A casa do Rafa estava lotada, a música alta e a luz baixa davam o clima perfeito para uma noite inesquecível. Sofia e Sn chegaram juntas, mas mantendo a distância habitual para que ninguém suspeitasse do que realmente havia entre elas. Estavam namorando há cinco meses, mas ninguém sabia.
Assim que entraram, foram recebidas com abraços e gritos de empolgação dos amigos.
— Finalmente! Achei que não vinham mais! — disse Lusca, abraçado com Douglas.
— Demoraram, hein! — Kaike brincou, pegando uma bebida e entregando para Sofia.
— Doarda, Kaike, Lusca, Douglas... Todo mundo aqui! — Sofia sorriu, olhando ao redor.
Sn sentiu um arrepio ao ver Sofia tão à vontade. Amava vê-la assim, mas odiava não poder segurar sua mão ou roubar um beijo em público.
A festa continuou animada, e as bebidas começaram a surtir efeito. Em meio a risadas e conversas, Rafa chamou um amigo, Fabrício, para se juntar ao grupo.
— Sofia, esse é o Fabrício. Gente boa demais! — Rafa apresentou, com um sorriso maroto.
— Oi! — Sofia cumprimentou educadamente.
Mas os amigos começaram a provocar.
— Sofia, você tá solteira, né? Fabrício também! Acho que daria um casalzão! — Kaike soltou, piscando para os outros.
— Para com isso, Kaike! — Sofia riu, sem graça.
Sn observava a cena, sentindo o sangue ferver. A ideia de alguém sugerir que Sofia ficasse com outra pessoa a deixou fora de si. Sem pensar duas vezes, largou sua bebida na mesa e saiu da festa sem olhar para trás.
Sofia percebeu a saída repentina e seu coração apertou.
— Sn? — chamou, mas ela já havia sumido.
Ao chegar em casa, Sn jogou-se no sofá, lágrimas escorrendo pelo rosto. Pegou o celular e, sem hesitar, ligou para sua irmã.
— Bruna... — disse, tentando conter o choro.
— Sn? O que aconteceu? Você tá chorando? — Bruna perguntou, preocupada.
— Eu não aguento mais... Eu preciso te contar uma coisa. — Sn respirou fundo. — Eu tô namorando a Sofia. Há cinco meses.
Bruna ficou em silêncio por alguns segundos.
— Caramba, Sn... Por que nunca me contou?
— Eu tinha medo. Medo do que iam pensar, medo de estragar tudo... Mas hoje eu vi que esconder isso só tá me machucando. — A voz dela tremia.
Um som de batidas na porta interrompeu a conversa. Sn enxugou as lágrimas e se levantou. Quando abriu, encontrou Sofia, ofegante e com os olhos brilhando.
— Eu preciso falar com você. — Sofia disse, entrando.
Sn desligou a chamada com Bruna e cruzou os braços.
— O que você quer? Já não bastou me humilhar naquela festa?
— Sn, escuta... Eu contei para todo mundo. — Sofia confessou, segurando as mãos dela.
— O quê? — Sn arregalou os olhos.
— Depois que você saiu, eu percebi que não fazia sentido esconder. Eu levantei e disse pra todo mundo que eu amo você. Que a gente tá junto há cinco meses. — Sofia respirou fundo. — E sabe qual foi a reação deles? Felicidade. Eles ficaram felizes por nós.
Sn sentiu um nó na garganta, sem saber o que dizer.
— Você... Você fez isso mesmo? — perguntou, com lágrimas nos olhos.
— Fiz. Porque eu não quero mais esconder. Eu quero segurar sua mão na rua, te beijar na frente dos nossos amigos e gritar pro mundo que eu sou sua. — Sofia sorriu, aproximando-se.
Sn não conseguiu segurar o choro. Sem pensar duas vezes, envolveu Sofia em um abraço apertado e a beijou ali mesmo, sem medo. Pela primeira vez, elas estavam livres.
— Eu também te amo, Sofia. — Sn sussurrou entre os beijos.
E naquele momento, todos os medos desapareceram.
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