Sabina Hidalgo
O sofá da casa do Noah estava afundando mais do que minha dignidade depois daquele jogo no armário. Mas pelo menos o sorvete estava bom.
Eu enfiava colheradas distraídas na boca, tentando pensar em tudo e em nada ao mesmo tempo. Jace e Lilimar ainda estavam trancados no quarto e eu torcia pra que ela estivesse um pouco melhor. Ela tinha passado por coisa demais nos últimos dias.
Só de lembrar do jeito que a Lili chorou abraçada em mim, meu peito apertava.
Ela sempre foi a sonhadora entre nós duas. A que acreditava em finais felizes. E ver o brilho dela meio apagado assim me deixava com vontade de quebrar a cara de quem quer que tivesse feito isso com ela.
Inclusive a Isabela. Principalmente a Isabela.
Mas, antes que eu me perdesse num plano imaginário de vingança, a porta da sala se abriu e, claro, era ele.
Noah.
Com aquele andar desajeitado e aquele olhar de cachorro que quer colo. E, droga, por que ele tinha que estar tão bonito com essa camiseta amassada?
— Oi. — ele disse.
— Oi. — falei, mantendo o tom casual. Como se ele não tivesse, sei lá, me deixado ofegante dentro de um armário dias atrás.
Ele hesitou, depois se sentou ao meu lado.
— A gente pode conversar?
— Ih, lá vem. — dei uma risadinha, mas sem graça.
— Não, sério. Eu... queria te falar uma coisa.
— Se for sobre "aquilo", pode relaxar. Foi divertido, mas a gente não precisa dramatizar.
— Sabina. — ele me olhou. — Eu gosto de você.
Engasguei com o sorvete. Literalmente.
— Como é?
— Tipo... gosto mesmo. Gosto há muito tempo, aliás.
— O quê? Desde quando?
— Desde o dia em que a Lilimar nos apresentou, me apaixonava a cada dia mais...
Arregalei os olhos.
— Noah, você nunca falou nada!
— Você também nunca deu bola. Eu achei que nunca ia ter chance. Só que... depois daquele dia... não dá mais pra fingir.
Olhei pra ele em silêncio, tentando assimilar aquilo.
Era engraçado. Ele sempre esteve ali. Sempre tão doce, tão leal. E eu... bom, eu sempre fui péssima em perceber quando alguém gostava de mim de verdade.
A verdade é que eu nunca imaginei que ele fosse sentir algo por mim além de uma curtição. E agora ele tava ali, se abrindo desse jeito.
— Eu não sei o que dizer. — admiti. — Você é incrível, Noah. De verdade. Mas eu tô meio bagunçada. Não tava esperando isso, sabe?
— Não tô pedindo pra você sentir o mesmo. Só queria que soubesse. E que... se a gente continuar se pegando, você entenda que, pra mim, não é só físico.
Ele sorriu meio tímido.
— Mas também é, claro. Porque... né. Você é absurda.
Revirei os olhos, tentando não rir.
— Ai, Noah.
Ele deu de ombros.
— Se quiser fingir que eu nunca disse nada, tudo bem. Mas só por fora. Porque por dentro, eu ainda vou estar aqui... te gostando.
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Nudes - Jace Norman
Fanfic↬onde Lilimar é fã de Jace e faz de tudo para chamar a sua atenção.
