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| ANTERIORMENTE |

" Itachi esfregou a têmpora, um raro gesto de frustração. - E o que faremos com Naruto? Ele não pode saber disso. Se souber, será impossível controlá-lo.

- Vamos mantê-lo sob vigilância constante. - Shisui sugeriu. - Ele não precisa saber de tudo... só precisa estar protegido.

Madara concordou com um aceno de cabeça, a decisão tomada.

- Vamos acabar com isso antes que sequer tenham a chance de chegar perto dele.

Apesar da firmeza da decisão, todos sabiam que não seria tão simples. O Clã Ryugu não era qualquer inimigo, e Naruto... Naruto era alguém precioso demais para perderem.

. . .

Enquanto isso, na mansão Uchiha, Naruto estava sentado na beira da cama, encarando o vazio do quarto recém-reformado.

Ele bufou, bagunçando os próprios cabelos loiros.

- O que diabos era tão importante para eles saírem daquele jeito?

Ele não era ingênuo. Sabia que os Uchihas lidavam com negócios perigosos, mas... precisava ser justo naquele momento? Naquele exato momento?

- Eu odeio essa sensação... - murmurou para si mesmo, deitando-se na cama e cobrindo o rosto com um travesseiro.

Mesmo cercado de luxo e segurança, Naruto não conseguia afastar o incômodo de que, de alguma forma, estava ficando para trás mais uma vez. "

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| NARRADORA |

Naruto ainda encarava o teto, tentando afastar a sensação de vazio que o envolvia. A mansão parecia mais silenciosa do que o normal, e aquele silêncio só fazia o incômodo crescer. Ele suspirou, jogando o travesseiro de lado, quando um som suave interrompeu seus pensamentos.

Um toque.

Franziu o cenho, sentando-se lentamente. O som vinha da janela. "De novo, um pássaro idiota?", pensou, mas o coração apertado dizia o contrário. Caminhou até lá com passos hesitantes. Assim que abriu a cortina, congelou.

Havia algo preso do lado de fora, uma faca cravada na moldura com um bilhete preso.

Naruto abriu a janela devagar, o vento frio da noite arrepiando sua pele. Ele pegou o bilhete, notando o papel amassado e o recorte amador. As palavras estavam escritas em uma caligrafia irregular, quase ameaçadora:

"Você está na mira. Cuidado com quem confia."

O coração de Naruto disparou. Ele leu e releu aquelas palavras, tentando entender o que significavam, mas não precisou de muito para perceber. Alguém sabia onde ele estava, alguém que queria claramente mexer com os Uchihas.

- Filhos da...! - Ele engoliu o palavrão, fechando a janela com força e puxando as cortinas.

Sentou-se na cama, respirando fundo. Podia sentir o suor frio na testa. "Eles nem estão aqui, e já estou sendo ameaçado? Isso é brincadeira, né?"

. . .

Madara observava as câmeras de segurança da mansão no tablet em suas mãos. Shisui, ao lado dele, reparou na mudança súbita na postura do patriarca.

- O que foi?

Madara apertou os lábios, passando o dedo pela tela para ampliar a imagem. Naruto estava andando de um lado para o outro no quarto, com as mãos no cabelo e uma expressão preocupada.

- Ele parece... desconfortável.

- E você esperava o quê? - Shisui respondeu com um suspiro. - A gente saiu correndo sem dizer nada. Ele deve estar se sentindo excluído.

Antes que Madara pudesse responder, Itachi entrou na sala apressado, carregando outro documento.

- Isso é pior do que pensávamos. O Clã Ryugu já tem contatos infiltrados em pelo menos três de nossas operações. Não estamos lidando só com interesse no Naruto; eles querem destruir nossa estrutura inteira.

Madara esfregou o queixo, a expressão carregada. - E você acha que eles vão começar por onde?

- Pelo elo que eles acham mais vulnerável. - A voz grave de Sasuke surgiu da entrada. Ele olhou para o tablet nas mãos de Madara e franziu o cenho. - E não vai demorar para tentarem algo diretamente contra Naruto.

Shisui balançou a cabeça. - Então estamos de acordo. Precisamos levá-lo para um lugar mais seguro.

Madara levantou-se, decidindo:

- Retornaremos agora.

. . .

Naruto, cansado de ficar sozinho, decidiu ir para a cozinha preparar algo para comer. "Se eles podem sumir quando bem entendem, eu também posso ignorá-los quando voltarem", pensou, irritado.

Enquanto cortava frutas, ouviu passos no corredor. Ele franziu o cenho, pousando a faca na bancada.

- Quem está aí?

O silêncio foi sua única resposta.

O coração começou a bater mais rápido. Ele olhou para os lados, pegando a faca de volta e se aproximando da porta da cozinha. Abriu-a lentamente, espiando o corredor vazio.

- Ok, Naruto, você está paranoico... - murmurou, fechando a porta.

Quando voltou para o balcão, um arrepio percorreu sua espinha. A faca que usava estava fora do lugar. Alguém estivera ali.

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773 palavras

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𝐁𝐎𝐀𝐓𝐄 𝐔𝐂𝐇𝐈𝐇𝐀 | ⁿᵃʳᵘᵗᵒ ˣ ᵘᶜʰⁱʰᵃˢOnde histórias criam vida. Descubra agora