서른둘 (32)

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E depois de três dias de um clima davastador e misterioso, havia chegado o dia dos irmãos Kim Hwang, juntamente com Felix, deporem. Bangchan e Minho sempre lhes diziam que eles poderiam levar mais tempo para verbalizar todos os acontecimentos, mas eles insistiam que já estava na hora. Queriam acabar com aquilo o mais rápido possivel, para enterrar o passado a 7 palmos, junto com o corpo frio de Hwang Mina.

Felix não estava completamente bem, mas estava bem melhor que antes e insistiu em se livrar logo daquele fardo.

Seungmin conseguia falar, mas seu olhar ainda era perturbado e o ômega só se permitia ser tocado por Cristopher. Mas assim como Felix, ele e Hyunjin queriam se livrar logo daquilo.

Seungmin se encarava no espelho, seus pensamentos voavam e eram os mais cruéis a respeito de si mesmo. Seu pescoço carregavam marcas de unhas, havia grandes bolsas escuras abaixo de seus olhos, seu cabelo parecia seco e sem vida, assim como todo o resto.

O ômega não se lembrava da ultima vez que havia visto Minho, Jisung, Changbin ou até mesmo Jeongin. Mas antes que pudesse ter qualquer outro pensamento cruel, braços fortes abraçaram sua cintura com firmeza.

- Tem certeza que quer fazer isso? - Bangchan sibilou se infiltrando nos fios cheirosos da nuca de Seungmin.

O outro suspirou antes de responder.

- Você estará ao meu lado?

- Sim, segurando a sua mão. - Firmou seus braços ainda mais ao redor de Seungmin, lhe passando segurança.

- Eu te amo. - Se virou para o alfa, abraçando seu pescoço.

- Eu também te amo. - Aproximou o rosto devagar.

Com cuidado e muito carinho, os dois grudaram seus lábios, em uma conversa intíma demais para ser dita em voz alta. O beijo era doce e calmo, assim como o amor que sentiam um pelo outro. Não importava quantas vezes se beijassem, o sentimento sempre seria tão reconfortante quanto a primeira vez. Quando a falta de ar se fez presente, os dois se separaram.

- Vamos? - Olhou no fundo dos olhos do ômega.

- Vamos.

De mãos dadas, os dois desceram as escadas e seguiram até o carro. Durante todo o caminho o clima estava tenso, Seungmin arranhava levemente suas cutículas, a ansiedade lhe corroia por dentro. E mesmo que uma música suave tocasse no rádio do carro, o clima não mudava. Bangchan tentou aromatizar o carro, mas nem isso mudava a ansiedade que seu parceiro sentia.

Ao chegarem no trabalho de Cristopher, onde teria que depor, Seungmin sentiu seu coração se apertar ainda mais - se é que isso fosse possivel - quem o interrogaria? O que aconteceria depois? Seria considerado culpado? Havia matado alguém, isso era um fato inegável. Sua mente o apavorava ainda mais, tinha certeza que estaria sozinho dentro daquela maldita sala de interrogatório.

O alfa já sabia o que se passava pela mente maldosa de seu amor, por isso tratou de intervir.

- Minho irá te interrogar, conseguimos mexer uns pauzinhos para isso acontecer. Você ter matado Mina vai ser considerado legitíma defesa. Eu estarei o tempo todo ao seu lado, não se preocupe. - Segurou o rosto de Seungmin com cuidado, deixando um selinho nos lábios rosados ao finalizar sua fala.

Isso foi mais que suficiente para o coração do outro voltar a bater em um ritmo mais normal e suas mãos voltarem a temperatura normal, assim como sua mente, que depois de um bom tempo voltou a lhe dar paz.

Quando desceram do carro, Seungmin encolheu os ombos se sentindo pequeno. O prédio era enorme e várias pessoas passavam com rostos sérios. Mas o ômega sentia como se todos o julgassem, mesmo que não o fizessem.

My First Love Histórias para pegar e não largar. Descubra agora