As aulas não voltam no dia seguinte, então Harry decidiu dormir até mais tarde e pediu para Neville tranquilizar os outros perante a sua ausência naquela manhã. Foi se levantar apenas quando chegou a hora do almoço, tomando um banho demorado antes de finalmente sair da torre da Grifinória, apenas para parar na porta ao ver McGonagall o esperando ali.
Harry seguiu McGonagall sem que a mulher precisasse dizer qualquer coisa, indo em direção à ala dos professores. Ele já sabia que nada de bom poderia surgir daquele lugar e logo foi levado para a sala de reunião dos professores, onde todos e o diretor já estavam reunidos. A expressão do Potter morreu enquanto ele se sentava na cadeira que a professora indicou para que ele se sentasse.
— Por que estou aqui? — perguntou, observando os professores com desconfiança e tenso.
— Senhor Potter, queríamos pedir desculpas pela intromissão. — McGonagall diz calmamente antes de se sentar, olhando para o diretor que apenas concordou com a cabeça. — Em nome de Hogwarts, eu peço perdão por nossos erros durante sua estadia na escola, te expor ao perigo pelo “bem maior” nunca foi algo que a escola defendeu. Queríamos que você fosse o primeiro a saber que Alvo Dumbledore estará deixando o cargo de Diretor de Hogwarts.
— Ele nunca deveria ter voltado a ser o diretor depois de ter nos deixado na guerra. Mas essa reunião realmente me foi útil, professora McGonagall, já que fiquei sabendo coisas realmente interessantes. — O Potter arrumou os óculos com calma, olhando para Dumbledore com atenção antes de arrumar a postura. — Então existe mais uma profecia em meu nome, Dumbledore?
Os professores ficarão em silêncio com o confronto direto, mas Harry não recuou nem um segundo, seu olhar repleto de raiva fixo no do ex-diretor. Dumbledore ficou em silêncio antes de concordar com a cabeça, olhando para o jogo fixamente.
— Sim, senhor Potter. Eu acredito que essa profecia se refere diretamente ao senhor. — Harry sorriu com a fala de Dumbledore antes de revirar os olhos, negando com a cabeça antes de se levantar e bater na mesa com força.
— Eu pensei que você fosse inteligente, diretor. Me acusar de ser um Obscurus e inventar uma profecia que ninguém nunca viu é realmente baixo, Dumbledore, até mesmo para você. — O diretor ficou em silêncio perante a raiva do jovem Potter e McGonagall olhou para Dumbledore irritada. — Mas agora eu cansei, eu cansei das suas manipulações baratas e dos seus jogos. Eu sei a verdade agora, Hogwarts me mostrou a verdade que você tanto esconde e eu sei que foi você que separou meu pai do verdadeiro amor dele. Você é quem obrigou Regulus Black a se tornar um espião da ordem e é graças a você que agora ele está morto, ele era mais uma das crianças que você usou, não foi?
— Senhor Potte-
— Não, McGonagall. Eu cansei de ser usado por brinquedos de adultos, e foi ele quem destruiu o verdadeiro amor do meu pai. Se divertiu fazendo crianças lutarem sua guerra, Dumbledore? Você destruiu o relacionamento do meu pai da mesma forma que deseja fazer com o meu, não é? Mas escute uma coisa, se você chegar perto de mim ou Aleksander em qualquer ocasião, eu vou dar um motivo realmente bom para você temer. — Harry ajeitou a postura e deixou que sua magia saísse e que todos da sala sentissem a mesma, fazendo alguns professores se encolherem e Dumbledore perceber o peso daquela ameaça.
Ninguém tentou impedi-lo de sair da sala de reuniões, mas Harry conseguiu ouvir os professores começarem a discutir alto enquanto o Potter se afastava. Ele parou em uma das milhares de escadas para se acalmar, controlando sua magia para não assustar nenhum aluno antes de se encaminhar para o salão principal, que já estava quase vazio.
Por sorte, Aleksander e os outros sonserinos não estavam mais presentes e ele não precisou explicar nada. Hermione estava sentada sozinha em silêncio na mesa, apenas erguendo a cabeça e reconhecendo a presença do Potter, que apenas ficou em silêncio e fingiu que ela não estava ali, o que pareceu chatear a mulher. Uma coruja atrasada jogou algumas cartas na frente dele, quase acertando sua sopa, e Harry apenas as pegou com atenção, ignorando aquelas que eram do profeta para pegar uma em particular do ministério. Potter a abriu calmamente, passando seus olhos por todo o conteúdo da carta antes de abrir um sorriso lentamente, se levantando animado e deixando sua comida para trás. Ele jogou todas as cartas na bolsa que carregava antes de correr para um grupo de sonserinos e perguntar sobre a localização do noivo.
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Caos das Estrelas - Harry/OMC
Fanfiction[em andamento] Após a vitória na guerra, Harry Potter descobre a traição de seus amigos que, temendo que ele se torne o próximo Lorde das Trevas, querem o forçam a se casar com Gina Weasley, um casamento por contrato antigo que daria controle de su...
