Capítulo 26

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- Bom dia, mamãe! - Julia envolve a cintura da mãe, a tirando de seu devaneio.

- Bom dia, princesinha. - Marília beija a cabeça da filha - A quanto tempo você acordou?

- Vixi, faz muito tempo. - Julia conta - Tentei te chamar, mas você estava dormindo muito pesado. Aí saí do quarto e encontrei a Maraisa. Ela me levou para ver a academia, sabia? Ela é muito forte.

- Imagino. - Marília se volta para a chefe que exibia os bíceps orgulhosa.

- Que bom que você achou as roupas no banheiro. - Maraisa responde ainda sorrindo pela brincadeira - Pedi para a Ju colocar onde você fosse encontrar. Está com fome?

- Morrendo de fome. - Marília conta - Que horas são?

- Acho que umas dez. - Maraisa responde - Vamos tomar café lá fora. Vem.

As três caminham para a área externa da casa onde o café da manhã já estava servido. A mesa dava vista para um lindo jardim, de onde também era possível ver as quadras de esporte e a piscina coberta.

A manhã transcorreu tranquila. Vez ou outra Marília se pegava observando o quanto a chefe ficava sexy na roupa de academia. Se tornou ainda mais frequente esses momentos de encaradas quando Maraisa colocou um biquíni para ir para a piscina com Julia.

Marília e Julia passam a tarde com a empresária e depois retornam para casa. Julia estava exausta, então foi para a cama cedo. Já Marília, apesar do cansaço, não conseguia dormir.

Ela pega o quadro com a foto do Juliano ao lado da cama e caminha em silêncio para a sala. Então se deita no sofa e abraço o quadro. Nenhuma palavra foi dita. Marília apenas queria se sentir segura e o noivo lhe dava essa sensação.

Depois muito tempo, Marília acaba pegando no sono.

Sonha...

Ela andava de mãos dadas com Juliano em um lindo campo de flores. O sol estava se pondo, pintando o céu das mais lindas cores. Os dois corriam, riam e bailavam entre as flores.

O homem levanta a mão de Marília sobre sua cabeça e ela gira, uma, duas, três vezes... Quando fixa o olhar novamente em quem conduzia a dança, já não era mais o noivo. Era Maraisa, com uma flor roxa na orelha, quem lhe sorria.

- O que faz aqui? - Marília questiona.

Mas a música que antes era apenas ambiente começa a tocar cada vez mais alto. Isso a impede de ouvir a resposta que foi dada sem desmanchar o largo sorriso.

- O que faz aqui? - Marilia grita para ser ouvida.

É quando se sente chacoalhada.

- Mamãe, você me assusta quando fala dormindo. - Julia reclama.

Marília abre os olhos encontrando a filha com o cabelo bagunçado e cara de sono.

- Desculpa, meu amor. - a mãe puxa a criança para um abraço.

A música do despertador continuava tocando, dando à Marília a sensação de ainda estar sonhando.

- Seu despertador não para de tocar. - Julia comenta.

Marília pega o celular da mão da criança e desliga o alarme.

- Estamos atrasadas. - Marília constata.

- Posso faltar na escola? - Julia pede com aqueles olhinhos fofinhos.

- Por que? - Marília estranha.

- Maraisa me disse que vão começar meu quarto hoje. - a criança conta - Queria ver.

- Meu amor, você ja vai perder duas semanas de aula. Não dá de faltar mais. - Marilia se levanta recolhendo o quadro que havia caído no chão durante a noite.

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