faço, já mandei uma loja infantil trazer roupas e calçados pra ela, eles chegando você da um banho nela, vou preparar uma sopa bem quentinha e gostosa pra ela. Fico com a menininha na sala, ligo a tv e coloco um desenho, pego meu celular e ligo para o Christian, ele atende no terceiro toque. _ O que você quer? Grosso como sempre, mas não ligo. _ Christian, você vai demorar, preciso muito falar com você urgente. _ O que aconteceu Anastácia, que voz é essa? _ Eu só preciso que você venha, assim que puder, por favor. Ele desliga na minha cara, mas é um babaca mesmo, sem educação. _ Qual seu nome lindinha? A menininha olha pra mim com olho brilhando. _ Bianca, e o seu tia? _ Ana, pode me chamar de tia Ana. _ Qual sua idade? _ Quatro, assim oh. Ela mostra quatro dedinhos da sua mãozinha minúscula, ficamos ali conversando, ela me conta tudo que aconteceu com ela, sua mãe estava bem, mas o homem mal chegou bêbedo e bateu na mãe dela e nela também, quando ele pegou uma faca a mãe dela entrou na frente e a facada acerto o peita da mãezinha dela. Escuto tudo aquilo com lágrimas escorrendo pelo meu rosto, e a Bianca não está diferente. _ Quem essa menina Anastácia, o que ela está fazendo na minha casa? Olho para atrás e Christian está ali com uma cara nada boa. _ Calma Christian, eu encontrei ela na rua, e trouxe ela, pra mim ajudar ela. _ Quero essa menina fora daqui agora, deixe ela em um hospital, orfanato qualquer coisa, quero ela fora daqui. Bianca se encolhe e me abraça forte. _ Não vou fazer isso. Ele se aproxima e sei que vai tirar ela do meu colo, mas coloco Bianca no sofá e fico em pé, pra enfrentar ele. _ Ela não vai sair daqui Christian, só se você me matar primeiro. _ Não me testa Anastásia. _ Gail, leva Bianca para o meu quarto por favor. Gail leva a Bianca quase correndo dali. _ Você está louca? Vai trazer uma menina que nem conhece pra dentro da minha casa, porra! _ Christian a mãe dela morreu e ela sofre... _ Não me interessa o que ela sofre, só tire ela daqui. _ Não vou, já disse. Ele segura meu queixo com força. _ Você está abusando da sorte doutora. Escuto passos na escada, olho pra lá e vejo Bianca chorando. _ Não bate dela por favor, não faz ela virar estrelinha também não, tio. Christian, me solta e parece que aquilo que Bianca falou desarmou esse homem de um jeito que nunca vi. _ Eu vou embora, só não bate na tia Ana. Ele se aproxima da Bianca rápido, e passa a mão no seu rostinho. _ Não vou bater nela princesinha, só estava conversando com ela, jamais faria isso com ela. _ Você quer que eu vou embora tio? Christian me encara e volta a olhar para Bianca, respira fundo, fecha os olhos e quando abre diz algo me surpreendendo. _ Não, você não vai embora princesinha, aqui é sua casa agora. Ela gruda nas pernas dele e ele sem jeito alisa os cabelinhos da Bianca. _ Vai cuidar da menina doutora, que agora vou ter que arrumar essa merda toda que você inventou. Fala e sai andando rápido para longe dali, e eu subo com Bianca no meu colo.