Comentem bastante.
Aline ficou ali, sozinha, com a mente turbilhonada. O vento forte que soprava da beira da ilha parecia gritar em seu ouvido, como se quisesse fazer eco da batalha interna que ela travava. Embora tivesse conseguido se impor naquele momento, sabia que a situação não estava resolvida. A ilha, isolada e desolada, parecia ser o cenário perfeito para o pior. As águas que cercavam a terra afastada a faziam sentir uma sensação de claustrofobia, mesmo estando livre de qualquer vigilância.
Ela observou a paisagem ao redor: árvores altas, o som das ondas batendo nas pedras e, ao longe, a sombra do homem que ela sabia que não desistiria tão facilmente. Ele, por mais distante que estivesse, ainda representava um perigo iminente. Mas Aline estava disposta a lutar com todas as suas forças. Não seria subjugada novamente. O isolamento da ilha poderia ser uma vantagem ou uma prisão – ela precisava decidir em qual dos dois lados escolheria se posicionar.
Mas uma coisa era certa: seu jogo estava apenas começando.
Aline caminhava pela ilha com os pés afundando na areia úmida, seus passos sendo seguidos por uma sensação constante de perigo. Ela estava livre para explorar, mas sabia que não poderia se afastar muito, pois os capangas de seu antigo inimigo estavam sempre por perto, vigiando cada movimento. A solidão da ilha só aumentava a ansiedade que ela sentia. Os dias passavam lentamente, e a ideia de que Thomas, seu grande amor, estava tão distante parecia esmagadora.
Ela se perguntava se ele estava bem, se soubera do que havia acontecido, se ainda a procurava. Não havia telefone, nem sinal de internet naquelas terras esquecidas, o que tornava a comunicação impossível. Aline, por mais forte que fosse, não conseguia afastar a dúvida que a consumia. Será que ele ainda pensava nela? Será que ele sabia onde ela estava ou, pior ainda, que ela estava em perigo?
A paisagem ao redor, embora bela, parecia um vasto labirinto. A natureza selvagem parecia ser a única companhia de Aline, mas ela desejava ouvir a voz de Thomas, saber que ele ainda se importava, que não a havia abandonado. Ela sabia que, para encontrá-lo, precisaria ser estratégica, evitar os capangas e, acima de tudo, sobreviver. Cada dia na ilha era uma batalha, e ela sabia que o pior ainda estava por vir. Mas, em sua mente, uma única certeza permanecia: ela faria tudo o que fosse necessário para reencontrar Thomas.
Os dias se arrastavam, e Aline começava a se familiarizar com os contornos da ilha. As árvores densas, as rochas afiadas, o som das ondas quebrando na costa, tudo se tornava parte de seu novo mundo. Mas, por mais que tentasse ignorar, os capangas estavam sempre por perto, observando à distância. Ela sentia o peso da vigilância em cada sombra que se movia, em cada ruído estranho na floresta. Eles eram meticulosos, pacientes. Sabiam que, com o tempo, ela cometeria um erro. E Aline sabia disso também.
Ela se escondia sempre que os ouvia, procurando refúgios nas cavernas e entre as árvores, mas sua mente nunca estava em paz. A falta de comunicação com o mundo exterior a consumia lentamente. Não saber o que estava acontecendo fora da ilha, não saber como Thomas reagiria ao seu desaparecimento, era uma dor insuportável. Ela tentava afastar esse pensamento, se concentrando apenas na sobrevivência. Mas à noite, quando o vento esfriava e a ilha se enchia de sombras, sua mente viajava para Thomas.
Será que ele sabia que ela estava ali? Será que ele procurava por ela, ou talvez acreditasse que ela tivesse desaparecido para sempre? Não havia respostas, e isso a consumia. Mas em cada momento de dúvida, um pensamento persistia em sua mente: eu preciso lutar. Aline sabia que não podia se entregar à desesperança, nem ser vencida pela tristeza. Ela tinha que ser mais astuta, mais forte.
Em uma manhã, após se esconder de mais uma patrulha de capangas, ela encontrou algo que parecia promissor: um pedaço de papel envelhecido, meio encoberto por folhas secas, com algo rabiscado nele. Aline se aproximou com cautela, e ao retirar as folhas que cobriam o pedaço de papel, leu as palavras com o coração acelerado: “Thomas está vivo. Ele está procurando por você.”
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sequestrada
Fanfiction⚠Plágio é Crime ⚠ Aline uma garota de 18 anos falta um mês para se forma no ensino médio mais um dia indo para escola ela e encurralada por dois homem que a levaram pra algum lugar onde ela não conhecia... para descobrir o final dessa história é s...
