Cap 12 ❤

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Chegou o dia em que Thomas iria tirar Aline daquele lugar. Estava tudo organizado: ele contaria com a ajuda de seu pai e de seu irmão. Após isso, ele colocaria fogo em tudo para que aquela boate não existisse mais.

— Bora, garotas, saiam! Vocês estão livres agora.

Quando todas saíram, ele percebeu que Aline não estava entre elas, e ficou desesperado. Pegou o braço de uma das meninas e perguntou:

— Cadê a Aline?
— Eu vi o Cobra levando ela. Ela deve estar no calaboço.
— Onde é isso?
— Posso te levar lá.

Ele seguiu a garota pela boate, que já estava bastante bagunçada, e alguns lugares já estavam em chamas. Quando chegaram ao calaboço, Thomas viu o estado de destruição que tomava o lugar. Aline estava realmente amarrada no fundo da sala, apenas de roupas íntimas, e isso o deixou completamente enfurecido.

Ele se aproximou dela, tirando-a das amarras com cuidado. Aline estava desacordada. Com ela em seus braços, Thomas saiu da boate, que agora estava em chamas. Colocou Aline em seu carro e logo partiu em busca de Cobra e Luiza, decidido a acabar com aquela situação de uma vez por todas.

Thomas dirigia em silêncio, com Aline ao seu lado, ainda meio sonolenta, mas já mais consciente. Ela estava em seus braços, apoiada contra o banco, e o olhar dela, fraco e confuso, fixava-se nele. Thomas sentia uma mistura de alívio e angústia. Eles haviam vencido a batalha, mas a guerra emocional que ela enfrentara ainda não estava nem perto do fim.

Aline tentou mover a cabeça, mas seu corpo estava exausto, dolorido. Ela olhou para ele, com os olhos marejados.

— Thomas… você conseguiu… — ela disse, a voz falha, quase inaudível.

Ele sorriu suavemente, embora os sentimentos conflitantes dentro dele o impedissem de se sentir completamente em paz.

— Nós conseguimos, Aline. Agora você está segura. Isso é o que importa.

Ele acelerou, tentando evitar qualquer tipo de distração, mas seu pensamento estava longe. Como Aline iria se recuperar disso tudo? E o que seria da vida deles após aquela noite de caos e dor?

Logo chegaram a uma casa isolada no campo, que seu pai usava como refúgio quando precisavam se esconder. Era um lugar seguro, longe dos olhos curiosos da cidade, e ali Aline poderia descansar sem medo de ser encontrada.

Thomas a ajudou a sair do carro, a segurando com cuidado para que ela não caísse, seus passos ainda trêmulos. Ele a conduziu até o interior da casa, onde o ambiente era simples, mas acolhedor. A casa estava vazia, exceto por alguns móveis rústicos e uma lareira acesa, que dava um clima de conforto.

— Você precisa descansar. Eu vou pegar algo para você comer e garantir que tudo fique bem.

Aline assentiu com a cabeça, ainda um pouco atordoada, e se acomodou em uma das poltronas próximas à lareira. O calor da chama parecia lhe trazer um pouco de alívio.

Enquanto isso, Thomas foi até a cozinha preparar algo simples, mas nutritivo. Seus pensamentos estavam em Aline e em como ela estava lidando com o trauma. Ele sabia que precisariam de tempo para se recuperar, mas também tinha certeza de que, com o apoio dele e de sua família, ela conseguiria superar tudo o que havia acontecido.

Quando voltou com a comida, ele a encontrou ainda em silêncio, olhando fixamente para o fogo. Era óbvio que ela estava perdida em seus próprios pensamentos, tentando processar tudo o que tinha acontecido.

— Aline… — disse ele, se aproximando, sentando-se ao seu lado. — Sei que não vai ser fácil, mas não vai estar sozinha. Eu estou aqui com você. Sempre estarei.

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