As corporações percebem a ameaça que Helena ainda representa e tentam neutralizá-la de forma estratégica. Ao invés de persegui-la, eles lhe fazem uma oferta. Um representante das novas cápsulas se aproxima dela em segredo, oferecendo-lhe a chance de criar sua própria versão de uma cápsula – uma que permita um equilíbrio real entre o controle e a liberdade.
Ela poderia usar essa oportunidade para criar algo que fizesse sentido para aqueles que não conseguem lidar com a verdade absoluta, enquanto, ao mesmo tempo, não privaria os indivíduos de suas emoções autênticas. Contudo, Helena sabe que aceitar essa proposta significaria, em algum nível, compactuar com o controle das corporações.
Nesse ponto, ela é confrontada com sua própria humanidade. Por mais que tenha lutado contra o sistema, Helena começa a duvidar se a sociedade realmente pode sobreviver sem algum tipo de apoio artificial. Será que a dor absoluta e a verdade total são realmente o melhor caminho?
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Cápsulas de conexão
General FictionEm um futuro onde emoções são comprimidas em cápsulas digitais, Helena questiona a autenticidade das relações e da própria realidade. Entre pílulas que prometem felicidade instantânea e redes sociais que manipulam sentimentos, ela busca se libertar...