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Seungmin já estava calmo o suficiente para encarar as pessoas lá fora. Não queria mais ser um covarde e nem se enconder por medo. Seja lá o que fosse, enfrentaria de cabeça erguida.
Bangchan olhou em seus olhos segurando a chave do quarto, como se pedisse permissão para abrir. Que foi concedida com um acenar de cabeça vindo de Seungmin.
Os dois desceram em passos lentos e de mãos dadas. Quando os degrais terminaram, Seungmin olhou para o rosto de cada um que estava ali. Eram sua verdadeira familia. Até mesmo Changbin e Jeongin, que havia conhecido a pouco tempo.
- Deixem as perguntas para depois. Nos falem o que descobriram. - Seungmin se sentou ao lado do irmão e cruzou as pernas com um ar de superioridade.
Quem visse de longe, diria que aquele ômega era estupidamente arrogante. Mas todos sabiam que isso não era verdade, não era isso qie os olhos vermelhos pelo choro recente denunciavam.
Hyunjin segurou levemente o braço do irmão.
- Está tudo bem?
- Não se preocupe. Se não estiver, vai ficar. - sorriu docemente para seu amado irmão.
Jeongin e Changbin se entreolharam e ficaram sérios. Colocando alguns documentos encima da mesa de centro que havia no meio da sala.
- Kim Suhyuk. 50 anos. 1,76 de altura. Peso: 65 kilos. Cônjuge: Hwang Mina. Filhos: Kim Hwang Hyunjin e Kim Hwang Seungmin. - Minho ditou com cuidado, pegando os documentos que estavam encima da mesa.
O Lee deu uma breve olhada nos papéis e continuou:
- Surgiram novas acusações, que incluem: homicídio doloso, quando há intenção de matar. Estupro. Envolvimento com gangues. Tráfico sexual. Tráfico ilegal de orgãos e drogas ilicítas. Tortura, e por último, homicídio qualificado.
Seungmin arregalou os olhos e sentiu seu coração se apertar. Sua respiração pareceu parar e seu corpo congelar. Todos aqueles crimes eram completamente absurdos. E era uma lista tão grande, que o fazia se perguntar se um único ser humano seria capaz de tanto.
- Temos mesmo que falar na frente dele? Meu filhotinho ômega não é fraco, mas isso não demais pra ele? - Jisung perguntou um tanto quanto assustado. Sabia de tudo sobre o caso, mas não queria que Seungmin tivesse tanta informação despejada sobre si tão de repente.
- Continuem. - Seungmin ordenou com os olhos marejados.
Bangchan e Hyunjin seguraram suas mãos gélidas. Para mostrarem que estavam ali com ele. Assim como os outros, que o olhavam atentamente.
Bangchan apertou a mão do esposo antes de dar continuidade a fala de Minho.
- A pena total para todas as acusações de acordo com as leis coreanas é de 140 anos. Porém, a lei coreana não permite que a pena total ultrapasse 50 anos, mesmo que a soma das penas seja maior. Prisão perpétua pode ser aplicada em casos extremamente graves.
Jeongin colocou um pen-drive encima da mesinha de centro, causando um pequeno som do objeto batendo contra o vidro. O que despertou Seungmin de seus pensamentos obscuros.
- Neste pen-drive contém imagens que provam que Suhyuk não está trabalhando sozinho. Ele é apenas uma das peças principais de um quebra-cabeças.
- Agente Seo. - Minho acenou com a cabeça, impassível.
Changbin se levantou o organizou algumas coisas. Incluindo um projetor, que projetou o conteúdo do pen-drive em um telão que havia colocado no meio da sala, onde todos poderiam ver.
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My First Love
FanfictionSeungmin era um ômega que odiava ser ômega e falava isso abertamente. Odiava o fato de ser tão subestimado até por sua própria "família". Seungmin era um ômega lúpus, ou seja, mais frágil que os demais ômegas, e mesmo sabendo disso, o mesmo não quer...
