A madrugada avançou como um borrão de sensações. Estávamos ali, juntos, de um jeito que nunca pensei ser possível. Drogo tinha uma intensidade que me fazia sentir viva, mas também um lado delicado que nunca imaginei encontrar nele.
Depois que nossos corpos se aquietaram, ele me puxou para junto dele, seus dedos desenhando círculos preguiçosos nas minhas costas.
- Você está bem? - Ele perguntou, sua voz baixa e rouca.
- Sim. - respondi, a cabeça apoiada em seu peito, sentindo o ritmo constante de seu coração. - Melhor do que achei que estaria.
Ele riu baixinho, um som que fez meu peito se aquecer.
- Eu ainda não sei se consigo te dar tudo o que você merece, Gaia. - Ele disse, com um tom sincero. - Mas quero tentar.
Levantei o olhar para ele, encontrando aqueles olhos que sempre me deixavam sem palavras.
- Eu não quero promessas agora, Drogo. Só quero que sejamos honestos um com o outro.
Ele assentiu, me puxando para mais perto.
- Honestidade. - Ele repetiu, como se testasse a palavra. - Eu consigo isso.
Ficamos ali em silêncio por um tempo, apenas curtindo a presença um do outro. O cansaço finalmente começou a me alcançar, e meus olhos começaram a pesar.
- Durma, Gaia. - Ele murmurou, beijando o topo da minha cabeça. - Eu estou aqui.
E, pela primeira vez em muito tempo, me senti segura.
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A luz da manhã entrou pela janela do quarto, me despertando aos poucos. Quando abri os olhos, percebi que Drogo ainda estava ao meu lado, dormindo profundamente. Por um momento, fiquei observando-o. Ele parecia tão diferente dormindo, tranquilo, quase vulnerável.
Sabia que o que tínhamos agora era delicado, mas também sabia que não podia ignorar o que sentia.
Levantei-me cuidadosamente para não acordá-lo e fui até o banheiro. Quando voltei, ele estava acordado, me observando com um sorriso preguiçoso.
- Bom dia. - Ele disse, a voz rouca da manhã.
- Bom dia. - Respondi, sentindo minhas bochechas esquentarem.
Ele se levantou e veio até mim, segurando meu rosto com as mãos.
- Isso não precisa ser complicado, Gaia. - Ele disse, como se lesse meus pensamentos.
Assenti, tentando acreditar que poderia ser assim tão simples.
Depois de nos arrumarmos, deixamos o hotel e seguimos juntos até a rua, onde nos despedimos com um beijo rápido e promessas silenciosas no olhar.
O dia prometia ser longo, e eu sabia que ainda tinha que enfrentar meus amigos, especialmente Dylan. Mas, pela primeira vez, senti que estava pronta para lidar com o que viesse.
Após deixar o hotel, fui até o ponto de encontro combinado com Jamila e Dylan. O clima estava estranho, especialmente com ele. Durante todo o caminho até o aeroporto, Dylan se manteve em silêncio, diferente do habitual. Jamila tentava amenizar a tensão, falando sobre a viagem e os planos para o próximo encontro, mas eu sentia o peso do olhar de Dylan sobre mim.
Quando chegamos ao aeroporto, decidi tentar conversar com ele.
- Dylan, posso falar com você? - perguntei, me afastando um pouco de Jamila.
Ele hesitou, mas acabou me acompanhando até um canto mais reservado.
- O que foi, Gaia? - Ele perguntou, a voz fria e sem emoção.
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Queimando Por Você
RomanceGaia finalmente conquista o tão sonhado ingresso para a faculdade em Washington, mas logo se depara com um grande obstáculo: ela e seus pais não têm condições financeiras para bancar a vida na cidade. Desesperado para ajudá-la, seu pai encontra uma...
