Tommy Shelby/Peaky Blinders

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Pedidos abertos

JuliaOliveira829500 Pedido entregue espero que goste

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Londres, 1925

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Londres, 1925.

A noite estava fria e silenciosa, mas dentro do clube privado em Westminster, a fumaça dos cigarros e o aroma de whisky impregnavam o ambiente. S/N estava sentada em um canto, envolta em um casaco de lã, os olhos atentos à figura que conhecia tão bem. Tommy Shelby estava ali, a poucos metros de distância, apoiado no balcão do bar, o olhar fixo no copo de uísque em sua mão. Ele sempre tivera aquela expressão distante, como se estivesse em um lugar que ninguém mais poderia alcançar.

S/N não sabia ao certo por que havia voltado. Depois de tudo, depois das palavras não ditas, das noites insones e dos anos em que tentara esquecê-lo. Mas o destino, ou talvez a teimosia de ambos, os trouxera de volta ao mesmo lugar.

Tommy levantou o olhar e a viu. Seus olhos azuis se estreitaram por um instante, como se estivesse certificando-se de que não era uma ilusão criada pelo álcool e pelo cansaço. Ele apagou o cigarro no cinzeiro de cristal e caminhou até ela com a postura firme de sempre.

— Nunca pensei que te veria de novo.

Sua voz saiu baixa, mas carregada de algo que S/N não conseguia decifrar. Ela sorriu de lado, brincando com o anel em seu dedo.

— Eu também não.

O silêncio se instalou entre os dois. Havia tanto a ser dito, tanto que fora engolido pelo tempo e pelo orgulho.

— Você está bem?

Tommy perguntou, finalmente. S/N soltou um riso baixo.

— Você nunca perguntou antes.

Ele desviou o olhar por um momento, tragando o peso daquelas palavras.

— Pergunto agora.

Ela inspirou fundo, hesitando. Ele merecia saber? Depois de todo o tempo que passaram separados, depois das escolhas que os levaram a caminhos opostos?

— Estou bem, Tommy. E você?

Ele não respondeu de imediato. Apenas se sentou ao lado dela, pedindo mais dois uísques ao barman.

— A resposta para isso muda a cada dia.

S/N assentiu. Entendia o que ele queria dizer. O passado nunca realmente os deixava, por mais que tentassem enterrá-lo.

— Eu senti sua falta.

Ela confessou, sem rodeios.Tommy virou-se para encará-la, estudando cada detalhe de seu rosto como se quisesse gravá-lo na memória.

— Eu também senti a sua.

As palavras foram ditas de forma simples, mas carregavam o peso dos anos que haviam perdido. Ele ergueu o copo em um brinde silencioso, e ela fez o mesmo.

O passado ainda estava ali, entre eles, mas pela primeira vez em muito tempo, talvez já não importasse tanto.

O passado ainda estava ali, entre eles, mas pela primeira vez em muito tempo, talvez já não importasse tanto

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𝗜𝗺𝗮𝗴𝗶𝗻𝗲 *𝘗𝘦𝘥𝘪𝘥𝘰𝘴 𝘈𝘣𝘦𝘳𝘵𝘰𝘴* Onde histórias criam vida. Descubra agora