Nexus - Parte 10

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1995

Em uma cidade do Texas, as crianças estão animadas com a feira de ciências escolar e mostram seus experimentos para a população.

Entre modelos de vulcões e repolhos roxos, uma mesa chama a atenção dos adultos.

"Nossa! Que engenhoca é essa?", pergunta uma das mães dos alunos.

"Esse rapaz é muito criativo, como ainda está nessa escola?", pergunta um homem idoso.

Essa era a mesa de Caleb Walker, um garoto da cidade que sempre foi reconhecido pelas suas ideias criativas e à frente do seu tempo.

"Essa é a Magnum I, minha máquina de levitação de objetos", responde Caleb, demonstrando o funcionamento do aparelho.

Essa máquina pequena feita de alumínio e energizada por uma bateria de carro, ativa um campo eletromagnético que segura objetos de metal no ar, dando a impressão de estarem flutuando.

Com essa máquina, Walker ganha o prêmio da feira de ciências e impressiona a todos que estavam ali, por sua genialidade, mesmo sendo apenas um garoto de 7 anos.

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Ele volta para casa animado após o evento, ansioso para contar à mãe que venceu a feira de ciências da escola.

Chegando em sua casa simples e velha, ele abre a porta de entrada e presencia sua mãe sendo espancada por seu padrasto bêbado.

"Pare! Por favor!", grita a mulher, colocando as mãos na frente do rosto.

"Vagabunda, vou te ensinar a não ficar de gracinha com outros homens de novo", diz o homem, que logo após pega uma garrafa de vidro vazia, prestes a acertá-la na cabeça.

Caleb corre pra cima do homem, dando-lhe socos desesperados para salvar sua mãe.

"Caleb, não faça isso!"

"Seu moleque, quer apanhar também?"

O padrasto pega a criança e a joga para longe sem esforço nenhum, o impacto na parede deixa a criança tonta.

"Caleb!"

O homem bate sem parar no rosto da criança, que está quase apagando e sem conseguir revidar.

"Pare! Vai matar ele!", grita a mulher, mas não adianta, o homem está agindo de forma irracional e não vai parar até matar Caleb.

Em uma atitude desesperada, a mãe de Caleb pega uma das facas que estavam à mostra e enfia com tudo na nuca do bêbado, que atravessa seu crânio e o mata quase que instantaneamente.

O garoto está no chão com a cara inchada e um olho roxo, mas solta um sorriso leve ao ver o homem morto na sua frente.

Sua mãe se aproxima dele e o abraça, depois toca no seu rosto levemente, com lágrimas saindo a todo momento.

"Me desculpe, filho, por minha culpa você passou por isso, eu não devia ter traído ele, eu causei isso tudo."

Caleb não diz nada, mas pega a medalha que ganhou no evento escolar e entrega à mãe.

Ela chora com mais força dessa vez, sentindo culpa por não poder ter ido à feira de ciências para assistir ao seu filho.

"Me perdoe Caleb, me perdoe."

"Não se preocupe mãe, eu te amo."

A mulher carrega o garoto e o abraça firmemente.

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A CaçaOnde histórias criam vida. Descubra agora