Capítulo 1: O diabo em mim

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46 dias após a morte de Christopher 1170 anos em Nefarious

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46 dias após a morte de Christopher
1170 anos em Nefarious


O pensamento de como seria fácil atrair qualquer um desses desconhecidos nojentos deste bar até o meu carro e degolar sua garganta dominava a minha mente.

Não. Não. Não. Eu não estava pensando direito.

Meus olhos deslizavam sobre o tumulto de pessoas transitando com dificuldade entre um lado e outro. O cheiro da fumaça de cigarro exalando no ar misturava-se ao forte odor do álcool emergindo dos poros suados daqueles velhos bêbados escandalosos.

Eu não estava "procurando, procurando" uma vítima para o ritual de Christopher. Eu não poderia fazer isso, poxa! Eles eram seres humanos e tinham suas vidas.

Mas se eu não estava procurando, por que eu estava tão alerta?

Mentalmente, repassei cada um dos motivos para eu estar aqui, e todos me pareceram egoístas e sangrentos.

Talvez eu apenas tenha vindo para espairecer, como me forçava a acreditar. Do contrário, eu realmente era o monstro que a minha mente tentava abolir e enojar.

Fiquei naquele banco encarando aqueles homens asquerosos me assediando por tanto tempo que passei a sentir náuseas realmente fortes. Não queria ter que agir, mas a fúria desafiava os meus limites.

Cerrei os dentes com força, a ponto de ouvir os estalos que a fricção entre eles causava. Inevitavelmente, imaginei os responsáveis pelos olhares maliciosos esquartejados no meu porta-malas.

Inspirei fundo. Fiz isso duas vezes para que o pensamento assassino se dissipasse.

Não funcionou.

Mas eu era perfeitamente capaz de enganar a mim mesma se me esforçasse um pouco mais.

Sentia-me num asilo. A maioria eram velhos barrigudinhos que nunca amadureceram na vida. Pedi uma terceira cerveja. Assim, como as outras, a bebericava aos poucos conforme seguia os assistindo.

Durante esse tempo, dois homens se aconchegaram no balcão ao meu lado, tão próximos que pude sentir o cheiro nojento de sujeira, gasolina e cerveja. Eu era observada como se fosse um delicioso prato de comida

Se Christopher estivesse aqui teria os destroçado.

Respirei fundo e conferi o relógio de pulso. Marcava exatas dez e meia. Prometi que voltaria a tempo para colocar Asafe na cama, mas não vi o tempo passar.

Merda!

Dei uma grande golada antes de soltar o copo ainda cheio de cerveja no balcão e levantei-me de solavanco para pagar.

No entanto, antes que eu pudesse pegar a carteira, uma presença com forte cheiro de cigarro e perfume masculino sentou-se confortavelmente ao meu lado, chamando-me a atenção.

 Love in the Dark IIOnde histórias criam vida. Descubra agora