𝑻𝑰𝑴𝑬𝑳𝑬𝑺𝑺. 𝐒𝐀𝐆𝐀 '𝑫𝑬𝑺𝑻𝑰𝑵𝒀' ⧗ 𝑳𝑰𝑽𝑹𝑶 𝑫𝑶𝑰𝑺 ⧗ Em meio a novas ameaças e desafios, Emma e Bucky se veem obrigados a confrontar seus próprios demônios internos, enquanto lutam para preservar o amor e a confiança que compartilham...
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Vault. Uma fortaleza de concreto e aço enterrada nas Montanhas Rochosas do Colorado. O lugar onde os piores criminosos e traidores do mundo eram deixados para apodrecer. A luz fria dos corredores refletia nos pisos metálicos, lançando sombras longas e distorcidas nas paredes de segurança reforçada. O cheiro era estéril, com um leve toque de suor e desespero impregnado no ar.
Emma e Bucky caminharam lado a lado, suas passadas firmes ecoando pelos corredores estreitos. Os presos os observavam com olhares carregados de ódio, rancor e, em alguns casos, um toque de medo. Eles os reconheciam. Alguns os conheciam da era de terror e sangue — o tempo em que a Death e o Soldado Invernal eram apenas máquinas de matar, sem nome ou vontade própria. Outros os reconheciam pelo que eram agora: Viúva-Branca e Lobo Branco.
Os gritos começaram assim que passaram pela primeira fileira de celas.
— Traidores! — um detento cuspiu pelo vão de sua cela, os olhos ardendo de fúria.
— Cães do governo! — outro rosnou, socando a parede reforçada.
Bucky manteve o olhar para frente, o maxilar travado, sua expressão inabalável. Ele já esperava isso. Emma, ao seu lado, nem piscou. Sua postura era ereta, elegante, como se aquelas palavras não passassem de brisas insignificantes contra uma muralha de ferro.
Mas Bucky percebeu como os punhos dela estavam cerrados. Como seus ombros estavam ligeiramente mais rígidos.
Ela também sentia aquilo.
As memórias dos dias sombrios, os rostos dos mortos que ambos carregavam nas costas, os pecados gravados na pele como cicatrizes invisíveis. Eles nunca seriam apenas Emma e James para essas pessoas. Sempre seriam sombras do passado, fantasmas assombrando as ruínas de um mundo que um dia ajudaram a construir com sangue e medo.
Mas eles não eram mais aquelas pessoas.
E agora, estavam ali para enfrentar um fantasma de outra natureza.
A mulher que os esperava no fim daquele corredor sabia disso melhor do que ninguém.
— Ah... minha maravilhosa filha veio me visitar. — A voz carregada de deboche de Matrona ecoou pela sala de contenção, um sorriso venenoso curvando seus lábios. Seus olhos frios deslizaram lentamente entre Emma e Bucky. — Que honra.
Emma permaneceu imóvel, os olhos fixos na mulher à sua frente. O tempo havia sido cruel com Matrona, mas não o suficiente para apagá-la. As semanas de confinamento haviam endurecido ainda mais seus traços, mas sua postura continuava ereta, imponente, como se a cela em que estava não passasse de uma sala comum.
— Eu não deveria estar aqui — continuou Matrona, inclinando-se levemente para frente. — Os assassinos são vocês.