Depois de 4 anos depois do Massacre Quaternário, Madyson, com 21 anos, descobre que Peeta está vivo, e por ele, decide ser o Tordo.
Plágio é crime.
Início, 04/02/2024. Final, indefinido.
Essa fanfic é de autoria minha, @ManuelaBuenodaSilva.
Inspirad...
Meus cotovelos estão apoiados na mesa com minha cabeça apoiada nas mãos.
Meus filhos não falaram nada, ficaram em total silêncio.
Me assusto quando Coin se senta do meu lado.
- Não temos notícias - ela diz - Sinto muito.
Não digo nada, só a observo.
- É a pior tortura do mundo - fala ela - Esperar, quando se sabe que não pode fazer nada.
Concordo com a cabeça e lágrimas escorrem pelas minhas bochechas.
Não queria que os gêmeos me vissem assim.
- Principalmente para pessoas como nós - ela continua - Mas toda, força, coragem, ou loucura, que nos faz continuar, aparece nessas horas. Você tem isso, soldado, foi o que a manteve viva todo esse tempo, e não vai falhar agora.
[…]
Finnick está sentado do meu lado, fazendo um nó numa corda com os dedos ágeis.
Haymitch abre a porta, com os gêmeos do lado dele.
- Voltaram - ele diz e eu já entendo o que ele quis dizer na hora.
Com o coração acelerado, seguro as mãos dos meus filhos e junto com Finnick saio do quarto.
Descemos uns lances de escadas até chegar no hospital.
Olhei em todos os lados procurando por Peeta, Kennedy, Gale ou Elijah.
Uma maca passa por mim, e a pessoa olha para mim e sorri.
Johanna Mason.
Ela está com a cabeça completamente raspada, e mais branca que papel.
Os gêmeos a encaram surpresos, mas ela ignorou e só sorriu da forma que só Johanna Mason sabe.
- Finnick - ouvi uma voz aguda num corredor.
Virei para trás e vi uma mulher ruiva, na maca.
Ela se levantou e correu até Finnick, que estava de braços abertos, e se beijaram.
Desviei o olhar e vi Kennedy.
Corri até ele, sentindo um grande alívio e o abracei.
- Você tá bem? - digo me afastando e vejo sua expressão - O que foi?
- É que... Eu não entendo, as armas se voltaram a funcionar e apontaram para a gente, mas passamos direto - ele diz - Deixaram a gente ir.
Olhei para Kennedy preocupada.
- Ele tá lá dentro, Mady - ele diz - O gás que usamos nos guardas derrubou ele também, mas já tá passando - falou - É bom estar lá quando ele acordar.
Abraço ele novamente.
- Obrigada - digo
Me afasto novamente e volto a segurar as mãos dos gêmeos.
Olho para a porta que Kennedy indicou e vou até lá.
Olho para Bogs que estava no corredor.
- Obrigada - sibilo com os lábios.
Ele assente com a cabeça.
Abro a porta e vejo Peeta já sentado, de costas para mim.
Entro junto com Haymitch e os gêmeos, que estão olhando tudo com curiosidade.
Meu estômago girou.
- Quem é ele, mamãe? - pergunta Rue apontando para Peeta.
Ele vira a cabeça e nos olha com o canto do olho.
Aqueles olhos azuis, tão claro quanto o céu diurno, agora estão num azul acinzentado bem escuro.
- Peeta - digo
Ele não se mexe, nem diz nada.
Dou a volta na maca e eu e as crianças ficamos de frente pra ele.
Ele não olha para os gêmeos. Ele olhou para mim.
Meus olhos se encheram d'água.
Solto um suspiro ao ver seu estado.
Ele está magro, com olheiras profundas embaixo dos olhos que um dia foram azul celeste, e marcas de machucados pelo corpo.
Machucaram ele mais do que eu imaginei.
Solto as mãos dos gêmeos e dou um passo na direção dele para abraça-lo e beijá-lo e dizer que fiquei apavorada.
Mas quando eu vejo, ele agarra meu pescoço e me joga contra o armário de portas de vidro, quebrando as duas.
Minhas mãos seguram os braços dele para tentar me soltar, mas ele ainda continua forte.
As mãos dele apertam meu pescoço e suas unhas cravam na minha pele.
Caímos no chão e ele fica em cima de mim, apertando meu pescoço com força.
Minha visão começa a escurecer e eu começo a lutar por ar.
- Solta a minha mãe!! - Lean grita.
Mas eu não consigo o ver, nem Rue, nem nada.
Apenas o homem que eu amei, me enforcando, com os olhos quase pretos.
Vejo um vislumbre de Haymitch tentando tirar Perta de cima de mim, mas Peeta o empurra para longe.
Um médico vem nos separar, mas Peeta o empurra com o ombro.
Ele me levanta no ar e me joga com força no chão sem soltar meu pescoço.
- Mamãe... - escuto Rue dizer.
Sua voz está distante agora, como a voz vazia de um fantasma.
Percebo que minhas unhas estão cravadas no antebraço dele e que está escorrendo sangue.
Quando o aperto da minha mão afrouxa, eu sinto minhas forças indo embora.
De repente, vejo Elijah com uma bandeja prata de metal, a acertando na cabeça de Peeta com força.
As mãos de Peeta não estão mais no meu pescoço.
A última coisa que eu escuto são meus filhos chorando.
[...]
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Acabou galera, finalmente eu consegui acabar. Faltou uma parte que talvez eu adicione mais para frente, mas por enquanto vamos ficar sem. A fic continua em Family First, a última parte dessa fic.