Quebra cabeça (Cap.8)

22 4 14
                                    

Depois de um tempo, nós vestimos as peças de roupa que faltavam no nosso corpo e andamos até o final da rua na casa do Obanai

Quando entramos eu já me joguei no sofá, colocando o antebraço sobre os olhos

- Estou morto! Meu Deus, eu só invento sarna pra me coçar - eu peguei o celular no bolso e comecei a responder as mensagens se Sanemi e Sabito

- Você reclama muito, meu amor

- Escuto isso sempre, sabia?

- Tô ligado, Giyu, mas você tá pretendendo dormir aqui?

Eu tirei a cara do telefone e olhei pra ele, colocando o celular encostado no peito

- Não, não pretendo, mas já tá tarde e te daria mó trabalho me levar até seu estúdio de novo só pra eu pegar o carro e ir pra casa

- Amor, se isso for o problema, pra mim não existe problema, eu te levo, só deixa eu tomar um banho de água gelada pra ficar mais acordo

- Tem certeza, bebê?

- Tenho certeza absoluta - ele me dá um beijinho na testa - e já falei que eu não gosto que me chame de bebê, é muita babaquice

Logo depois disso ele vai pro banheiro, me deixando na sala sozinho, eu volto a responder as mensagens dos outros, com Sabito a gente tá apenas jogando conversa fora, mas já a conversa com Sanemi é marcando de eu passar uns próximos dias na casa dele, já que minha enteada vai estar lá e eu prometi vê-la

Minha cabeça tá leve, mas ao mesmo tempo me sinto cansado, e nem é por causa do trabalho, aguentar três relacionamentos não é pro mais fracos, e por mais que não pareça eu me sinto muito cansado com isso

Obanai chegou na sala, enquanto penteia o cabelo. Ele está muito cheiroso, só de abrir a porta eu consegui sentir seu cheiro

- Vamos lá, amor, eu te levo, levanta aí! - ele disse deixando o pente em cima e calçando um chinelo

- Tá, bora! - eu me levantei - Agora até já bateu uma preguiça

Nós fomos andando até a moto dele, quando já estávamos na moto ele pilotou até o estúdio dele onde eu tinha deixado meu carro

Quando eu estava descendo da moto eu disse:

- Amor, espera aí só um pouquinho, eu tenho um negócio pra você dentro do carro - ele virou a cabeça meio desconfiado, mas mesmo assim ficou alí esperando

Eu abri uma das portas de trás do carro, pegando a sacolinha onde tinha a camisa que eu fiz para o Sabito, só que entregando pra ele, a camisa vai ficar um vestido nele, porém tenho certeza que ele nem vai se incomodar e muito menos saber

- Toma aí! - eu dei a sacola na mão dele

- Em casa eu vejo o que é, te amo muito! - a gente dá um beijinho e ele vai embora e eu entro no carro

Enquanto dirigia, ainda respondendo os outros dois, já morrendo de sono, amanhã eu saio mais cedo do trabalho, isso é um grande alívio.

Chegando em casa eu coloquei o despertador pra tocar mais cedo e logo depois deitei pra dormir, eu não tava mais com força pra nada

Quando acordei, mais cedo que o normal, fui tomar um banho bem tomado, lavar o cabelo, me entupi de perfume depois e fiz minha mochila, colocando algumas roupas e coisas importantes já que eu ia passar um tempinho na casa do Sanemi.

Fiquei trabalhando até a hora e então quando bateu 16:30, saindo do trabalho, ainda faltava uma hora pra hora que a Mei, a filha dele, mandei mensagem pra ele me encontrar em uma cafeteria perto da escola da menina e ele concordou

Quando cheguei na cafeteria, logo vi Sanemi sentado, completamente distraído no celular, possivelmente jogando Candy Crush

Eu entrei na cafeteria e sentei do lado dele

- Fala aí, gostoso - Eu disse animado e o sorrindo no seu rosto ficou aparente

- Fala aí, meu bem, demorou pra aparecer, hein, tava fazendo o que? - Sanemi perguntou só pra provocar

- Não te interessa! - Eu apertei as bochechas dele e ganhei um tapinha em cada mão que estáva no rosto dele - Ai! Merda

- Que coisa chata e nem começa a reclamar, machucou minha bochecha - ele passa a mão em uma das bochechas

- Você é feito de açúcar, meu bem? Não pode bem apertar suas fofas bochechas!

- Tsc, nem começa - ele disse com um sorriso de lado, me dando um selinho e continuou a jogar

Ele realmente tava jogando Candy Crush, eu fiquei vendo ele jogar até dá o tempo da gente buscar a menina

Faltando uns 10 minutos pra hora que a menina é liberada, a gente saiu da cafeteria e foi andando até a escola dela que é bem pertinho

- Vai entrar na escola junto comigo pra buscar a Mei?

- Vou não, eu espero vocês aqui fora, você sabe que eu não gosto de entrar na escola, tem criança demais pro meu gosto- No final do que eu estava falando eu fui mais sarcástico

É mentira, isso foi uma desculpa que eu inventei pra não entrar na escola por um simples motivo, a filha do Sanemi estuda na escola em que o Sabito é codernador

Eu fiquei parado perto do portão da escola e ele entrou, alguns minutos depois voltando com a Mei

- Tomioka!!!! - Mei deu um sorriso e correu até mim, eu me abaixei na altura dela, a dando um abraço

- Como vocês tá, cabeçuda? - Sanemi me olhou com cara feia e eu me segurei pra não rir

- Eu tô bem, tava com saudades de você, meu pai disse que você ia aparecer, mas demorou hein

- Desculpa, pequena, eu juro que na próxima vez eu vou aparecer mais cedo
_________________________________________

Capítulo simples, eu sei, os paranauê vão começar ficar tenso agora, se preparem kkkkkk (pensa que isso foi uma risada maléfica e desculpa o exagero 😅)

970 palavras!

Amando Em TriploOnde histórias criam vida. Descubra agora