Cap 11 ❤

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Dois dias depois

Dois dias haviam se passado desde aquela noite maravilhosa, uma noite que havia mudado tudo entre Liz e Thomas. Dois dias separados, mas, no fundo, ambos sabiam que algo havia se transformado entre eles. Liz, contudo, sentia uma mistura de ansiedade e medo, pois sabia que ao se reencontrarem, as coisas poderiam ser diferentes.

Quando finalmente se encontraram, Thomas não conseguiu esconder a raiva que sentia. Seus olhos estavam cheios de fúria, e o olhar fixo em Liz era como se ele estivesse tentando entender o que havia acontecido. Ele notou as marcas no corpo dela, aquelas cicatrizes visíveis que nunca deveriam ter sido feitas por outra pessoa. A raiva de Thomas se transformou em uma ira cega, seu instinto o fez quase perder o controle.

— Quem foi? — Ele gritou, os punhos cerrados, quase tremendo de raiva. — Quem fez isso com você?

Liz sentiu seu coração acelerar, e a culpa tomou conta de seu peito. Ela sabia o quanto ele estava machucado, mas não sabia como explicar o que tinha acontecido. Seu corpo, agora marcado por outro homem, era um lembrete da dor que ela mesma não podia evitar.

— Thomas, por favor... — ela tentou falar, mas a intensidade da raiva dele a impediu de continuar.

Ele estava fora de si, a ideia de outro homem tocando nela, marcando-a daquela forma, fez com que sua cabeça girasse. Thomas respirou fundo, mas seu rosto estava contorcido de ódio. Ele queria proteger Liz, queria ser o único a tê-la dessa forma, e a ideia de vê-la de outra maneira era insuportável.

— Se eu soubesse quem foi... — ele murmurou, a voz ameaçadora, como se ele estivesse pronto para matar. A fúria em seu peito estava prestes a explodir, mas ele tentou se controlar, tentando pensar com clareza, mesmo que sua mente estivesse dominada pelo ódio.

Liz, com o olhar fixo no chão, sentiu o peso da tensão no ar. Ela sabia que não podia evitar a ira de Thomas, mas também não queria perder o pouco de paz que ainda restava entre eles. Ela só queria que ele entendesse que não tinha sido escolha dela, que a dor que ele sentia era a mesma que ela carregava.

O silêncio entre eles foi pesado, quase insuportável. Thomas, com o olhar fixo nela, ainda tentava processar o que havia visto. Seu desejo de vingança era forte, mas, ao mesmo tempo, ele não conseguia deixar de olhar para Liz com um olhar de preocupação. Ele sabia que a ferida não era apenas física.

— Eu... não queria que fosse assim — Liz sussurrou, finalmente quebrando o silêncio, com a voz trêmula.

Thomas respirou fundo, tentando controlar a tempestade de emoções que o consumia. Ele olhou para Liz, tentando enxergar mais além das marcas em seu corpo. A raiva ainda fervia dentro dele, mas algo no olhar dela o fez hesitar. Ele queria gritar, exigir respostas, mas ao vê-la tão fragilizada, uma parte dele sabia que ela não era a culpada. E isso o deixou ainda mais confuso.

— Não queria que fosse assim também, Liz — disse ele com a voz mais suave, ainda com a tensão visível em seu corpo. — Mas como posso ver isso e não querer... — Ele parou, os punhos ainda apertados. — Como posso ver o que aconteceu com você e não querer destruir quem fez isso?

Liz sentiu a dor no tom da voz dele e sabia que a raiva de Thomas não era apenas pelo que ele via. Era pelo fato de se sentir impotente, incapaz de proteger a pessoa que ele mais amava. Ela sabia o quanto ele a queria segura, e agora ele se via diante de uma situação em que não podia controlar as coisas.

Ela levantou a cabeça, olhando diretamente nos olhos dele, tentando transmitir um pouco de calma, apesar de sentir o pânico se espalhando dentro dela.

— Thomas, por favor... — Sua voz estava cheia de emoção. — Eu não escolhi isso. Você tem que entender que... eu não queria que isso acontecesse. Eu... eu não sabia como sair dessa situação.

Thomas sentiu uma dor profunda no peito ao ouvir essas palavras. Ele queria acreditar nela, queria acreditar que não era culpa dela, mas a ideia de que outro homem havia tocado nela dessa maneira ainda o fazia sentir raiva e impotência. Ele se aproximou, seu rosto ainda tenso, mas havia algo na maneira como ela o olhava que começava a acalmar um pouco sua fúria.

— Então me diz, Liz — ele disse, agora mais calmo, mas a preocupação ainda estampada em seu rosto. — O que aconteceu? Quem foi ele? Por que não me contou?

Liz fechou os olhos, sabendo que esse momento era crucial. Ela tinha que contar a verdade, mesmo que fosse difícil. Não queria que ele a odiasse, mas também não queria esconder mais nada. Ela olhou para ele, seus olhos marejados, e deu um passo à frente.

— Eu... eu fui forçada, Thomas. Eu... fui pega em uma situação que eu não conseguia controlar. Ele me ameaçou, me manipulou. Não tinha como escapar.

A confissão de Liz caiu no ar como um peso insuportável. Thomas a olhou, a dor e a surpresa cruzando seu rosto. Ele não conseguia imaginar como ela havia se sentido, como havia suportado tudo aquilo sem poder fazer nada. A raiva que ainda o consumia deu lugar a uma sensação de impotência e uma dor tão profunda que o fez engolir em seco.

Ele deu um passo para trás, passando as mãos pelos cabelos, tentando organizar seus pensamentos. A mente dele estava uma bagunça, mas uma coisa estava clara: ele nunca imaginaria que Liz passaria por algo assim.

— Eu... eu não sabia, Liz. Eu não sabia... — Ele murmurou, a voz rouca. — E agora, o que fazemos? Como lidamos com isso?

Liz deu um passo mais perto, suas mãos tremendo enquanto ela tentava alcançar a dele. Ela queria que ele entendesse, queria que ele a apoiasse, mas sabia que seria um caminho difícil. Nada seria como antes, e ela não sabia como seria daqui para frente.

— Eu não sei... Eu só sei que, agora, mais do que nunca, preciso de você ao meu lado — disse ela com a voz embargada.

Thomas olhou para ela, o olhar suavizando ao ver a dor nos olhos dela. Ele sabia que, embora a raiva tivesse dado lugar à confusão, o que ele sentia por ela ainda era forte. Ele não sabia o que o futuro reservaria para eles, mas, naquele momento, ele sabia que não poderia abandoná-la.

— Eu vou estar aqui, Liz. — Ele disse finalmente, a voz firme. — Eu não sei como isso vai ser, mas vou estar ao seu lado. A gente vai passar por isso, juntos. E eu vou te tira daqui juro.

Liz sentiu um alívio imediato, como se o peso do mundo tivesse sido retirado de seus ombros, mesmo sabendo que o caminho seria longo. Ela se aproximou mais dele, sentindo seu coração bater mais calmo.

— Obrigada, Thomas — ela sussurrou, abraçando-o com força. — Obrigada por não me deixar sozinha.

---Eu estou sempre com você

Ele falou é deu um beijo em sua testa.

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Nota da Autora:
Esse foi nosso capitulo.
Será se Thomas vai conseguir tira Aline desse lugar, só vamos sabe nós proximos capitulos.
Comentem bastante.
Beijos de luz


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