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Louis – Entrevista

Louis estava sentado de forma descontraída, os braços cruzados e um sorriso nostálgico nos lábios.

"Então, Louis" - Harper começou, inclinando-se ligeiramente para frente - "Vamos falar sobre aquele momento crucial: apresentar as músicas para Tom Burton. Como foi essa experiência?"

Louis soltou um riso curto, balançando a cabeça: "Meu Deus... foi uma loucura. A gente sabia que tudo dependia disso. A Columbia não estava exatamente convencida de que essa nova formação ia dar certo. Queriam provas. Queriam hits."

Los Angeles, 2008Columbia Records – Sala de Reuniões

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Los Angeles, 2008
Columbia Records – Sala de Reuniões

A sala estava silenciosa, exceto pelo leve zumbido do ar-condicionado. Tom Burton estava sentado à cabeceira da mesa, os óculos apoiados na ponta do nariz enquanto folheava algumas anotações. Do outro lado, estavam Phil, Louis, S/n, Ashton, Harry e Sabrina.

O clima era tenso. A banda passou as últimas  semanas trabalhando sem descanso, ajustando a nova sonoridade, reescrevendo músicas e gravando. Agora, tudo dependia de um único momento.

Tom cruzou os dedos sobre a mesa e olhou para eles: "Então... me mostrem o que vocês têm."

Louis engoliu em seco, trocando um olhar rápido com S/n antes de pegar o controle remoto e apertar o play. A primeira música começou a tocar nos alto-falantes da sala. Era "Ophelia", uma das faixas mais intensas do álbum.

À medida que a melodia preenchia o espaço, Tom manteve uma expressão impassível. Ele era conhecido por ser difícil de impressionar, e a banda sabia disso.

S/n olhou de canto de olho para Sabrina, que estava sentada ao seu lado. A loira brincava com os próprios dedos na mesa, ansiosa. Sabrina era nova na banda, mas sua voz era uma peça fundamental na nova identidade deles. Se Tom não gostasse, tudo poderia desmoronar.

Quando a música terminou, houve um momento de silêncio. Tom tirou os óculos e esfregou o queixo.

"Ok" - ele disse simplesmente- "Próxima."

Louis apertou o botão de novo. Agora era a vez de "Ho Hey". Diferente da primeira, essa tinha uma pegada mais folk-rock, com vocais harmonizados entre Sabrina e S/n. Era mais leve, mas ainda carregava uma energia cativante.

Dessa vez, Tom começou a bater os dedos na mesa, acompanhando o ritmo. Louis prendeu a respiração. Isso era um bom sinal.

Quando a música acabou, Tom se recostou na cadeira e olhou para eles. O silêncio foi agonizante.

Então, ele sorriu.

"Parabéns. Vamos lançar um álbum"

S/n soltou o ar que nem percebeu que estava prendendo. Sabrina riu baixinho, aliviada. Louis trocou um olhar cúmplice com Ashton, que deu um leve aceno com a cabeça e Harry bateu as palmas animado.

Unsaid • Sabrina Carpenter Onde histórias criam vida. Descubra agora