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Ana Flávia Castela:
Eu segurei aquele teste tremendo, quase morrendo de medo
Foi quando eu vi, dois tracinhos
— Eu avisei — Gustavo fala ao pé do meu ouvido
— Isso deve estar errado
— Sério, Ana? — Revira os olhos
— Gustavo... eu.... não.... isso não
— Sim, Ana, isso sim. Aceita que você está grávida — Fala calmo — E você tem que contar pro Luan, ele é o pai
Isso seria muito mais fácil se Gustavo fosse o pai da criança
— Eu... eu não vou contar — Me viro de frente pra ele
— Você deve contar!
— Não, Gustavo! — Digo firme
— Ana... por favor, ele tem o direito de saber, mesmo que ele tenha sido o maior filha da puta possível. Não é justo com ele
— Gustavo ele abusou de mim
— Eu sei e você não imagina o quanto eu quero mata- lo por isso. Mesmo assim, Ana, fala com ele — Se aproxima até segurar minha mão — Faz isso por mim, eu tô pedindo
Eu sinto uma corrente de ondas elétricas passar pelo meu corpo quando nossas mãos entram em contato
Respiro fundo
— Tudo bem, vou contar
— Qualquer coisa, eu vou estar no meu quarto, corre pra lá se precisar
— Tá bom
— Ah... felicidades ao bebê — Fala antes de sair do quarto
(...)
Eu entro no quarto do Luan tremendo
Ele estava falando com alguém no telefone
— Preciso falar com você — Digo
Ele faz um sinal de espera com a mão
— Mas é isso, gata, mais tarde eu estou aí — Ele fala ao telefone — Quero você usando aquela calcinha que me deixa louco
— Luan!
Ele suspira
— Depois a gente se fala, gata — Diz e desliga a ligação — O QUE FOI CARALHO?
— Eu... eu tava me sentindo meio mal esses dias e....
— Foda- se, se vira, só não me dê dor de cabeça — Me interrompe