3-O plano de ataque

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O dia amanheceu como de costume. Todos acordaram cedo, já que Akary havia avisado na noite anterior que teriam uma reunião importante logo após o café da manhã.

Depois de comerem juntos, dirigiram-se para a sala de reuniões, onde aguardavam pacientemente Akary iniciar.

— Gente, tivemos um pequeno atraso — disse Akary, ajeitando o cabelo e olhando rapidamente para o celular. — Nosso convidado teve um imprevisto.

— Convidado? — Anny arqueou a sobrancelha, curiosa.
— Verdade... Quem é? — reforçou Kaito.

Akary esboçou um sorriso discreto. — É alguém que em breve vai entrar para a nossa organização. Por enquanto, ela atua apenas como nossa informante.

— Eu nem sabia que a gente tinha uma informante! — exclamou Ayume, surpresa. — Espera... ela? É uma garota?

— Sim, é uma garota — confirmou Akary.

Kennedy resmungou, cruzando os braços. — Ah, que droga... só tem mulher aqui. Nem pra ser um cara.

Akary riu de leve. — Engraçado você falar isso, porque eu estava justamente pensando em chamar um garoto. Ele não parece querer ser herói, mas eu ainda não conversei com ele.

— Qual o nome dele? — perguntou Kaito.

— Zack. Ah, só um instante. — Akary pegou o celular, vibrando com uma nova mensagem.
— O que ela disse, Kary? — quis saber Anny.

— Que vai se atrasar um pouco mais. Missão de heróis... talvez demore.

— Hmmm, já volto. Vou pegar algo pra comer — murmurou Anny, se levantando.

— Posso ir com você? — Ayume sorriu.

— Claro, miga!

— Meninas, voltem rápido! — pediu Akary.

— Ok, ok! — responderam em coro.

Na cozinha

Enquanto fuçavam nas prateleiras, Ayume lançou um olhar provocador.

— Anny, posso te fazer uma pergunta?

— Claro, o que foi?

— Você tá ficando com o Ken?

Anny empalideceu, as bochechas corando no mesmo instante, mas ficou em silêncio.

— Hah! Vou entender isso como um "sim". Olha essa carinha vermelha...

— Tá, tá... a gente tá ficando — admitiu Anny baixinho, envergonhada.

— Quanto tempo já?

— Três meses... — respondeu, ainda mais vermelha.

— E por que a senhorita não contou nada pra mim, hein?

— Eu queria manter segredo... E vem cá, como você descobriu?

— Segredo! — piscou Ayume, pegando um pacote de biscoitos. — Bora voltar!

De volta à sala de reuniões

— Ela já está chegando. Por favor, se comportem — pediu Akary.

Logo a porta se abriu.

— Oi, pessoal, cheguei. Desculpem o atraso! — disse a jovem misteriosa, entrando apressada.

— Sem problemas! Qual é o seu nome? — perguntou Ayume.

— Prefiro manter em segredo, só por precaução. Ouvi dizer que os heróis às vezes colocam escutas nos trajes, caso alguém vire traidor.

— Hmm, complicado mesmo — Ayume murmurou, cruzando os braços.

— Onde posso me sentar? — perguntou a informante.

— Pode ficar aqui — Kaito apontou ao lado dele.

— Obrigada... Kaito, né?

— Isso mesmo.

Akary pigarreou, chamando a atenção.

— Posso começar?

— Sim! — responderam todos.

— Então vamos lá. Nosso próximo alvo será a escola de heróis. Precisamos das fichas dos alunos. Esse será o papel da nossa informante.

— Entendido — respondeu a garota.

— Anny, você e Jun vão distrair a segurança e atrair atenção pra vocês.

— Pode deixar! — Anny sorriu, dando um joinha. Kaito assentiu ao lado.

— Ayume, você garante nossa rota de fuga sobrevoando a escola. Kennedy, cuida das entradas, monitorando os seguranças.

— Certo! — disse Ayume.
— Tudo bem — confirmou Ken.

— Eu mesma vou pegar as fichas das mãos da informante. Alguma dúvida?

— Preciso cobrir todas as saídas ou só uma? — perguntou Ayume.

— Só a dos fundos. Ah, esqueci de mencionar: teremos walkie-talkies, pra mantermos contato.

— Beleza. Se ela tiver algum problema, eu aviso.

— Perfeito. Mais perguntas?

— E se eu for pega? — a informante ergueu a mão. — O que faço?

— Se já estiver com as fichas, diga que as pegou de mim, porque eu estava roubando. Mas, se te pegarem antes, diga que ouviu falar de um plano de vilões e tentou esconder os documentos.

— Ótima solução.

— Eu penso em tudo — sorriu Akary, confiante.

— Percebemos... — murmurou Ayume, rindo.

— Mais alguma pergunta? ... Não? Ótimo. Dispensados!

Mais tarde

Ayume, aproveitando que Anny e Kennedy haviam saído, procurou Kaito.

— Kaiiii!

— O que foi, peste?

— A Anny me contou lá na cozinha que tá ficando com o Ken!

— Sabia... eles sumiram, deviam estar conversando sobre isso.

— E nós dois? Encostados na parede da cozinha- É a vida, né? — Ayume riu. — Os únicos encalhados.

— A Akary também, hein.

— Akary namora aquele idiota do Thiago. O cara já traiu ela mil vezes... um corno sem amor.

— O brasileiro?

— Esse mesmo.

— Filho da mãe mesmo. Espero que ela termine, pelo bem dela.

— Sabe o dia do ataque?

— Dia 8. Você tava no celular quando a Kary falou.

— Ah, meu crush tinha mandado mensagem, eu ia ignorar?

— Óbvio! Era uma reunião importante, seu primeiro ataque!

— Independente, Kaito-Jun... — debochou Ayume.

— Vai se ferrar, Ayume.

— Também te amo, Kaito! — gargalhou.

Akary apareceu na cozinha, sorrindo.

— E aí, crianças. Vou preparar o jantar.

— O que vai ser? — perguntou Ayume.

— Strogonoff de frango.

— Que susto... achei que era de carne! — Ayume suspirou.

— Também me assustei — disse Kaito.

— Vou subir. Me chamem quando estiver pronto? — pediu Ayume.

— Claro, meu amor — respondeu Akary.

Ayume subiu para o quarto, deitando-se para descansar. Quando o jantar ficou pronto, Akary a chamou e todos se reuniram para comer. Depois, a casa silenciou, e um a um, foram se recolhendo para dormir.

The Villains SideHistórias para pegar e não largar. Descubra agora