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Ana Flávia:
1 semana depois:
Luan ainda não tinha anunciado o "tal namoro" comigo. Por mim ficaria assim pra sempre, mas... bem, eu só queria que Gustavo estivesse aqui. Enfrentando tudo isso comigo
O meu maior medo vai acontecer hoje. É o dia de voltar a trabalhar, ver o meu chefe
Não tem para onde ir, o jeito é enfrentar isso de cabeça erguida
No fim, o amor sempre vence
(...)
- Ana - Eduarda me abraça forte - Sem maquiagem? Você tá triste mesmo
- É claro que eu tô. Vou ter que ver o amor da minha vida e tentar aceitar o fato de que, de alguma forma eu perdi ele sem fazer nada
- Vocês vão voltar. Não precisa se preocupar
- Eu quero acreditar nisso mas - Olho para o elevador, vendo ele - Mas é impossível. Eu só quero... quero voltar... voltar ao início
- Ana, se acalma, tudo isso vai passar
- Assim espero - Ele passa, indo para sua sala e deixando seu perfume no local - Tenho que fazer o café dele - Forço um sorriso
- Respira, por favor
- Pode deixar - Vou até a cafeteria
Faço a bebida e me preparo para entrar em sua sala. Vamos lá, você consegue
Entro no ambiente sentindo uma carga pesada ali
- Seu café - Coço a garganta - Senhor - Deixo a xícara em cima da mesa
Ele não me responde, não me olha... me ignora
Fico travada no mesmo lugar, olhando seu rosto
- Você já está liberada! - É a única coisa que me diz
Não consigo me mexer. Não quero sair do mesmo lugar que ele, quero ir embora com ele, quero ir para a nossa casa, beija- lo, receber o seu carinho, seu amor, falar que não tem como transarmos pois no outro dia acordamos cedo, quero... quero ele, e mais ninguém
- Precisa de alguma coisa?
Fico em silêncio
- Senhora Castela? - Me olha
- Des... desculpa, estou indo - Me viro de costas e saio