Tobirama Senju

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CONTINUAÇÃO**

Em uma tarde após o almoço, saí do escritório do meu amigo Hashirama. Nós dois estávamos ocupados fazendo umas... paradas aí... (sabemos bem o que é).

Enquanto caminho pelas ruas movimentadas indo para minha casa, noto um tumulto. Me aproximo, curiosa, só para ver o que estava acontecendo. Três pessoas: dois homens ajoelhados no chão e um terceiro em pé, os repreendendo com o tom de quem já perdeu a paciência.

Tinha que ser aquele bocó!

Tobirama está lá, com os braços cruzados e o cenho franzido. Não me surpreenderia se fossem Uchihas. Ele parece farejá-los como um cão de caça.

- EU NÃO TOLERO BRIGAS NAS RUAS DA MINHA VILA! -Exclama ele, irritado.-

Reviro os olhos com um sorriso entediado no rosto. Ah, Tobirama Senju... sempre tão certinho, tão afiado, tão irresistivelmente insuportável.

Me aproximo com calma, o som dos meus passos ecoando entre os curiosos que assistem à cena.

- Ora, ora... Tobirama. -Digo com a voz doce, quase debochada.- Sempre tão autoritário. Você deveria tentar uma abordagem menos... "assustadora". Vai acabar envelhecendo antes da hora, querido.

Ele se vira, me lançando aquele olhar prateado que mistura desprezo e faíscas de tensão. Frio como o lago do norte em pleno inverno.

- Você acha isso engraçado, Sn? -Diz ele, seco. -Esses dois estavam a ponto de explodir o mercado central com um jutsu de fogo. E você quer que eu ofereça chá e biscoitos?

- Hm, talvez chá de camomila. Para você, claro. -Rebato com um sorrisinho travesso, cruzando os braços sob o busto com um ar desafiador.-

Os Uchihas nos observam, confusos. A tensão entre mim e Tobirama é tão palpável que daria para cortar com uma kunai cega.

Ele suspira fundo, claramente se controlando para não me lançar um jutsu de gelo mental.

- Leve esses dois para o centro de contenção. -Ordena aos ANBU que se aproximem. Seu tom volta a ser gélido, impiedoso.-

Então, seus olhos voltam-se para mim. Seus olhos se tornam mais baixos. Mais perigosos.

- E você... cuidado com o que defende. Algumas provocações têm consequências.

- E algumas consequências são deliciosas, Tobirama. Sussurro ao passar por ele, meu ombro roçando no dele com um movimento calculado. Sinto seu corpo enrijecer. Quase imperceptível. Mas eu percebo.

Sorrio. Doce. Venenosa. Triunfante.

Que bela tarde para causar o caos.

Eu vou andando, bem plena, como se não tivesse acabado de jogar gasolina na fogueira mais gelada de Konoha. Mas eu escuto passo firme, pisada irritada. É ele. Tobirama. Já veio atrás.

- Sn... a voz dele vem seca, dura. Quase rosnada. Para com essa palhaçada.

Eu viro de leve, com aquele sorrisinho debochado nos lábios, só o bastante para provocar.

- Ué, palhaçada? Achei que você curtisse um espetáculo, Sensei. E eu sou a atração principal.

Ele para na minha frente, o olhar cortante como uma kunai, mas o maxilar trincado entrega tudo, está mordendo a língua para não me jogar contra a parede.

- Você está passando dos limites.

- Eu? Dou uma risadinha, virando o rosto como se fosse inocente. Só estou andando pela vila... soltando charme sem querer... e, olha só, quem aparece? O senhor "eu não tenho sentimentos" todo esquentadinho atrás de mim.

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