Minha Versão de Você
Doarda •
Desde a formatura, tudo havia mudado minimamente, porque já não tínhamos mais escola para nos preocupar, e sim, carros para alugar!!! Cara, como é possível que em uma cidade tão grande e desenvolvida como São Paulo não tivessem 3 carros BARATOS para alugar? Precisamos deles para viajar à casa que alugamos em sei lá qual cidade é, Sofia só alugou e não disse que cidade seria.
Estamos sentados no sofá e no chão da casa da Sofia enquanto todos nós procuramos pela Internet alguns carros decentes e disponíveis. Minha namorada com os olhos super arregalados olhando para o telefone grita.
- Achei!!! - A garota berra e nós comemoramos. É incrível essa habilidade que temos de colocar tudo em cima da hora. - Bom, todo mundo vai me pagar depois, ok?! - Concordamos. - Ótimo, agora precisamos ir, já aluguei. - Nos levantamos e pegamos as malas, que já estavam por perto. Enquanto todo mundo saia da casa pela porta, Sofia me puxa pelo meu dedo indicador e eu já sei o que isso significa, minha vidinha tava carente.
- Oi, vidoca. - Ela sorri convencida com meu comentário e me puxa para um abraço apertado.
- Eu tô com saudades dos seus abraços, amor. - Ela beija minha bochecha e eu estranho sua atitude. Eu respeito os limites dela, mas eu não estava esperando que ela começasse a amar toque físico por minha causa. Abraço Sofia com toda minha força e ouço ela arfar, como na vez em que eu transei com ela. Bom, eu e Sofia transamos, e estamos transando, e isso não muda o fato de eu amá-la das cabeças aos pés, aliás. Os pés nem tanto, mas amo mesmo assim.
Sinto suas mãos viajando pela minha cintura e eu sei o que ela quer, mas não podemos fazer isso agora.
- Que isso sua safadinha! - Exclamo deslizando minha mão pelo seu braço.
- Eu não falei nada, ué! - Ela aperta os olhos rindo.
- Seu corpo diz outra coisa. - Seu sorriso que antes estava num tom risonho, agora está malicioso.
- Hum, vamos. - Ela se desfaz do abraço e me puxa pra fora de casa.
♡
Já havíamos chegado na casa que alugamos, que no caso, Sofia não aguentou e acabou dizendo que íamos pro Rio de Janeiro. A casa era grande e decorada, em todo centímetro que eu andava, ficava mais encantada. A casa parecia ter vida própria, a cada parede haviam quadros, pintado com cores vibrantes que pareciam dançar sob a luz suave da tarde. Tons de azul, rosa e laranja se misturavam como o céu lá fora, e cada objeto ali contava uma história - desde o vaso de cerâmica pintados a mão até os tecidos bordados com desenhos que lembravam a cor azul do mar.
Eu girava devagar observando o ambiente. A sala tinha móveis d e madeira rústica, tapetes coloridos espalhados pelo chão e janelas imensas que deixavam o cheiro do oceano invadir tudo. O som da risada dos meus amigos e das ondas do mar se colidem, dando ao ambiente um ar descontraído.
Sorrio ao ver minha namorada sentada no sofá do nosso quarto, folheando um livro totalmente aleatório. Os cabelos bagunçados pelo vento, o vestido leve que grudava no corpo com o calor, o jeito distraído de virar as páginas. Era como se eu fosse parte daquela casa - arte pura, cheia de alma e cor.
Eu me aproximo, sentando ao lado dela, e deito minha cabeça no seu ombro. Ficamos ali, em silêncio, apenas aproveitando a companhia uma da outra, ouvindo o mar. A viagem ainda estava começando, mas eu sei que nunca vou esquecer esse momento e esse lugar.
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Minha Versão de Você
ФанфикшнSofia Santino tem 17 anos e está no terceiro ano do ensino médio, ela conhece uma garota chamada Doarda, que mudou sua vida. A história fala sobre autoconhecimento, como ajudar alguém que esteja ruim da cabeça, amadurecimento e claro, um romance gra...
