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O dia amanheceu como de costume. Todos acordaram cedo, já que Akary havia avisado na noite anterior que teriam uma reunião importante logo após o café da manhã.
Depois de comerem juntos, dirigiram-se para a sala de reuniões, onde aguardavam pacientemente Akary iniciar.
— Gente, tivemos um pequeno atraso — disse Akary, ajeitando o cabelo e olhando rapidamente para o celular. — Nosso convidado teve um imprevisto.
— Convidado? — Anny arqueou a sobrancelha, curiosa.
— Verdade... Quem é? — reforçou Kaito.
Akary esboçou um sorriso discreto. — É alguém que em breve vai entrar para a nossa organização. Por enquanto, ela atua apenas como nossa informante.
— Eu nem sabia que a gente tinha uma informante! — exclamou Ayume, surpresa. — Espera... ela? É uma garota?
— Sim, é uma garota — confirmou Akary.
Kennedy resmungou, cruzando os braços. — Ah, que droga... só tem mulher aqui. Nem pra ser um cara.
Akary riu de leve. — Engraçado você falar isso, porque eu estava justamente pensando em chamar um garoto. Ele não parece querer ser herói, mas eu ainda não conversei com ele.
— Qual o nome dele? — perguntou Kaito.
— Zack. Ah, só um instante. — Akary pegou o celular, vibrando com uma nova mensagem.
— O que ela disse, Kary? — quis saber Anny.
— Que vai se atrasar um pouco mais. Missão de heróis... talvez demore.
— Hmmm, já volto. Vou pegar algo pra comer — murmurou Anny, se levantando.
— Posso ir com você? — Ayume sorriu.
— Claro, miga!
— Meninas, voltem rápido! — pediu Akary.
— Ok, ok! — responderam em coro.
Na cozinha
Enquanto fuçavam nas prateleiras, Ayume lançou um olhar provocador.
— Anny, posso te fazer uma pergunta?
— Claro, o que foi?
— Você tá ficando com o Ken?
Anny empalideceu, as bochechas corando no mesmo instante, mas ficou em silêncio.
— Hah! Vou entender isso como um "sim". Olha essa carinha vermelha...
— Tá, tá... a gente tá ficando — admitiu Anny baixinho, envergonhada.
— Quanto tempo já?
— Três meses... — respondeu, ainda mais vermelha.
— E por que a senhorita não contou nada pra mim, hein?
— Eu queria manter segredo... E vem cá, como você descobriu?
— Segredo! — piscou Ayume, pegando um pacote de biscoitos. — Bora voltar!
De volta à sala de reuniões
— Ela já está chegando. Por favor, se comportem — pediu Akary.
Logo a porta se abriu.
— Oi, pessoal, cheguei. Desculpem o atraso! — disse a jovem misteriosa, entrando apressada.
— Sem problemas! Qual é o seu nome? — perguntou Ayume.
— Prefiro manter em segredo, só por precaução. Ouvi dizer que os heróis às vezes colocam escutas nos trajes, caso alguém vire traidor.
— Hmm, complicado mesmo — Ayume murmurou, cruzando os braços.
— Onde posso me sentar? — perguntou a informante.
— Pode ficar aqui — Kaito apontou ao lado dele.
— Obrigada... Kaito, né?
— Isso mesmo.
Akary pigarreou, chamando a atenção.
— Posso começar?
— Sim! — responderam todos.
— Então vamos lá. Nosso próximo alvo será a escola de heróis. Precisamos das fichas dos alunos. Esse será o papel da nossa informante.
— Entendido — respondeu a garota.
— Anny, você e Jun vão distrair a segurança e atrair atenção pra vocês.
— Pode deixar! — Anny sorriu, dando um joinha. Kaito assentiu ao lado.
— Ayume, você garante nossa rota de fuga sobrevoando a escola. Kennedy, cuida das entradas, monitorando os seguranças.
— Certo! — disse Ayume.
— Tudo bem — confirmou Ken.
— Eu mesma vou pegar as fichas das mãos da informante. Alguma dúvida?
— Preciso cobrir todas as saídas ou só uma? — perguntou Ayume.
— Só a dos fundos. Ah, esqueci de mencionar: teremos walkie-talkies, pra mantermos contato.
— Beleza. Se ela tiver algum problema, eu aviso.
— Perfeito. Mais perguntas?
— E se eu for pega? — a informante ergueu a mão. — O que faço?
— Se já estiver com as fichas, diga que as pegou de mim, porque eu estava roubando. Mas, se te pegarem antes, diga que ouviu falar de um plano de vilões e tentou esconder os documentos.
— Ótima solução.
— Eu penso em tudo — sorriu Akary, confiante.
— Percebemos... — murmurou Ayume, rindo.
— Mais alguma pergunta? ... Não? Ótimo. Dispensados!
Mais tarde
Ayume, aproveitando que Anny e Kennedy haviam saído, procurou Kaito.
— Kaiiii!
— O que foi, peste?
— A Anny me contou lá na cozinha que tá ficando com o Ken!
— Sabia... eles sumiram, deviam estar conversando sobre isso.
— E nós dois? Encostados na parede da cozinha- É a vida, né? — Ayume riu. — Os únicos encalhados.
— A Akary também, hein.
— Akary namora aquele idiota do Thiago. O cara já traiu ela mil vezes... um corno sem amor.
— O brasileiro?
— Esse mesmo.
— Filho da mãe mesmo. Espero que ela termine, pelo bem dela.
— Sabe o dia do ataque?
— Dia 8. Você tava no celular quando a Kary falou.
— Ah, meu crush tinha mandado mensagem, eu ia ignorar?
— Óbvio! Era uma reunião importante, seu primeiro ataque!
— Independente, Kaito-Jun... — debochou Ayume.
— Vai se ferrar, Ayume.
— Também te amo, Kaito! — gargalhou.
Akary apareceu na cozinha, sorrindo.
— E aí, crianças. Vou preparar o jantar.
— O que vai ser? — perguntou Ayume.
— Strogonoff de frango.
— Que susto... achei que era de carne! — Ayume suspirou.
— Também me assustei — disse Kaito.
— Vou subir. Me chamem quando estiver pronto? — pediu Ayume.
— Claro, meu amor — respondeu Akary.
Ayume subiu para o quarto, deitando-se para descansar. Quando o jantar ficou pronto, Akary a chamou e todos se reuniram para comer. Depois, a casa silenciou, e um a um, foram se recolhendo para dormir.
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The Villains Side
Fiksi SejarahVocês ja estão acostumados a ver o lado dos herois na história,mas ja pararam pra pensar nos vilões e no que eles passaram? Essa pergunta é respondida aqui, por meio da história de Ayume, uma meninada doce e gentil que acabou entrando para o mundo d...
