[em andamento]
Após a vitória na guerra, Harry Potter descobre a traição de seus amigos que, temendo que ele se torne o próximo Lorde das Trevas, querem o forçam a se casar com Gina Weasley, um casamento por contrato antigo que daria controle de su...
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Harry não sabia onde estava quando acordou, seus olhos se recusando a obedecê-lo e se abrirem. Suas mãos tocavam lençois vazios, seu tato voltando antes mesmo de sua visão e ele logo se assustou ao ouvir vozes irritadas, mas sem entender o que elas estavam tentando dizer.
Seus olhos finalmente abriram, mas logo se fecharam pela quantidade de luz. Quando ele tentou abri-los mais uma vez, de nada adiantou, já que tudo estava embaçado e seus óculos não estavam em lugar nenhum, mas ele pode reconhecer a enfermaria de Hogwarts mesmo embaçada, já tinha ficado muito tempo ali.
Tentou procurar seus óculos, mas logo fechou os olhos mais uma vez para descansar sua visão e tentou se lembrar do que havia acontecido. Seu corpo estava doendo e ele estava na enfermaria, mas ele não se lembrava quando é como aquilo tinha acontecido.
Se assustou quando as vozes à sua volta finalmente começaram a fazer sentido e reconheceu a voz principal daquela discussão: Aleksander.
— ...vocês disseram que Hogwarts estava segura!
— entendemos, senhor Black. Mas ocorreu uma falha das barreiras, o que ocasionou que a pessoa que atacou o senhor Potter entrasse nas barreiras, ainda estamos tentando entender como tudo isso ocorreu. — uma voz que Harry não reconheceu começou a falar e o Potter logo estendeu a mão até a mesa de cabeceira, finalmente encontrando seus óculos onde Pomfrey sempre colocava. — agora, temos que saber porque o senhor Potter estava no Salão Principal depois do toque de recolher e quem o atacou.
— como, uma escola de magia que se diz a melhor de todas, pode deixar isso acontecer!? Se não estavam preparados para reabrir, porque fizeram isso? Meu noivo quase foi morto, tem noção disso? — Harry finalmente enxergou a enfermaria, vendo que as cortinas estavam fechadas ao redor da sua cama. Lentamente, ele colocou os pés no chão frio, sentindo faixas em seu peito e testa que o fizeram estremecer.
— e onde o senhor estava? — provavelmente era um auror, pelo seu tom superior ao que Harry já estava acostumado. — como soube que ele estava em perigo?
— eu estava na minha comunal, resolvendo questões da minha empresa. E se você não sabe, senhor, meu noivo e eu estamos noivos por contrato e essa aliança é encantada. Graças a ela, eu pude sentir que ele estava em perigo e fui até ele. — a presunção estava carregada na voz de Aleksander, demonstrando sua irritação. — e, ao invés de me questionar, vocês não deveriam estar refazendo as proteções do Castelo?
— Há pessoas fazendo isso, senhor Black. Agora, esses dois aurores querem o depoimento do senhor Potter e-
— não, ninguém vai falar com meu noivo até que ele esteja bem o suficiente. Não quero nenhum de vocês perto dele, nem mesmo sei se são aurores ou repórteres do Profeta e acredite, não vou deixar que tirem mais proveito de Harry como já tiraram. Vocês iriam esperar Madame Pomfrey o liberar antes de qualquer pergunta. — Harry ouviu o Black interromper Dumbledore enquanto se levantava com dificuldade, se apoiando na cama se sentindo tonto. — quando ele estiver bem, ele vai contar o que aconteceu.